Vocês sabem que o nosso blog há tempos não gosta de cobrir homicídios, acidentes ou fatos tão trágicos. É parte da nossa política editorial não abordar esses assuntos, e principalmente se distanciar das coberturas que tratam as pessoas como meros objetos e cliques para ganhar mais audiência.
Mas a tragédia que marcou esta tarde de sexta-feira (09) na região do Trairi, chamou a atenção de todos nós e provocou uma reflexão profunda sobre o valor da vida, sobre tantos trabalhadores transitando pelas estradas e os riscos que corremos no cotidiano. Não apenas por se tratar de um acidente, mas pela forma trágica e inaceitável como tudo aconteceu. Trabalhadores em cima de um caminhão, numa estrada que sempre representou riscos para quem a percorre. Várias vezes já fiz esse caminho, e sempre achei uma das mais perigosas da nossa região.
Talvez não tenha sido a primeira viagem deles em cima de um caminhão — infelizmente, foi a última. Famílias neste momento sofrendo pela morte de seus entes queridos, e uma cidade enlutada, chocada pelas imagens desrespeitosas que chegam nos grupos de conversa e outras redes sociais. Uma dor tão grande que muitas mães sentem às vésperas do dia especial dedicado a elas.
As mortes chamam a atenção para discutir a importância das leis de trânsito, tantas vezes questionadas e burladas. Quantas blitzes divulgamos pensando apenas no bolso, esquecendo da legislação que procura preservar a vida. Que nossas estradas da vida sejam mais seguras e prudentes.
Nossas orações para estes cinco homens, que partiram para junto do Pai Celestial, e pelas famílias que sofrem neste momento. Que Deus tenha misericórdia de tantas vítimas dessas estradas, que Ele nos dê o conforto necessário para esses momentos difíceis.
Oremos por:
José Israel dos Santos
Geovani Firme da Silva
Gilmar Roberto de Carvalho Silva
Wallace Ferreira da Silva
Ruan Batista Cardoso
Famoso por preservar suas raízes folclóricas e culturais, através de manifestações como o João Redondo, Boi de Reis, Marujada e Pastoril, o município de Passa e Fica, a cerca de 120 km de Natal, foi reconhecido como “Celeiro da Cultura Potiguar”. O projeto de lei, de iniciativa do deputado Tomba Farias (PL), foi aprovado pelos parlamentares durante a sessão plenária desta quarta-feira (30).
Outro projeto aprovado, também de iniciativa de Tomba, e que visa fortalecer a cultura local, é o que reconhece o Festival de Cultura como patrimônio cultural e turístico imaterial do RN. Este festival já faz parte do calendário oficial do município, bem como a Mostra Cultural, que atraem turistas anualmente.
Outro projeto de reconhecimento, de iniciativa de Tomba, aprovado pelos parlamentares, é relativo ao coral de Santa Rita de Cássia da paróquia de mesmo nome, em Santa Cruz. O projeto de lei reconhece o coral como patrimônio cultural, histórico e religioso imaterial do RN.
De autoria da deputada Eudiane Macedo (PV) foi aprovado requerimento para a realização de sessão solene, na ALRN, alusiva à abertura dos festejos juninos no Rio Grande do Norte.
A Caern trabalha para restabelecer o abastecimento de água para as cidades de Japi, Santa Cruz, Lajes Pintada, São Bento do Trairi, Coronel Ezequiel, Jaçanã e Campo Redondo. A interrupção no fornecimento ocorreu em virtude de vazamento na adutora que abastece a região, ocorrido às 4h desta quinta-feira (24).
O conserto da tubulação deve ser concluído por volta das 18h de hoje. O prazo para a normalização do atendimento à população deve acontecer em até 24 horas após a conclusão dos serviços.
A Paróquia e Santuário de Santa Rita de Cássia, em Santa Cruz/RN, une-se em profunda dor e oração pelo falecimento do nosso Santo Padre, o Papa Francisco.
Com coração entristecido, mas cheio de fé na ressurreição, elevamos nossas preces a Deus pelo descanso eterno daquele que guiou a Igreja com humildade, coragem e amor incondicional aos mais pobres e esquecidos. Seu testemunho de misericórdia, simplicidade e compromisso com o Evangelho marcou profundamente a história da Igreja e os corações de milhões de fiéis ao redor do mundo.
Neste momento de luto, pedimos que toda a comunidade paroquial se una em oração, confiando que o Senhor acolherá com amor o servo bom e fiel que conduziu o rebanho de Cristo com sabedoria e compaixão.
Descanse em paz, Papa Francisco!
Padre Vicente Fernandes da Silva Neto
Pároco e Reitor
Padre Newton Coelho de Oliveira
Padre Aldo Jean Silva de Araújo
Vigários Paroquiais
Diáconos Permanentes
Irmãs Filhas do Amor Divino
Santa Cruz, 21 de Abril de 2025
Paróquia de Santa Rita de Cássia – Santa Cruz/RN
Por que os lulistas e apoiadores da atual gestão usavam frases do ex-presidente Bolsonaro após a suspensão da sessão plenária na Câmara Municipal?
O ex-presidente Jair Bolsonaro sempre faz questão de citar o parágrafo único do artigo 1º da Constituição de 1988, que diz: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Em vários discursos do ex-presidente, ou chamadas de seus aliados, vídeos ou cards de redes sociais, a frase “o poder emana do povo” é usada com frequência para sinalizar uma possível interferência do Judiciário, na figura do STF, nas eleições de 2022.
Os aliados de Aninha ao usarem essa frase querem provocar o deputado Tomba Farias, esquecendo que, em Santa Cruz, os Lulistas e Bolsonaristas estão misturados nos dois grupos. Inclusive, a atual prefeita e seu marido, o vereador Élcio Pontes (MDB), votaram em Bolsonaro, assim como a grande maioria dos vereadores da Casa Legislativa, oposição ou situação.
Estranho, não é? Lulistas evocando frases bolsonaristas?
No horário destinado às lideranças, os deputados Neilton Diógenes (PP), Coronel Azevedo (PL) e Eudiane Macedo (PV) se pronunciaram. Na sessão plenária desta quarta-feira, os parlamentares abordaram assuntos diversos, como a atual gestão do município de Santa Cruz, a economia do país e a situação de assentados do Assentamento Potengi.
Primeiro a se pronunciar, o deputado Neilton Diógenes questionou a atuação da Câmara de Santa Cruz. “A Câmara não tem sido justa, não tem sido povo e não está honrando com o seu papel de criar leis e fiscalizar o Executivo, que é o seu papel fundamental, onde não pode interferir, mas sim ajudar”, disse.
Neilton citou especificamente a necessidade de a gestão ter aprovado o pedido de suplementação orçamentária para a construção de uma escola, uma Unidade Básica de Saúde (UBS), uma creche e a conclusão do Canal do Maracujá e também a melhoria de toda uma infraestrutura. “Esta alegação de que a Câmara está interferindo vem do próprio povo, que ontem lotou galerias e ruas e que não aceitou não ser votada a suplementação orçamentária”, afirmou.
Neilton citou que em anos anteriores, de 2020 a 2024, os vereadores aprovaram pedidos seguidos de suplementação. “Em 2021 foi mais de R$ 30 milhões, em 2022 mais de R$ 32 milhões. No ano de 2023 eles aprovaram o pedido de suplementação de mais de R$ 36 milhões e no ano seguinte, mais de R$ 41 milhões e por que agora, em 2025, com esses recursos que a prefeitura tem, aprovou um orçamento que só dá um poder de transferência de R$ 8 milhões?”, indagou.
O deputado questionou se a manobra não seria uma forma de prejudicar a gestão da prefeita Aninha (de Cleide). “Talvez a gente não tenha o funcionamento do primeiro teleférico e a finalização das obras estruturantes, porque não tem a rubrica do dinheiro. Os recursos do governo federal têm prazo e se não forem utilizados, terão que ser devolvidos”, disse.
Segundo líder a se pronunciar, Coronel Azevedo fez um alerta sobre a gestão do governo federal. O deputado afirmou que há uma irresponsabilidade fiscal que compromete o futuro.
“Muitas vezes nós descuidamos dos temas nacionais, mas precisamos nos ater a temas que implicam na vida de todos, como a economia. Faço um alerta urgente sobre a grave denúncia feita pelo Estado de São Paulo, que revela um estado alarmante com o Brasil no risco de colapsar”, disse.
O deputado afirmou que diante da situação atual, é provável até que faltem recursos para se manter o mínimo funcionamento da máquina pública. “A irresponsabilidade fiscal está comprometendo o nosso futuro. Mesmo diante deste risco iminente, o governo vem batendo recorde na arrecadação de impostos”, disse.
O parlamentar criticou ainda o aumento no número de Ministérios. Atualmente são 39. “É uma máquina aparelhada e ineficiente que consome recursos, tirando do povo para manter um projeto de poder ultrapassado”, disse.
A situação dos assentados do Assentamento Potengi foi o destaque da deputada Eudiane Macedo. A parlamentar relatou que foi procurada pelo atual prefeito de Lagoa de Velhos, Nildo Galdino, e pela ex-prefeita Soniara Ribeiro, externando a preocupação com a chegada de empresa indiana para explorar o minério de ferro.
“Os assentados vivem sob crescente preocupação quanto a essa empresa exploradora. Inicialmente o sentimento foi de esperança, de melhoria e de oportunidade, mas atualmente há incertezas, dúvidas e muita insegurança entre as 240 famílias que estão divididas em três agrovilas”, afirmou.
Eudiane citou que os assentados estão distribuídos nos municípios de Serra Caiada, Sítio Novo, Senador Eloi de Souza e Lagoa de Velhos. “São inúmeras preocupações, mas vou destacar algumas delas. Eles dependem da terra para a agricultura e a criação de pequenos rebanhos, mas a ameaça da terra põe em risco a sua existência”, disse.
A deputada afirmou que sem a posse legal da terra, eles temem não receber justas indenizações. “Eles estão incertos quanto ao futuro e o seu direito de escolha, o desejo das famílias permanecerem nas suas propriedades está totalmente ignorado”. Iremos ficar atentos para garantir que haja respeito e dignidade para essas famílias que há anos constroem a sua história naquela terra”, disse.
Em aparte, o deputado Hermano Morais (PV) endossou a preocupação de Eudiane: “Nós sabemos o potencial mineral que tem no nosso Estado e essa grande reserva de ferro que será processada pela empresa Fomento, que a exemplo de outras empresas que chegam em nosso Estado estão trazendo expertise, gerando dividendos, mas tem que prevalecer o respeito à população local. Que seja feita a exploração, mas que não se esqueçam jamais de garantir os direitos das famílias que lá se instalaram e fizeram crescer aquele município”, alertou.
O número de cursos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) com conceito 4 ou 5 subiu de 67% para 70%, na avaliação trienal do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Se considerada apenas a avaliação aplicada em 2023, o percentual de cursos com conceito 4 ou 5 sobe para 84%. Os dados foram divulgados nessa sexta-feira, 11, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A UFRN manteve ainda o conceito máximo no Índice Geral de Cursos (IGC), indicador de qualidade que avalia as instituições de educação superior. Com esse resultado, a UFRN classifica-se entre as 20 melhores Universidades Federais do país e a terceira do Norte-Nordeste.
A meta do Plano de Gestão para 2027 é 75% e a do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) para 2029 é 80%. O procurador educacional institucional da UFRN, Fabiano Gomes, ressaltou o trabalho de longo prazo que vem sendo desenvolvido na instituição. “Estamos colhendo os frutos da Política de Melhoria da Qualidade dos Cursos de Graduação que se iniciou em 2017. Desde então, a UFRN tem aumentado o percentual de cursos com conceito muito bom ou excelente. No ano passado, alcançamos o IGC 5 e mantivemos agora. O empenho é para continuarmos buscando as metas do nosso plano estratégico”, afirma.
O reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo, destacou a importância do trabalho coletivo para alcançar a excelência no ensino. “Este resultado confirma o engajamento de toda comunidade universitária com a Política de Melhoria da Qualidade dos Cursos de Graduação e Pós-graduação oferecidos pela UFRN. É mais uma demonstração de compromisso com a educação pública de qualidade”, comemora.
Em 2023 participaram do Enade os cursos das áreas de Engenharia, Saúde e Ciências Agrárias. Todos os cursos do Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFRN) alcançaram conceito 5. Além desses também obtiveram conceito 5: Medicina (EMCM), Biomedicina, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia de Produção, Arquitetura e Urbanismo e Fisioterapia (FACISA).
Nossas imagens na cobertura da passagem do ex-presidente Jair Bolsonaro por Santa Cruz foram parar na CNN. Bolsonaro foi atendido no Hospital Municipal Aluízio Bezerra, por volta das 9h30, com toda a comitiva do PL e aliados do ex-presidente reunidos na unidade hospitalar.
Bolsonaro deixou o hospital de Santa Cruz às 10h14 e foi para o Estádio Iberezão, onde o helicóptero do Governo do RN esperava para fazer o seu transporte para a capital potiguar.
O ex-presidente pousou no heliponto do Hospital Walfredo Gurgel e depois seguiu para o Hospital Rio Grande, onde se encontra internado.
Desde que foi candidato em 2018, muitos apoiadores do ex-presidente Bolsonaro desejam sua presença em Santa Cruz. Bolsonaro não visitou a cidade, passou pelo Seridó, região Oeste e a capital potiguar.
Mas nesta sexta-feira, dia 11 de abril, o sonho de muitos eleitores do Jair será realizado com a sua presença na “Terra da Santa”. O ex-presidente visitará Tangará, onde comerá o famoso pastel, e em seguida seguirá para Santa Cruz.
O deputado Tomba conversava hoje (10) pela manhã comigo e confirmava a agenda de Bolsonaro em Santa Cruz. De acordo com assessoria do PL do RN, a passagem dele será rápida, pois vários compromissos estão agendados, seguindo até o Alto Oeste do RN.
“Uma tragédia contada por quem resistiu às águas do Trairi”
Para toda uma geração, a data de 1º de abril de 1981 ficou marcada para sempre em Santa Cruz. Aquela cidade, com pouco mais de 13 mil habitantes, era notável por sua história, mas ainda preservava um ambiente em que “todos conheciam todos”, bem diferente da cidade atual, repleta de novos rostos a cada dia. Era um tempo pacato, chuvoso entre janeiro e março. A rotina seguia com boas conversas nas calçadas e uma novidade importante: a instalação do Campus de Caiçarinha, da Universidade, naquele mesmo ano de 1981.
Um ônibus saía da cidade até o Campus, todas as tardes e noites dos dias letivos, e atravessava uma estrada que foi ampliada para garantir o melhor acesso até o Núcleo de Ensino Superior do Trairi. A estrada carroçável atravessava o riacho da Caiçarinha, no setor ao norte da cidade e é conhecido pelo seu alto volume em tempo chuvoso, sendo uma via de ligação para comunidades que estão mais próximas do município de Sítio Novo. Até pouco tempo atrás era possível ver algumas paredes do que foi o Campus de Caiçarinha, hoje resta apenas um pouco das suas fundações.
No dia 1º de abril teve uma manhã quente e ensolarada, mas, por volta das 15h, o “tempo começou a fechar”. Algumas pessoas comentavam como tudo mudou de repente, pediram então aos professores para saírem mais cedo com receio de pegar a estrada com muita chuva ou o riacho mais cheio. Por volta das 16h, já sob chuva fina e com aparência de fim de tarde, os alunos voltaram para casa. Parecia que a noite já tinha chegado, como se já tivesse passado das 18h.
A 26 km dali, em Campo Redondo, por volta das 15h30, o Açude Mãe D’Água recebia um volume de água muito acima da sua capacidade. Pequenos açudes transbordaram ou romperam, direcionando a força das águas para açude daquela cidade, que não suportou e rompeu no final da tarde, com uma lâmina acima de um metro e meio. Foram cinco milhões de metros cúbicos jogados no Rio Trairi.
No meio de tudo isso, a aluna do curso de Licenciatura em Letras, Língua Portuguesa, Lúcia de Fátima, era uma entre muitos na iminência do desastre. As últimas semanas chuvosas não eram alerta para ela, mas o açude sempre foi um fantasma para a população em geral. “Sempre se falou que o açude poderia estourar, mas ninguém imaginava isso acontecendo”.
Quando mais jovem, por volta de 1976, brincava assustando os seus primos sobre uma possível enchente. “Cuidado, porque de noite vocês podem acordar com a rede embaixo d’água”. Os primos ficavam preocupados, e muitas vezes à noite acordavam assustados em noites de chuva e tocavam o chão com medo da água. Pouco mais de quatro anos depois, as águas do Trairi realmente invadiriam o quarto que dormiam.
Ao retornar da faculdade, Lúcia ajudou sua tia a retirar a água acumulada na casa. Na Avenida Rio Branco, ainda não existiam as atuais galerias. Havia muitas craibeiras, e o riacho tinha o escoamento precário. A chuva o fazia subir rapidamente. Naquele dia, o riacho aumentou o seu volume pela chuva que caía. A água voltava pelos ralos.
Joana Darc, a tia de Lúcia, tentava retirar a água, sugeriu parar e jantar cedo. “Eu fiz sopa”, disse sua tia, que recomendou retornar ao trabalho depois. Após a sopa, por volta das 18h10, a tranquilidade chegava ao fim.
Enquanto organizavam a casa para o início da noite que se aproximava, outra escuridão também estava bem ali, que ecoava na voz do Padre Raimundo, pároco da cidade. Lúcia foi até a calçada para ouvir melhor, pois o barulho da chuva atrapalhava. Quando chegou lá fora, ouviu o lamento da sua vizinha, Margarida, que logo transmitiu o recado do sacerdote: “O Açude de Campo Redondo estourou, corram para lugares altos. O nosso açude não vai aguentar”.
A casa onde moravam, com paredes espessas e estrutura antiga, parecia segura, tinha estilo bem antigo, com 10 metros de altura até a cumieira. Ali dentro, Lúcia avisou a todos. O tio Joaquim não sabia o que dizer, sua prima Rejane entrou em choque, sua avó Maria já apresentava sinais da velhice, em negação mandou não acreditarem naquilo. Joana não deixou essa negação prevalecer, e insistiu para que todos saíssem dali.
A família conta que a casa foi uma das primeiras da rua, nos primeiros anos de 1900, e um parente comentou que caso o açude rompesse aquela casa seria atingida. O fantasma do açude existia, quase ninguém acreditava que de fato fosse acontecer. Na casa de Lúcia todos pensavam assim, até aquele momento. O relógio marcava 18h30.
A rua Eloy de Souza encheu-se de pessoas e veículos tentando escapar. Eram roupas e objetos pessoais em fugas até um lugar seguro. Iniciava uma corrida para se salvar, quais os lugares mais altos? A Igreja Matriz, no alto de uma colina da margem esquerda do Rio Trairi, era refúgio certo, mas o restante do centro, em áreas baixas, seria logo inundado. O relógio corria junto com as águas.
No início daquela noite, mais do que o dobro da capacidade do açude estava sendo represada por uma parede cheia de algarobas e formigueiros. Deteriorado, o maciço rompeu em duas partes e jogou 12 milhões de metros cúbicos de água por dezenas de ruas de uma vez. A escuridão da noite era banhada com as águas, que seguiram seus caminhos, no bom e velho ditado popular: “água não tem cabelo”.
As ruas começaram a inundar, Lúcia correu cerca de 180 metros até a Câmara Municipal, que funcionava na Praça Coronel Ezequiel Mergelino, onde durante muito tempo foi a biblioteca pública. Lá, encontrou o presidente da casa, Geraldo de Tico, e pediu abrigo. Além de funcionária da Câmara Municipal, Lúcia seria sua moradora por mais cinco meses, junto com seus familiares. Naquele dia era a sessão plenária, mas foi cancelada em virtude da emergência que a cidade passava.
Quando descia aquela rua, um carro tocava:
“Hoje eu tive um sonho que foi o mais bonito Que eu sonhei em toda a minha vida Sonhei que todo mundo vivia preocupado Tentando encontrar uma saída Quando em minha porta alguém tocou Sem que ela se abrisse ele entrou E era algo tão divino, luz em forma de menino Que uma canção me ensinou”
A música em questão era “Guerra dos Meninos”, de Roberto Carlos, do álbum de 1980. Ao ouvi-la, Lúcia sentiu algo ruim, e verbalizou para o condutor do veículo, que nada entendeu a reclamação dela. O sonho que ela vivia naquele momento era um pesadelo.
Desceu a rua, voltou para casa, encontrou o riacho da Rio Branco com um volume ainda maior, e a calçada de sua casa já tinha água. Combinou com a sua vizinha Margarida que iriam para o abrigo, a Câmara. Com alguns pertences e roupas, a vizinha seguiu com três crianças, pois o seu marido estava trabalhando e não estava na cidade.
Os familiares de Lúcia já estavam com todos os objetos reunidos, prontos para sair. Ela retornou para a praça de táxi, distante cerca 160 metros, no mesmo lugar atual. Não encontrou nenhum e voltou, já encontrando uma rua quase vazia, pois em questão de minutos todos fugiram para locais seguros.
Quando chegou na porta de casa percebeu que o nível da água continuava subindo, e encontrou um fusca amarelo, com o seu cunhado, Toinho, que levou todos para a Câmara Municipal. Já abrigados, perceberam que haviam esquecido o remédio de Dona Maria, ou como chamavam a matriarca da família, Dona Mariinha. Voltaram à casa, Lúcia e seu cunhado, uma chuvinha fina ainda caía, quando estava prestes a abrir a porta, as luzes da cidade se apagaram. O Rio Trairi tinha levado as torres de energia elétrica.
Recorte do jornal da época
Santa Cruz deixou todo o Rio Grande do Norte às escuras, isso porque a cidade era a “chave geral” da energia do estado, quando era a ligação até Paulo Afonso/BA das redes de energia. Era a escuridão total, não apenas a luz elétrica, mas o sufoco para sobreviver naquela catástrofe. Toinho posicionou o carro e os faróis daquele fusca iluminavam parte do interior da casa, os ponteiros do relógio marcavam 19 horas.
Lúcia sabia de olhos fechados onde estava o remédio. Seus olhos estavam bem abertos, porém tudo estava escuro naquela noite de lua minguante. Um remédio da caixa rosa, Iskemil, que estava sobre um armário azul na cozinha. Toinho logo viu uma radiola e dezenas de discos de vinil, que ela nem fez questão de levar, mas ele colocou tudo no carro e seguiu viagem, na contramão, pois naquela hora a regra era fugir das águas.
Do outro lado do rio, o bairro do Paraíso era varrido pelas águas, como outras ruas no entorno do Riacho do Pecado, e partes mais baixas da cidade. A colina da Igreja Matriz era uma ilha, o Padre Raimundo acolhia os desabrigados, muitos em preces naquela vigília de uma longa noite sem fim. A cidade estava escura e o único som ali era o da água; cidade e rio eram um só. O Trairi tomou para si quase metade do centro da cidade, junto com tantos sonhos e suor de trabalho. Uma tragédia anunciada, mas nunca levada a sério.
Outras três famílias chegaram na Câmara Municipal, casais, crianças, cachorros, gatos e até papagaio ficaram naquela noite ali. A delegacia também se instalou no prédio, ficando no primeiro cômodo. Lúcia acomodou sua família, se encontraram com Geisa, que morava ao lado da Câmara, e procuraram tomar um chá de erva doce para acalmarem os ânimos. Geisa disse: “vão-se os anéis e ficam os dedos. Estamos todos vivos, isso é o que importa”. Ela chegou a dizer tempos depois a Joana, que foi um bom período aqueles cinco meses de convivência dela e sua família.
O esposo de Margarida chegou na Câmara, cidade pequena, todos informaram a localização dela. Depois foi olhar as águas, voltou e disse a Lúcia: “As águas cobriram o janelão da sua casa”. Passava das 20h, a marca do nível da água era de 2,30 metros na casa dela. O que poderia ter sobrado? Ela lembrou dos seus dois gatos que ficaram em casa, um era amarelo e outro preto e branco. O nome do gato amarelo era peculiar, seu nome era Pororoca. Parecia este relato um combo de ironias, mas o nome do felino é derivado do Tupi, que designa “estrondo”, e é conhecido como fenômeno natural onde acontece o encontro das águas de um rio com o oceano, especialmente nas mudanças de fase da lua, e aquele período era transição da minguante para nova.
Quando as badaladas do relógio anunciavam que eram 22h, Lúcia, Joaquim e Rejane desceram a Eloy de Souza, os faróis dos carros jogavam luz nas casas e naquele “grande rio” formado ali. O nível da água era de 1,5 metro, as águas retrocediam, o Rio Trairi voltava para o seu lugar. Próximo da casa de Iaponira, não era possível avançar mais, pois os pés ficavam presos naquela nova rua destruída pelas águas e tomada pela lama.
A enchente foi como uma “pororoca urbana”. As águas do rio encontram um oceano de casas e pessoas, levando tudo em seu caminho e deixando um rastro de choro. Lúcia foi dormir por volta das 23h, teve dificuldade para dormir, por várias vezes ouviu pessoas passando pela rua com os seus lamentos e prantos.
No dia seguinte, Margarida e sua família mudou-se para o Conjunto Aluízio Bezerra, que tinha sido construído perto do açude, porém do lado alto, no final da Rua Caminha Fiúza. O conjunto não foi atingido pela enchente, pois fica do outro lado do açude, no caminho contrário ao curso do rio. As outras famílias que estavam na Câmara procuraram se abrigar ou ocupar lugares que lhe garantissem acesso aos direitos deles. Muitos foram se inscrever para ganhar novas moradias.
Às 4h, Joaquim voltou à casa, agora coberta de lama e reboco nas pareces. Lúcia chegou às 5h. A construção antiga resistiu: paredes espessas, erguidas com zelo por Joaquim Loureço de Carvalho, patriarca de uma grande família de Sítio Novo. Essa casa resiste há mais de um século, com as mesmas paredes sobreviventes de uma enchente.
Rua Eloy de Souza, dia seguinte após a enchente
Alguns quadros foram embora, outros móveis foram recuperados, objetos foram limpos, e o que mais chamou atenção: A imagem do Sagrado Coração de Jesus permaneceu na parede, não foi levado pelas águas. Símbolo da fé da família, tornou-se troféu de resistência. As pessoas diziam para ela sair da casa, pois muitas já haviam desabado naquela manhã. Ela negou! “Eu não vou sair daqui até tirar tudo. E aquela imagem [Sagrado Coração] será a última a sair da casa”.
Após cinco meses, a casa foi restaurada e voltou a abrigar Mariinha, Joana, Rejane, Joaquim e Lúcia. Mas as marcas da enchente jamais se apagaram. Todo dia 1º de abril, Lúcia conta com detalhes como foi aquele dia. As chuvas de 2024 fizeram Lúcia lembrar do fantasma da enchente, com medo que os açudes rompam novamente.
Lúcia carrega na memória a visão de uma rua cinzenta e cheia de lama. O som da casa próxima da sua desabando, ou ainda a Camilo José da Rocha, em que as casas não tinham mais paredes, só era possível diferenciar cada uma pelo piso, pois as águas levaram tudo. Em certo momento, o rio Trairi virou um depósito de botijões de gás, sofás e vários móveis. Tudo desaguou longe.
Dias depois seria a Semana Santa, momento que a cidade passava pela sua “via crucis”. Em maio, a Festa de Santa Rita foi bem simples, sem muitas comemorações, e a procissão foi de muita emoção, pelo período calamitoso. Por onde a imagem de Santa Rita passava, ouviam-se preces de dias melhores e muitas lágrimas. A enchente e a pandemia de covid foram momentos em que a procissão de Santa Rita foi uma grande corrente de oração e esperança, com o pedido da intercessão da padroeira.
A enchente de 1981 precisa ser contada todos os anos, e seria fácil contá-la a partir do ângulo político ou da Igreja. A reconstrução da cidade passou pelas mãos de várias Lúcias, Marias, Joanas, Joaquins e tantos que trabalharam incansavelmente para recuperar sua vida e sua cidade. Muitos outros anônimos fizeram parte, não são as comendas que contam as histórias, cada experiência particular conta um pedaço do que foi 1981.
Edição do Diário de Natal, em 1981
É preciso manter os açudes em condições dignas, não ocupar áreas inundáveis, manter o alerta em período chuvoso. Em 1981, uma telefonista Fátima, lá de Campo Redondo, salvou esta cidade de Santa Cruz. Hoje, será que as redes sociais nos salvariam ou nos levariam ao caos?
1981 nunca acabou. Vive na memória de quem enfrentou aquele dia, é uma lição contada para a minha geração. Uma cidade que foi destruída pelas águas e reconstruída pelo trabalho e pela fé de um povo.
O sistema de abastecimento de água pela Adutora Monsenhor Expedito foi interrompido na manhã deste sábado (15), devido à uma interrupção de energia elétrica, causada por uma poda de árvores que soltou uma fiação de alta tensão. A concessionária de energia elétrica foi informada pela Caern e uma equipe esteve no local à tarde para reparar a fiação.
O abastecimento foi religado por volta das 16h30 da tarde, sendo necessárias 24 horas para que todas as cidades tenham o fornecimento de água normalizado.
Todas as cidades atendidas pela adutora foram afetadas: Barcelona, Boa Saúde, Bom Jesus, Campo Redondo, Coronel Ezequiel, Ielmo Marinho, Jaçanã, Japi, Lagoa D’Anta, Lagoa de Pedras, Lagoa de Velhos, Lagoa Salgada, Lajes Pintadas, Monte Alegre, Monte das Gameleiras, Passa e Fica, Rui Barbosa, Santa Cruz, Santa Maria, São Bento do Trairi, São José de Campestre, São Paulo do Potengi, São Pedro, São Tomé, Senador Elói de Souza, Serra Caiada, Serra de São Bento, Serrinha, Sítio Novo e Tangará.
A segurança hídrica de milhares de potiguares dá um passo decisivo com a conclusão da licitação pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para obra da Adutora do Agreste, no valor de R$ 448 milhões.
O empreendimento deve ter suas obras iniciadas ainda neste semestre, e beneficiará diretamente 38 municípios do Rio Grande do Norte e mais de 510 mil habitantes até 2050. É um marco na luta contra a escassez de água no Estado.
A Codevasf licitou os projetos executivos e para construção da adutora. Venceu o consórcio Agreste Potiguar composto por três empresas.
Além de garantir o abastecimento regular de água para milhares de famílias, o projeto também impulsionará a economia local, com a geração de, aproximadamente, 12 mil empregos e a ampliação das oportunidades para a população.
A expectativa é que, com o andamento dos trâmites licitatórios e a continuidade dos investimentos, a Adutora do Agreste se torne uma realidade para os potiguares, garantindo um futuro mais seguro e próspero para a região.
O projeto só se tornou viável graças à atuação do senador Rogério Marinho (PL), ainda à época em que era ministro do Desenvolvimento Regional, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando assinou a ordem de serviço autorizando o início da elaboração do projeto da adutora pelo Governo Federal, em maio de 2021.
Já em dezembro de 2023, o protagonismo de Rogério Marinho foi crucial para assegurar que a iniciativa não fosse paralisada, mesmo com a troca de governo. Sua atuação no Senado garantiu a continuidade dos investimentos, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento regional e a melhoria da qualidade de vida dos potiguares.
O parlamentar capitaneou a destinação de R$ 45 milhões em emenda de bancada para garantir o início das obras, demonstrando sua dedicação à melhoria das condições de vida da população do interior do estado. Sem esses recursos, a obra permaneceria travada, já que ela foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sem a previsão orçamentária.
O projeto foi concluído em maio do ano passado e a contratação das obras foi finalizada agora, quando finalmente deverá ter início. “Viabilizamos os estudos e recursos para o projeto da Adutora do Agreste enquanto ministro do governo do presidente Bolsonaro e, agora, no Senado. É um momento histórico para o Rio Grande do Norte”, celebrou Rogério Marinho.
Avanço hídrico e desenvolvimento
A adutora terá uma extensão de 170,9 km divididos em oito trechos. A cidade de Nova Cruz, que há anos enfrenta problemas de abastecimento, será uma das principais beneficiadas, especialmente em áreas onde a adutora Monsenhor Expedito não alcançou. Uma das vantagens ambientais do projeto é a redução do bombeamento na Lagoa do Bonfim, promovendo um uso mais sustentável dos recursos hídricos da região.
A primeira etapa da obra terá captação no Rio Guaju, em Pedro Velho, e atenderá diretamente os municípios de Montanhas, Nova Cruz, Santo Antônio, Serrinha, Canguaretama e Pedro Velho. Posteriormente, serão beneficiadas as cidades de Boa Saúde, Lagoa D’Anta, Gameleiras, Passa e Fica, Santa Cruz, São José de Campestre e Serra de São Bento.
Indiretamente, a Adutora do Agreste também melhorará o abastecimento em Barcelona, Bom Jesus, Campo Redondo, Coronel Ezequiel, Espírito Santo, Ielmo Marinho, Jaçanã, Japi, Lajes Pintada, Lagoa de Pedras, Lagoa dos Velhos, Lagoa Salgada, Monte Alegre, Passagem, Rui Barbosa, Santa Maria, São Bento do Trairi, São Paulo do Potengi, São Pedro, São Tomé, Elói de Souza, Serra Caiada, Sítio Novo, Tangará e Várzea. Esses municípios terão maior oferta hídrica em função da redistribuição da água oriunda das adutoras Monsenhor Expedito e Espírito Santo.
Após a obra, a operação da adutora ficará a cargo da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN).
No próximo dia 14 será dado mais um passo no processo para possível criação de duas novas dioceses no Estado do Rio Grande do Norte. Nesse dia, o Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom João Santos Cardoso, apresentará à comunidade o relatório que contém os aspectos históricos, econômicos, patrimoniais, culturais e pastorais do território das novas dioceses. A apresentação acontecerá durante a celebração da missa, às 11 horas, na próxima sexta-feira, na Catedral Metropolitana de Natal, transmitida pela Rádio Rural – 91.9 FM. O material foi organizado pela comissão de estudos, instalada em 8 de junho do ano passado, e que é coordenada pelo Monsenhor Valquimar Nogueira, vigário geral da Arquidiocese de Natal.
Após a apresentação, o relatório será enviado à Nunciatura Apostólica do Brasil e, após apreciação do Núncio, deverá ser encaminhado à Santa Sé.
De acordo com os estudos, a proposta é que umas das possíveis dioceses tenha sede na cidade de Santa Cruz, com 36 municípios, sendo desmembrada do território da Arquidiocese de Natal, e a outra na cidade de Assu, sendo formada por 23 municípios, alguns que, atualmente, pertencem à Diocese de Mossoró e outros da Arquidiocese de Natal.
O Sport Club Santa Cruz segue se reforçando para a nova fase do futsal e contará com um nome de destaque na modalidade: Ranny Medeiros, conhecido popularmente como Ranny Biloca. Aos 31 anos, o atleta conquistou o título do X1 RN Futsal, torneio realizado em abril de 2024, que reuniu grandes jogadores do estado. Na decisão, realizada em Santa Cruz/RN, Ranny venceu o atleta Bolinha e levou o cinturão da competição, que segue em sua posse até hoje. Além do título, faturou uma premiação de R$ 60 mil destinada ao campeão.
Agora, Ranny foca no futsal profissional e integrará o elenco comandado pelo técnico Roberto Pereira. A expectativa é que o grupo seja formado por 16 jogadores, com parte significativa composta por atletas da cidade e região, reforçando o compromisso do clube em valorizar os talentos locais.
Ranny segue o exemplo do atleta Rafa Facão, que, em 2025, fechou com a equipe do Apodi, da cidade de Apodi/RN, e jogará profissionalmente após se destacar na modalidade do X1. A transição de atletas do X1 para o futsal profissional reforça a competitividade e a qualidade técnica desses jogadores, que agora buscam brilhar também no cenário coletivo.
Com essa nova fase, o Santa Cruz busca se estruturar para ser competitivo no cenário estadual e regional, apostando em atletas que carregam não apenas qualidade técnica, mas também identificação com a equipe e sua torcida.
O SAAE Santa Cruz informou em suas redes sociais que a Adutora Monsenhor Expedito encontra-se parada, sem bombeamento desde o início dessa manhã, após um problema na estação de bombeamento EB-05, no município de Boa Saúde, no Agreste Potiguar.
Confira a nota:
O bombeamento da Adutora Monsenhor Expedito encontra-se interrompido desde o início da manhã de hoje, devido uma falta de energia na EB-05, na cidade de Boa Saúde.
Uma equipe da Cosern está no local para restabelecer a energia.
Quando a adutora voltar à normalidade, informaremos os setores que serão abastecidos nesta quinta (06)
Com novo layout e identidade visual, o Sport Club Santa Cruz volta a anunciar oficialmente o seu retorno às atividades após quase nove anos de inatividade. Em parceria com a Prefeitura Municipal e a Secretaria de Esportes e Lazer de Santa Cruz/RN, o clube vai começar um novo capítulo, mas será nas quadras de futsal, ainda com foco para atletismo, vôlei e natação.
“Neste primeiro momento, o foco será no futsal, modalidade na qual a equipe buscará se estruturar e competir em alto nível nos cenários estadual e regional. Paralelamente, já há planejamento para o retorno ao futebol de campo, consolidando ainda mais a história do clube no esporte potiguar”, disse o clube em nota oficial.
Os treinos já foram iniciados no ginásio poliesportivo Marcílio Furtado, já com o treinador Roberto Pereira.
Além do retorno às competições, o Sport Club Santa Cruz apresentou uma identidade visual modernizada. O novo escudo preserva a essência e tradição do clube, mas traz um design atualizado, representando a evolução e o profissionalismo que marcarão esta nova etapa.
Nos bastidores, a Festa de Santa Rita 2025 já começa a ser preparada. Com o decreto de calamidade em vigor, a Prefeitura Municipal poderá buscar parcerias com a Fundação José Augusto para garantir os festejos sociais.
Vale lembrar que a Festa de Santa Rita é reconhecida pela Assembleia Legislativa como patrimônio imaterial do povo potiguar e, neste ano de 2025, completa 200 anos desde que sua imagem primitiva foi entregue para ser padroeira da cidade.
Nas articulações da Prefeitura Municipal, segundo algumas fontes, Walkiria Santos, Flávio José, Júnior Viana, Os Nonatos e Banda Grafith estão entre as bandas cogitadas para animar as festas no mês de maio, durante os festejos de Santa Rita de Cássia. Não existe contratação fechada, apenas ligações e conversas sobre a agenda das bandas e as datas dos festejos.
Os festejos podem começar com a Cavalgada de Santa Rita, no final de semana anterior ao novenário, que tem início em 13 de maio. O concurso A Mais Bela Voz Estudantil abriria as festividades, seguido pela Câmara Cultural e depois pelos eventos promovidos pela Prefeitura em parceria com a Fundação José Augusto, numa colaboração da gestão municipal com o Governo de Fátima Bezerra.
Dentro da organização da festa, há uma expectativa de realizar uma grande celebração em honra à padroeira nesta primeira edição pós-gestão Ivanildinho, que impulsionou os festejos após a mudança do formato dos eventos sociais, mesclando o antigo Fest Frango com a Festa da Padroeira.
A equipe gestora e técnica do Hospital Universitário Ana Bezerra (Huab-UFRN), da Rede Ebserh, realizou visita ao Hospital Municipal Aluízio Bezerra, em Santa Cruz (RN), para prestar apoio na construção de um pronto socorro pediátrico no hospital municipal. A obra está integrada à linha de urgência e emergência em saúde da criança.
O chefe do Setor de Gestão do Ensino do Huab-UFRN/Ebserh, Pedro Henrique, destaca que há um anseio da comunidade, nas perspectivas assistencial e acadêmica, na abertura do pronto socorro pediátrico no Hospital Municipal Aluízio Bezerra. De acordo com Pedro, o pronto socorro é a porta de entrada da linha de atenção à saúde da criança, “e o Huab entra como retaguarda, pois possuímos os leitos de internação pediátrica”.
As gerências de atenção à saúde, administrativa e de ensino e pesquisa do Huab-UFRN/Ebserh estão prestando suporte técnico e de gestão para a construção do novo serviço na região. “Destaco o envolvimento e o compromisso da equipe Huab nesse momento, com 12 gestores e colaborares envolvidos nessa pauta”, enfatiza o chefe do Setor de Gestão do Ensino do Hospital Universitário.
“Neste mês de janeiro, a equipe de gestão tem focado esforços para colaborar ativamente com a construção da assistência pediátrica do município de Santa Cruz. É uma demanda assistencial aguardada pela população, principalmente no que se refere ao pronto atendimento pediátrico”, disse a superintendente do Huab-UFRN/Ebserh, Maria Claudia Medeiros.
A gestora destaca que a equipe do Hospital Universitário está prestando assessoria técnica e de capacitação para que a unidade municipal seja resolutiva e apresente um cenário de aprendizagem para o desenvolvimento de competências da residência em pediatria e para os alunos de graduação da UFRN na região de Santa Cruz.
“O apoio que estamos dando traduz a responsabilidade institucional de estar ativamente planejando e colaborando com melhores estruturas assistenciais, resolutivas e de qualidade, possibilitando o ensino, a pesquisa e a inovação tecnológica em saúde”, ressalta a superintendente do Huab.
As redes sociais, desde a semana passada, já ferviam com a expectativa pelo pagamento da folha dos servidores da Prefeitura de Santa Cruz. Isso porque o Prefeito Ivanildinho costumava efetuar os pagamentos geralmente entre os dias 20 e 25 de cada mês, sendo que, na grande maioria das vezes, isso ocorria bem próximo do dia 20, de forma antecipada. Nos meses festivos, o ex-gestor costumava pagar com ainda mais antecedência.
Em contato com assessores, o blog ficou sabendo que a dificuldade não se devia a questões financeiras, mas sim burocráticas, considerando a organização do início da gestão municipal.
O blog recebeu a informação de que, há poucos minutos, que alguns funcionários já estão com o salário de janeiro em conta. Havia a possibilidade de que a nova gestão pagasse até o quinto dia útil do mês seguinte (fevereiro); no entanto, prevaleceu a proposta de pagar dentro do mês trabalhado.