17 de fevereiro, aniversário natalício de Wilma de Faria

Se viva estivesse, a ex-governadora Wilma de Faria completaria 77 anos, e celebrando uma carreira política, pois nunca deixou de participar ativamente.

Wilma foi um marco na história política do RN. A primeira mulher a governar a capital, Natal, também primeira no estado. Por três vezes foi prefeita de Natal, onde deixou um legado, e duas vezes governou o RN, talvez a última grande gestão com marcas fortes e eficientes na economia potiguar.

Como qualquer governante, Wilma teve suas falhas e seus erros, também teve derrotas numa carreira política que derrotou gigantes das oligarquias, como Garibaldi Filho e José Agripino, que juntos protagonizaram os maiores duelos entre os anos 1990 e 2000.

No dia de seu nascimento, o RN relembra seu nome e sua história. Santa Cruz também, pois desde que pisou na cidade enquanto primeira-dama, deixou um legado importante. Junto com Tomba Farias, fizeram uma parceria que fez a terra de Santa Rita viver seus anos de ouro. Entre 2003 e 2008, o município celebrou os principais convênios para grandes projetos, como saneamento básico, calçamento, habitação, construção do Complexo Vila de Todos e Central do Cidadão, parte de recursos para o Santuário de Santa Rita de Cássia e muitas outras obras.

A parceria construída com Tomba Farias, Iberê Ferreira e Fernando Bezerra, trouxe para Santa Cruz e o Trairi muitos recursos que credenciou o grupo para as maiores vitórias nas urnas no período.

Na festa de Santa Rita, principalmente na procissão, dia 22 de maio, a ex-governadora sempre fez questão de participar, era uma presença certa, independente de ser ano político ou de ocupar cargo público.

Esse reconhecimento do trabalho de Wilma pelos santa-cruzenses sempre foi reconhecido nas urnas, pois mesmo perdendo eleições, ainda tinha um saldo muito positivo com votações expressivas.

Seus jingles e publicidade da campanha eleitoral eram inconfundíveis. Mesmo sendo Wilma com “W”, o marketing era Vilma com “V”, rimando com “V” da vitória, também expressado no gesto dos dedos da mão simbolizando a letra. “É Vilma a guerreira do povo, o “V” da vitória voltou”, cantavam seus eleitores no jingle de 2010, quando se candidatou ao Senado Federal.

Falando em Senado, foi o último patamar que faltou para ela colocar em seu currículo. Perdeu em 2010 para a dupla Garibaldi e Agripino, e em 2014 foi derrotada por Fátima Bezerra.

Wilma encerrou sua carreira política ao final da sua vida, pois sua atividade era intensa, enquanto teve disposição e saúde não deixou de fazer política. Essa história chegou ao fim em 2017, quando perdeu a luta para o câncer.

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