Transporte

Santa Cruz tem gasolina a R$ 7,99. Mototáxistas e taxistas reajustam tarifas

A partir desta sexta-feira (11), o preço médio do litro da gasolina da Petrobras para as distribuidoras vai aumentar de R$ 3,25 para R$ 3,86, alta de 18,8%, enquanto o diesel vai de R$ 3,61 para R$ 4,51, alta de 24,9%. “Esses valores refletem parte da elevação dos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia. Mantemos nosso monitoramento contínuo do mercado nesse momento desafiador e de alta volatilidade”, disse a Petrobras em nota.

Nos postos de combustíveis em Santa Cruz, a gasolina era vendida por R$ 6,59 o litro. Nos últimos dias, o valor chegou a R$ 7,19, e, após novo aumento pela Petrobras, o valor agora é de R$ 7,99. O diesel comum está custando R$ 6,89 e o diesel S10 R$ 6,99 por litro.

Esse aumento no preço dos combustíveis provocou o aumento da tarifa dos mototaxistas, chegando a R$ 5,00, e dos taxistas para R$ 15,00.

REAJUSTE LEGAL OU ILEGAL?

No site do Autoesporte, foi analisada a questão do aumento antecipado, se poderia ser considerado ilegal. “Não é ilegal, já que os preço do combustível é uma liberalidade do posto. Mas se o consumidor entender que o aumento é excessivo, visando prejudicar o consumidor, ele pode acionar o Procon da sua cidade para reclamar do posto e o órgão poderá averiguar se essa é uma prática abusiva”, disse à Autoesporte o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor.

O PROCON tem alertado aos consumidors que fiquem tento aos preços, e em alguns estados ou cidades estão disponibilizando sites para registros de denúncias.


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Sem ônibus: Rodoviários entram em greve na próxima quarta-feira (19), em Natal

Foto: Lucas Cortez/Inter TV Cabugi

A greve dos rodoviários terá início na próxima quarta-feira em Natal, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro/RN). O edital de greve foi publicado nesta sexta-feira (14) jornal de grande circulação, sendo respeitada a lei federal 7.783. O indicativo de paralisação foi aprovado por unanimidade em assembleia geral da categoria na terça-feira (11). Tanto a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) quanto o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos (Seturn) informam que ainda não foram notificados pelo Sintro/RN e, portanto, não possuem um posicionamento oficial sobre o assunto.

“O secretário geral está com essa pauta e, depois da publicação, o Seturn e a STTU serão notificados. Nossos trabalhadores vão aderir à greve, sendo reservado o percentual da frota de emergência”, explica o diretor de imprensa do Sintro, Rubens Pereira.

Os trabalhadores reclamam de dois anos sem reajuste salarial e cobram, também, retorno do pagamento integral do vale-alimentação. Segundo o Sintro, a integralidade desse valor corresponde a R$ 360 e há dois anos os trabalhadores cedem metade dessa quantia, recebendo só R$ 180. “Estamos tramitando na Justiça e os empresários não chegam em nenhum acordo. Queremos que nosso vale-alimentação volte ao normal e o aumento desses dois anos em que nosso salário foi congelado. Em março, vamos para a terceira data-base da categoria sem revolver as duas passadas. Faz tempo que os empresários vem tendo ajuda com a questão do ICMS e ISS, isenção da folha de pagamento, eles tiveram incentivos. Quem não teve fomos nós, nosso salário foi reduzido”, afirmou Rubens.

A categoria reforça que as negociações não avançaram. “O processo encontra-se na justiça em fase final de conciliação no TRT. No entanto, as negociações não avançaram e os empresários se encontram intransigentes e não apresentaram nenhuma proposta para a categoria”, afirmou o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro/RN).

Os rodoviários de Natal pleiteiam reajuste e justificam que os empresários tiveram isenção de impostos desde o anoretrasado. A categoria se refere aos incentivos fiscais no ISS e ICMS, este último renovado por mais um ano na incidência sobre o óleo diesel, combustível utilizado nos veículos. Com a medida, segundo o Governo do Estado, o valor renunciado é de R$ 1 milhão/mês.

As negociações entre motoristas e empresários do sistema de transporte público da capital potiguar estavam paralisadas desde a metade do mês de dezembro. Existia a expectativa de avanço nas tratativas em janeiro, o que não aconteceu segundo o Sintro/RN. O único encontro entre as partes nos tribunais ocorreu em reunião no último dia 14 de dezembro.

Um dos impasses se reporta ao pagamento do vale-alimentação. Até março do ano passado, as empresas pagavam R$ 360 aos rodoviários como benefício, mas, com a redução das linhas em circulação em decorrência da pandemia da covid-19, o valor do vale-alimentação foi reduzido para R$ 180. A renegociação desse valor faz parte das reivindicações da categoria.

Em uma das audiências, o Sintro sugeriu ao Seturn que o sindicato das empresas pagasse o valor integral do vale-alimentação aos motoristas de ônibus até o 5° dia útil do mês de janeiro. O Seturn preferiu não dar uma resposta na hora. O posicionamento não ocorreu o que, segundo o diretor de comunicações do sindicato, Harley Deyverson, foi uma forma da categoria dizer que não iria pagar, o que se confirmou em janeiro.

Fonte: Tribuna do Norte


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