FACISA busca voluntárias para pesquisa sobre demandas na gestação

Durante a gravidez, grande parte das mulheres se sente em um processo complexo, marcado, principalmente, por incertezas e inseguranças. Pensando nisso, o projeto Gestar & Cuidar, da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa/UFRN), iniciou uma pesquisa no intuito de compreender as demandas biológicas, psicológicas e sociais que afetam a vida feminina durante a gestação.

Para participar da pesquisa é necessário ser mulher na faixa etária entre 18 a 34 anos e estar grávida de feto único. Gestantes de qualquer localidade do Brasil que tenham acesso à internet, como também a aparelhos eletrônicos que realizam videochamadas podem contribuir com as respostas. As interessadas em colaborar devem responder a este questionário até dia 13 de agosto. As voluntárias levam em média 10 minutos para responder a todas as perguntas.

De acordo com Vanessa Sousa, docente e coordenadora do projeto, após a obtenção das respostas elaboradas no formulário, a pesquisa vai servir para a realização de rodas de conversas com as gestantes. Esse momento visa a coleta de informações sobre as principais demandas biopsicossociais que estejam relacionadas à gravidez, segundo a percepção das participantes. “Temos por finalidade montar um instrumento de avaliação multidimensional, baseado na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade, Saúde e Gravidez (CIF) para essas mulheres que estão passando por esse processo”, pontua.

O Projeto, totalmente gratuito, desenvolve suas atividades desde 2018. A ideia surgiu a partir da necessidade de informar tanto as gestantes quanto os acompanhantes acerca de assuntos relacionados não só à gestação como também ao parto, pós-parto, cuidados com o bebê e direitos da mulher grávida. Pela colaboração de voluntários dos cursos da saúde da Facisa, são realizadas rodas de conversas e dinâmicas interativas com apoio interprofissional para sanar dúvidas dos participantes.

Vanessa lembra que a gestação é um período da vida em que ocorrem inúmeras mudanças que não estão relacionadas apenas aos aspectos biológicos da mulher, mas também aos emocionais e sociais. Segundo ela, tendo em vista que a gestante deve ser protagonista do período gravídico, é importante que os profissionais de saúde sejam sensíveis a essas demandas biopsicossociais relatadas para que, nessa fase, a gestante possa receber orientações, bem como assistência global.

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