Chegou a hora de investigar a imprensa “bem paga”

Não seria o momento de investigar a imprensa bem nutrida de recursos públicos para servirem de lacaios de muitos políticos? A discussão se abre após os governos de várias esferas receberem críticas e alguns jornalistas e comunicadores (principalmente os blogueiros) saírem em defesa de figura A ou B.

No RN, existem para todos os gostos. Nível municipal, regional e estadual, cada um com seu padrinho político e uma boa conta bancária para receber os recursos. Isso é um bom incentivo para falar de bem do “patrão” e despejar fortes críticas para os desafetos. Os adversários do patrão são seus adversários, os amigos do seu patrão são seus amigos. Isso é quase uma lei, que pode ser revogada a partir do momento que houver um rompimento ou aliança.

A imprensa tem que ser livre, mas seus vínculos com o poder público, principalmente com os cofres públicos, precisam de uma “Lava Jato” urgente, e falo com observação para o Rio Grande do Norte. Que motivações pautam os blogs, portais e outros veículos de comunicação? Quais suas fontes de renda? Quanto declaram?

Parece censura ou invasão, mas é nada mais do que todo cidadão deve fazer, prestar contas de seus ganhos e rendimentos. Existe uma Fazenda para isso, uma série de organismos para identificar as movimentações financeiras dos cidadãos. E mesmo com todo aparato ainda existem Cunhas, Calheiros, Alves, Cabrais, Garotinhos e tantos outros que sempre estão na mira da justiça com acusações sobre supostas e mirabolantes transações.

O que observamos é uma mídia parcial, no entanto uma parcialidade criminosa. A imparcialidade é quase um mito, muitos estudiosos consideram algo impossível, pois todos nós temos nossas preferências e opinião formada.

O que se pede é muito menos que um mito ou uma lenda de isenção. Se pede a coerência e a ética em não distorcer os fatos, apresentar a realidade como ela é. Como diria Nelson Traquina, grande estudioso da comunicação: “os jornalistas são os modernos contadores de ‘estórias’ da sociedade contemporânea, parte de uma tradição mais longa de contar ‘estórias’”.

Que façamos um serviço à História contando fatos e versões, sem paixões e transmitindo os fatos com o máximo de verdade que nossa alma pode ofertar.