Mais uma rodada da pesquisa Ipec, contratada pela Globo, divulgada nesta segunda-feira (17). Os candidatos oscilaram dentro da margem de erro, confira os números:
Votos totais:
Lula – 50%
Bolsonaro – 43%
Branco/Nulo – 5%
Indecisos – 2%
Votos válidos:
Lula – 54%
Bolsonaro – 46%
Confira a evolução dos candidatos no segundo turno, após três rodadas de pesquisas Ipec:
As denúncias de assédio eleitoral feitas ao MPT (Ministério Público do Trabalho) deram um salto após o primeiro turno das eleições e passaram de 45 para 334 (um aumento em mais de sete vezes). O levantamento foi feito nesta segunda-feira (17) pelo órgão.
Mesmo a duas semanas do segundo turno das eleições, o número de relatos já é maior que o registrado em toda a campanha eleitoral de 2018. Na ocasião, o MPT recebeu 212 denúncias de assédio eleitoral envolvendo 98 empresas —184 casos a menos do que os 396 de 2022, até o momento.
Maurício Lopes Fernandes Júnior, empresário em São Miguel do Guamá (PA), coage trabalhadores a votarem em Bolsonaro e promete R$ 200 em caso de vitória – @felixenzoliver no Twitter
Os dados levantados pelo MPT confirmam a avaliação feita por sindicalistas e pelo comando da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que os episódios explodiram após o primeiro turno das eleições.
O MPT em Minas Gerais, por exemplo, não havia recebido nenhum caso de assédio eleitoral até o primeiro turno das eleições. Até esta segunda, no entanto, o órgão já registrava 60 episódios após 2 de outubro —outros 10 estão sob sigilo, totalizando 70 no estado.
Já em Santa Catarina, foram 6 episódios de assédio eleitoral antes do primeiro turno. Agora, o número já chega a 42. No Rio Grande do Sul, a situação é parecida: 5 denúncias até 2 de outubro e 51 até esta segunda.
Dezenas de relatos de ameaças no trabalho e promessas de benefícios têm sido compartilhadas pelas redes sociais ou levadas diretamente às autoridades. Diante do aumento, as centrais sindicais criaram um site para receber informações dos trabalhadores, inclusive de forma anônima.
Até domingo (16), as centrais haviam recebido 75 relatos de assédio eleitoral no trabalho e 4 em ambientes religiosos. O relatório com um resumo de cada denúncia foi entregue ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes, nesta segunda.
O tema também será discutido pela campanha de Lula com o procurador-geral do Trabalho nesta terça-feira (17). Na semana passada, petistas levaram a preocupação a algumas autoridades durante a cerimônia de posse do novo presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Lelio Bentes Corrêa.
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE
Moraes vai se reunir nesta terça com o MPT e o Ministério Público Eleitoral. Uma das expectativas é de que possa haver algum mecanismo para facilitar o compartilhamento de informações, já que o crime pode ser punido na esfera trabalhista e criminal.
Os episódios de assédio eleitoral vão desde o oferecimento de R$ 200 para cada funcionário caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) vença as eleições, até comunicados a fornecedores antevendo corte nos negócios no cenário oposto.
O Ministério Público do Trabalho afirma que o sistema de denúncias segmenta o tipo de assédio apenas entre moral e sexual, e que, por isso, tem tido dificuldades para acompanhar o total de registros em tempo real.
Levantamentos parciais, no entanto, já mostravam que as denúncias têm aumentado diariamente. Até terça-feira passada (11), eram 197 casos. Na quinta (13), o número passou para 242 e, na sexta (14), para 364. Nesta segunda, o total já chegava a 396 —45 até o primeiro turno, 289 após e 62 sigilosas.
“Não é nem uma percepção, é um fato. Houve um aumento de notícias ao Ministério Público do Trabalho, de diversas formas, após o primeiro turno. O número total tende a ultrapassar muito o de 2018, que também não foi pequeno”, disse à Folha o procurador-geral do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira, na sexta.
Ramos Pereira afirmou que uma das dificuldades enfrentadas pelo MPT é a produção de provas. Por isso, é importante que o empregado tente registrar a situação de assédio eleitoral.
“Na hora que você faz uma denúncia anônima de que fulano de determinada empresa fez determinado ato constrangendo seus empregados, em grupo ou individualmente, você tem que provar. Qual é a melhor prova hoje? Filmagens. Que são permitidas, porque quando você filma algo que está acontecendo com você, é uma prova lícita”, explicou.
Outra preocupação do MPT —compartilhada pela campanha petista— é com as chamadas situações de “embaraço”: quando o empregador dificulta ou impede o empregado de deixar o trabalho para votar. O caso não se enquadra em assédio eleitoral, mas também pode ser punido na esfera trabalhista.
“Toda empresa é obrigada a liberar os trabalhadores no dia da eleição para que eles exerçam o direito ao voto, inclusive sem compensação de horas. Se o trabalhador tem 8 horas de trabalho, você tem que liberá-lo em algum momento deste período”, disse o Procurador-Geral do Trabalho.
Um vídeo divulgado no Facebook pelo jornal O Vale, de São José dos Campos, mostra um grupo de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) invadindo a sacristia da antiga basílica de Aparecida (SP) para promover achaques ao padre Camilo Júnior, que disse em homilia que o Dia de Nossa Senhora Aparecida é “um dia para se pedir benção e não votos”.
No vídeo, os bolsonaristas se mostram revoltados e chamam por “Juninho” – em relação ao padre, que vai até eles. As apoiadoras do presidente reclamam que os sinos que tocaram após a celebração da missa, por cerca de 20 minutos após a cerimônia — que terminou às 16h – e teria atrapalhado a chegada de Bolsonaro para um terço organizado pelo Centro Dom Bosco, um grupo católico ultraconservador radical não ligado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
“Você viu o tumulto que está lá fora?”, indaga o padre, que foi alvo dos bolsonaristas por causa da homilia. Uma das mulheres diz que a polícia foi chamada.
Bolsonaro resolveu, por conta própria, não participar do terço, o que gerou uma onda de revolta contra a Igreja Católica por parte dos apoiadores.
Em outro vídeo divulgado pelo jornal, apoiadoras acusam o Santuário de Aparecida de “censurar” a participação de Bolsonaro e atacam os padres.
“A gente de agora em diante não ajuda mais campanha de devoto e não doa mais dinheiro para padre nenhum. Porque têm padres que valem a pena, mas têm uns outros que estão pregando o islã”, diz a mulher, se confundindo e emendando em seguida: “a droga, a fome, o aborto, tudo mentira, porque Bolsonaro não deu as vacinas no momento certo, ele não ia ficar picando todo mundo”.
A CNN e vários canais de TV mostraram a hostilidade dos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro contra equipes de reportagem, dentro do Santuário Nacional de Aparecida.
Apoiadores do presidente cercaram e hostilizaram uma equipe de reportagem da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo, do lado de fora do Santuário Nacional. O repórter cinematográfico Fabiano Biancatto, do SBT, também foi hostilizado.
Os apoiadores aparecem gritando e apontando para a câmera e, segundo o repórter da CNN que publicou o vídeo no Twitter, o cinegrafista precisou sair escoltado por funcionários da TV.
A presença dos eleitores de Jair Bolsonaro (PL) hoje (12) por Aparecida gerou muito tumulto e em algumas celebrações incomodaram os padres celebrantes. O Padre Camilo Júnior deixou um reacod em uma das celebrações: “Parabéns a você que está aqui dentro da Basílica, rezando. Você que entendeu que hoje é dia de Nossa Senhora Aparecida, é a ela as nossas palmas, é a ela a nossa aclamação, é a ela o nosso viva. Hoje não é dia de pedir voto, hoje é dia de pedir bênção”.
O Padre foi aplaudido pelos fiéis. A fala foi destinada aos fiéis que aguardavam pelo presidente na entrada do Santuário de Aparecida, longe das missas e demais celebrações religiosas. O presidente Bolsonaro viajou para Aparecida ainda no final da manhã, após participar da inauguração de um templo da Igreja Mundial do Poder de Deus, do bispo Valdemiro Santiago, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
O Santo Padre, o Papa Francisco, enviou uma carta ao Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, por ocasião da Festa da Padroeira 2022. Na carta, encaminhada pelo Núncio Apostólico do Brasil, Dom Giambattista Diquattro, o pontífice destaca sua proximidade espiritual ao povo brasileiro, em especial às crianças, cujo dia também é celebrado no País neste 12 de outubro.
“O Papa Francisco reza por todas as crianças da querida nação brasileira, louvando todas as iniciativas que têm por objetivo proteger e custodiar essa etapa da vida humana”, diz a nota.
Ainda na carta, assinada pelo Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano, o Papa Francisco “implora à Virgem Mãe Aparecida que interceda junto a seu Filho, a fim de que sejam derramadas abundantes graças sobre o povo brasileiro”, concedendo também sua bênção apostólica.
Nesta terça-feira, 11 de outubro a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou uma nota, na qual lamenta “a intensificação da exploração da fé e da religião como caminho para angariar votos no segundo turno”.
A manifestação ocorre diante de alguns acontecimentos onde candidatos utilizam de espaços e momentos religiosos para apresentar propostas de campanha e comentar assuntos relacionados a campanha eleitoral.
A nota condena tais ações e reforça que o Evangelho não pode ser banalizado e nem colocado de lado por atitudes como esta que não visam beneficio na sociedade como um todo.
“A manipulação religiosa sempre desvirtua os valores do Evangelho e tira o foco dos reais problemas que necessitam ser debatidos e enfrentados em nosso Brasil”, afirma a nota.
Confira a nota na íntegra:
“Existe um tempo para cada coisa” (Ecl. 3,1)
Lamentamos, neste momento de campanha eleitoral, a intensificação da exploração da fé e da religião como caminho para angariar votos no segundo turno. Momentos especificamente religiosos não podem ser usados por candidatos para apresentarem suas propostas de campanha e demais assuntos relacionados às eleições. Desse modo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lamenta e reprova tais ações e comportamentos.
A manipulação religiosa sempre desvirtua os valores do Evangelho e tira o foco dos reais problemas que necessitam ser debatidos e enfrentados em nosso Brasil. É fundamental um compromisso autêntico com a verdade e com o Evangelho.
Ratificamos que a CNBB condena, veementemente, o uso da religião por todo e qualquer candidato como ferramenta de sua campanha eleitoral. Convocamos todos os cidadãos e cidadãs, na liberdade de sua consciência e compromisso com o bem comum, a fazerem deste momento oportunidade de reflexão e proposição de ações que foquem na dignidade da pessoa humana e na busca por um país mais justo, fraterno e solidário.
A Novena e Festa da Padroeira acontece em preparação para o grande dia de Nossa Senhora Aparecida, celebrado no dia 12 de outubro.
Toda a programação é preparada e supervisionada pelos Missionários Redentoristas e pelo arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes.
O dia 12 é um dia movimentado na Casa da Mãe: ao todo serão 7 missas celebradas na Basílica de Aparecida, tendo a Missa Solene como a celebração principal, às 9h, além da Consagração a Nossa Senhora Aparecida, às 15h e a Procissão Solene, às 18h.
Nesta segunda-feira, dia 10 de outubro, o Cerimonial da Presidência da República informou que o presidente Jair Bolsonaro pretende participar de uma das missas do dia 12 de outubro. Assim como em outros anos, o Santuário recebe a visita e se programa para acolher o Chefe de Estado, buscando também garantir a rotina de visita dos romeiros.
Na agenda de Jair Bolsonaro consta a participação em um Terço que será rezado na cidade de Aparecida. Assim, reforçamos que esta atividade não é celebrada pelo Santuário Nacional e nem está sob a supervisão do Arcebispo de Aparecida.
A iniciativa é de um grupo independente, que não tem relação com o Santuário Nacional e nem com a Programação da Novena da Padroeira.
NOTA DE ESCLARECIMENTO FESTA DA PADROEIRA DO BRASIL
A Festa de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, organizada pelo Santuário Nacional, sob a supervisão do Arcebispo de Aparecida e dos Missionários Redentoristas, tradicionalmente é destino anual de milhares de devotos. A programação para acolher esses peregrinos é idealizada para homenagear a Virgem Maria, sempre apontando para Jesus, único redentor da humanidade.
Ao longo de todo o dia 12 de outubro, 7 missas serão celebradas na Basílica de Aparecida, tendo como ponto alto a Missa Solene das 9h. Durante o dia, ainda acontece a tradicional Consagração a Nossa Senhora Aparecida, às 15h, e a Procissão Solene, às 18h.
Nesta segunda-feira (10), o Cerimonial da Presidência da República informou que o Excelentíssimo Sr. Presidente da República, Jair Bolsonaro, pretende participar das comemorações, estando presente em uma das Missas programadas. Como nos anos anteriores, o Santuário Nacional organizará a acolhida ao Presidente nas melhores práticas que um Chefe de Estado requer, mas também buscando garantir que a rotina dos peregrinos não seja impactada pelas condições que a visita exige.
Posteriormente, chegou ao conhecimento do Santuário Nacional que também consta na agenda do Presidente a participação em um Terço que será rezado na cidade de Aparecida.
Assim, é importante reforçar que essa atividade não é organizada pelo Santuário Nacional, tampouco tem anuência do Arcebispo de Aparecida. É relevante também frisar que, embora tenha sido programada para acontecer no mesmo horário da Consagração a Nossa Senhora Aparecida, que há 65 anos tradicionalmente é rezada nesse horário, a inciativa é de um grupo independente, que não tem qualquer relação com o Santuário Nacional e sua programação oficial para este dia.
Nas melhores expectativas de que a Festa da Padroeira do Brasil seja tempo de honras a Jesus e a sua Mãe, desejamos que os devotos possam vivenciar plenamente os momentos que para eles foram planejados.
O ex-presidente Lula lidera mais uma pesquisa Ipec, contratada pela Globo, que é segundo levantamento do instituto após o primeiro turno das eleições. A pesquisa foi realizada entre sábado (8) e segunda-feira (10), e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Confira os números:
Votos totais:
Lula – 51% (manteve 51%)
Bolsonaro – 42% (caiu 1%)
Branco/Nulo – 5% (antes era 4%)
Indecisos – 2% (manteve 2%)
Votos válidos (descartando brancos, nulos e indecisos):
Lula – 55%
Bolsonaro – 45%
Nos votos válidos, a distância permaneceu praticamente a mesma conforme o outro levantamento.
Foram entrevistadas 2.000 pessoas, entre sábado (8) e segunda-feira (10), em 130 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02853/2022.
O ex-presidente Michel Temer desmentiu a informação que circulara mais cedo de que ele daria apoio a Jair Bolsonaro (PL) na sua tentativa de reeleição no segundo turno. A informação de que Temer apoiaria Bolsonaro circulou pela manhã. Temer a desmentiu, dizendo que tem “compromisso com a democracia”.
“Não fiz declaração de apoio a ninguém. Meu compromisso sempre foi e sempre será com a democracia”, afirmou Temer.
Segundo informações, Temer inclusive tendia a acompanhar a posição da candidata de seu partido, o MDB, a senadora Simone Tebet (MS) no sentido de declarar apoio ao candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Temer, porém, não deve fazer isso publicamente por causa dos ataques que sofreu do PT desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Temer chegou a se aproximar de Bolsonaro no episódio de Sete de Setembro do ano passado, quando foi o responsável pela carta na qual o presidente recuava dos ataques que fizera ao Supremo Tribunal Federal (STF), pondo um freio naquele momento à sua escalada antidemocrática. Temer, porém, afirma ter agido ali somente no sentido de apaziguar a situação.
O apoio de Rodrigo Garcia (PSDB) ao presidente Jair Bolsonaro (PL) fez secretários do governo de São Paulo discutirem pedir demissão ao governador. O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (PSDB), anunciou sua demissão do governo de São Paulo após o governador em exercício, Rodrigo Garcia, apoiar a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno contra Lula (PT).
“Informo que na data de hoje deixo a Secretaria de Projetos e Ações Estratégicas do governo de São Paulo. Agradeço aos governadores João Doria e Rodrigo Garcia pela oportunidade”, afirmou o agora ex-secretário, em seu perfil pessoal no Twitter.
Logo depois, o governo de São Paulo informou que Zeina Latif e Laura Muller Machado também deixariam, respectivamente, as pastas de Desenvolvimento Econômico e de Desenvolvimento Social.
Em São Paulo, Bolsonaro recebeu 12,2 milhões de votos e Lula, quase 10,5 milhões
O PDT anunciou nesta terça-feira (4) apoio do partido à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, no segundo turno das eleições para a Presidência da República.
O anúncio veio após reunião da Executiva do partido no final da manhã desta terça. No primeiro turno, o PDT teve o ex-governador do Ceará Ciro Gomes como candidato à Presidência da República. Ele ficou em quarto lugar, com 3,5 milhões de votos (3%).
O ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) vão disputar o segundo turno das eleições. Lula recebeu 57,2 milhões de votos (48,4%), e Bolsonaro, 51,07 milhões de votos (43,2%).
O governador reeleito nesse domingo (2), Romeu Zema (Novo) afirmou nesta segunda-feira (3), na CNN, em entrevista ao CNN 360, que as negociações relativas a um apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) estão avançadas, e que pode apoiar o candidato do PL.
Ele considera que apoio ao PT e a Lula é “impossível”.
O governador reeleito obteve 56,18% dos votos válidos, o seu adversário, Alexandre Kalil (PSD) somou 35,08%.
“Chegamos ao final deste dia com a certeza de que a Justiça Eleitoral cumpriu novamente a sua missão constitucional de garantir segurança e transparência às eleições”. Com essas palavras, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, abriu a entrevista coletiva de encerramento do primeiro turno das Eleições Gerais de 2022, na noite deste domingo (2).
Ele agradeceu a presença de diversas autoridades – entre elas, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber; o presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco; o procurador-geral da República, Augusto Aras; e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti – e de representantes de instituições públicas e privadas nacionais e internacionais que acompanharam os trabalhos da Justiça Eleitoral durante todo o dia de hoje.
Moraes lembrou o trabalho conjunto de mais de 1,8 milhão de mesários, 22 mil servidores da Justiça Eleitoral, além de milhares de juízes eleitorais e membros do Ministério Público Eleitoral, que, segundo o ministro, foram os responsáveis pelo sucesso da realização do primeiro turno de votação de maneira tranquila e ordeira em todo país.
Para o presidente do TSE, a imprensa desempenhou um papel preponderante para que a Justiça Eleitoral pudesse se comunicar com as eleitoras e os eleitores e informar sobre o Teste de Integridade, o projeto-piloto com biometria e a introdução do novo modelo de urnas eletrônicas, entre outros tópicos. “Ou seja, para tornar ainda mais transparente o que sempre foi transparente. Para mostrar que é seguro o que sempre foi seguro. Para mostrar que as urnas eletrônicas representam exatamente, no Boletim de Urna, a vontade popular que foi digitada em cada uma das seções eleitorais”, disse.
“Se podemos afirmar que houve vencedores neste dia, eu diria que são dois: a sociedade brasileira, que demonstrou novamente maturidade, consciência, tranquilidade e harmonia para votar; e a Justiça Eleitoral, com a sua competência, agilidade, seriedade e total transparência na apuração e divulgação dos votos”, concluiu, antes de uma longa salva de palmas.
Abstenções, nulos e brancos
Alexandre de Moraes informou que a abstenção registrada neste primeiro turno seguiu a média de 20% que vinha ocorrendo em pleitos anteriores. Neste 2 de outubro, cerca de 20,89% dos eleitores não compareceram às urnas, um número um pouco menor que o das Eleições Municipais de 2020, que foi 23,15% – valor que, à época, foi atribuído à votação em plena pandemia de Covid-19.
O ministro também destacou o registro, neste primeiro turno das Eleições 2022, do menor índice de votos em branco e nulos desde 2014. “Nós tivemos metade dos votos em branco e nulos, por exemplo, das eleições de 2018”, comemorou. Segundo o presidente do TSE, este ano,foram registrados 4,20% de votos em branco e nulos, ao passo em que, em 2018, esse índice chegou a atingir 8,8%. “Ou seja, aproximadamente 7,5 milhões de pessoas a mais que compareceram para votar em candidatos”, estimou Alexandre de Moraes.
Ele considerou que essa mudança no comportamento das eleitoras e dos eleitores pode ser atribuída à polarização política que se registra neste período eleitoral, e que isso pode ter sido uma das causas das filas que se registraram em várias seções de votação pelo país. Segundo o ministro, tal fato pode ter se dado porque, em vez de votar rapidamente nulo ou em branco, neste domingo, essas pessoas votaram nos cinco cargos em disputa. “É um dado interessantíssimo, porque representa uma maior participação efetiva na escolha dos dirigentes do país”, considerou.
Não houve, segundo o ministro, ocorrências graves em relação a questões político-ideológicas, tampouco problemas para votar com os que compareceram às seções, ou atrasos na totalização dos votos, que começou às 17h em ponto.
Após muitas polêmicas em torno do caricato candidato Pe. Kelmon, a CNBB emitiu um comunicado sobre suas ligações com a Igreja Católica, confira:
Comunicado sobre candidatura à Presidência da República
Em atenção aos fiéis que enviam perguntas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), esclarecemos:
O senhor Kelmon Luís da Silva Souza, candidato que se apresenta como “padre Kelmon”, não é sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana, sem qualquer vínculo com a Igreja sob o magistério do Papa Francisco.
Oportuno ressaltar que, conforme vigência na Lei Canônica, os padres da Igreja Católica, em pleno exercício do ministério sacerdotal, não disputam cargos políticos, nem se vinculam a partidos.
De acordo com a pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro mantém uma rejeição acima de 50%, uma marca constante nas pesquisas anteriores.
Eis os índices de rejeição:
Jair Bolsonaro (PL): 52% (52% na pesquisa anterior)
Lula (PT): 39% (39% na pesquisa anterior)
Ciro Gomes (PDT): 24% (24% na pesquisa anterior)
Simone Tebet (MDB): 15% (15% na pesquisa anterior)
Na nova pesquisa Datafolha, as rejeições se mantiveram estáveis.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (29), contratada pela Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”, mostra a corrida presidencial em votos válidos. Veja o resultado:
Lula (PT): 50% (50% no levantamento anterior, de 22 de setembro)
Jair Bolsonaro (PL): 36% (35% na pesquisa anterior)
Ciro Gomes (PDT): 6% (7% na pesquisa anterior)
Simone Tebet (MDB): 5% (5% na pesquisa anterior)
Soraya Thronicke (União Brasil): 1% (2% na pesquisa anterior)
Diante desse quadro, não é possível afirmar se a eleição será decidida no primeiro turno, segundo o Datafolha.
Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.
A pesquisa ouviu 6.800 pessoas, entre os dias 27 e 29 de setembro, em 332 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE com o número BR-09479/2022.
Nova pesquisa na praça e hora de conhecer mais um levantamento do IPEC (ex-Ibope), contratado pela Globo, que mostra o ex-presidente Lula (PT) crescendo mais um ponto, assim como Simone Tebet (MDB). Bolsonaro (PL) e Ciro (PDT) mantiveram o mesmo índice da última pesquisa. Confira os números:
Lula (PT) – 47%
Jair Bolsonaro (PL) – 31%
Ciro Gomes (PDT) – 7%
Simone Tebet (MDB) – 5%
Soraya Thronicke (União Brasil) – 1%
Felipe d’Avila (Novo) – 0%
Vera (PSTU) – 0%
Constituinte Eymael (DC) – 0%
Léo Péricles (UP) – 0%
Padre Kelmon (PTB) – 0%
Sofia Manzano (PCB) – 0%
Branco/nulo – 5%
Não sabe/não respondeu – 4%
A pesquisa IPEC também analisa a possibilidade de acontecer ou não o segundo turno, que neste levantamento mostra o candidato do PT abrindo mais um ponto de vantagem em relação a últiam pesquisa, em 12 de setembro.
Antes, Lula tinha 51% dos votos válidos, agora tem 52%. Pela margem de erro, o segundo turno pode acontecer ou não por uma margem muito pequena.
Novos votos válidos, Bolsonaro tinha 35 e agora tem 34%; Ciro tinha 8% e agora tem 7%; Tebet antes marcava 4 e agora tem 5%; e Thronicke manteve 1%.
SEGUNDO TURNO
Na simulação de segundo turno, eis os números:
Lula – 54% (53% na pesquisa anterior, de 12 de setembro)
Bolsonaro – 35% (36% na pesquisa anterior)