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Centro de Nefrologia aguarda promessa do Governo do Estado

Há uma semana o Blog protagonizava, junto com a imprensa local, a cobrança da regularização do contrato do Governo do RN com a Nefron Clínica, sendo esta que mantém um contrato de terceirização com o Centro de Nefrologia Santa Rita, em Santa Cruz, para atender a 48 pacientes das regiões Trairi, Potengi, Agreste e Seridó.

A pressão funcionou e o Governo do Estado pagou um mês que estava em atraso, o que rendeu até discurso na Assembleia Legislativa, pelo deputado Tomba Farias. Os contatos para o credenciamento da Clínica foram novamente refeitos para cobrar a regularização e garantir que o Centro de Nefrologia de Santa Cruz tivesse sua independência contratual, e assim expandir os atendimentos.

Segundo informações que o Blog colheu, até agora o Governo do Estado não fez nenhum contato com o Centro de Nefrologia, que só tem mais esta semana para articulação do credenciamento, quando no dia 31 de outubro é o prazo limite para a terceirização com a Nefron Clínica.

TOMBA BUSCA CONTATOS

O deputado Tomba Farias conversou com o Blog e falou que tem uma audiência no Governo do Estado hoje (24), e acredita que os resultados serão positivos. “Vai dar tudo certo. Sexta-feira [20/10] tivemos uma reunião com procurador-geral do Estado e o Secretário de Saúde. Vamos aguardar”, informou Tomba.

IGREJA CATÓLICA REFORÇA A LUTA

O Padre Vicente Fernandes, que efetuou a doação do terreno para o Centro de Nefrologia, através da Paróquia de Santa Rita de Cássia, também reforçou a luta através do programa de Rádio, Semeando a Esperança. O pároco de Santa Cruz convidou a todos os segmentos da sociedade para unir forças pelo credenciamento da Clínica.

Confira um trecho do programa de Rádio:

Programa destina R$ 220 milhões para hospitais universitários federais

Nesta segunda-feira (23), várias portarias foram publicadas no Diário Oficial da União destinando R$ 220,8 milhões para 48 hospitais universitários federais espalhado nas cinco regiões do país. A descentralização de recursos faz parte do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que é administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

A verba, destinada por meio de duas portarias do Ministério da Saúde (MS), prevê o custeio de materiais de uso diário das unidades e investimentos nos serviços ambulatoriais e hospitalares prestados e será liberada mediante a comprovação da liquidação dos empenhos. Ao longo de 2017, recursos oriundos de planos de trabalho estabelecidos pelos hospitais foram repassados pela Ebserh e pelo Ministério da Educação (MEC), além de outra descentralização no primeiro semestre realizada pelo MS. No total, os recursos do Rehuf neste ano somam R$ 595 milhões, havendo ainda previsão de novas descentralizações até o final do exercício.

O programa também prevê o financiamento compartilhado das filiais entre as áreas da educação e saúde e contempla iniciativas de modernização da estrutura física e do parque tecnológico dos hospitais.

PUBLICAÇÃO 1 NO DOU

 

PUBLICAÇÃO 2 NO DOU

 

PUBLICAÇÃO 3 NO DOU

Abastecimento hídrico é tema de audiência na ALRN

Com a presença de órgãos técnicos e da Administração Pública, foi debatida, nesta segunda-feira (23), em audiência pública proposta pelo deputado Souza Neto (PHS), a situação crítica das reservas hídricas do RN. Na ocasião, foram apresentadas as capacidades atuais dos nossos reservatórios, expostos os projetos de resolução encaminhados ao Governo Federal e, também, discutidas respostas alternativas a esse problema que acomete grande parte da população norte-riograndense.

O parlamentar Souza reforça que a intenção do debate é encontrar soluções a curto prazo, enquanto a solução definitiva não chega. “Se já temos uma crise hídrica no Seridó, podemos passar a ter no Alto Oeste e no Vale do Açu, caso não haja soluções emergenciais. Não podemos deixar as barragens chegarem a níveis ainda mais baixos, aguardando o Governo Federal enviar os recursos necessários. Temos que encontrar outros caminhos”, enfatiza Souza Neto.

O diretor-presidente do Instituto de Gestão das Águas (IGARN), Josivan Moreno, apresentou um panorama da situação, em termos de quantidade e qualidade, das 47 maiores reservas hídricas, tanto superficiais quanto subterrâneas, do estado do RN. “Desde já, informamos que a situação é crítica, levando em consideração a estrutura existente. Para se ter uma ideia, o açude Itans, em Caicó, no ano de 2010, possuía 51 milhões de m³ de capacidade, mas, hoje, não pode ser mais usado. Em Parelhas, a capacidade caiu de 84 para 11 milhões de m³”.

O diretor disse ainda que, em 2010, não havia reservatórios secos ou em volume morto no RN, porém, hoje, temos 20 mananciais em volume morto (42%) e 13 secos (27%), considerando recarga nula. Além disso, ele lembrou que Armando Ribeiro Gonçalves, reservatório de grande captação e uso no Estado, entrará em volume morto em dezembro de 2017.

Geni Formiga, diretora de empreendimentos da Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN), apresentou os projetos existentes para solucionar o problema, como o Sistema Adutor Costa Branca, que possui 31 km de extensão e vazão de 220 litros/segundo; o Sistema Adutor Afonso Bezerra – Pendências, com 48km, que atenderá 78.000 habitantes; e o Complexo Captacional Jerônimo Rosado – Sertão Central Cabugi, o qual englobará Mossoró, Açu e outras nove cidades, totalizando 217.000 pessoas beneficiadas.

Segundo a diretora Geni, quase 300 milhões de reais serão necessários para implementar essas soluções alternativas. Além disso, ela informou que três novos projetos estão sendo elaborados, em Mendubim, Santana dos Matos e Jardim do Seridó.

O prefeito de Macau, Túlio Lemos (PSD), fez um apelo para que a Caern continue buscando outros mananciais na região. “É uma realidade preocupante e que carece de soluções rápidas e emergenciais”. Ele disse ainda que hoje se tem o principal produto, a água, mas não há o transporte dela. “Conseguimos verificar, através dos estudos da Caern, a quantidade e a qualidade de nossas águas. Agora só falta viabilizar o transporte para abastecer as comunidades”, completou o prefeito.

Já o vereador de Pendências, Adailton Barbosa (PMDB), explica que “o município precisa de 100.000 litros/hora e, perfurando dois poços, conseguiríamos 120 mil litros. Então, poderíamos avaliar essa possiblidade”. O vereador questionou, ainda, a viabilidade financeira da construção da adutora, já que seriam necessários 44 milhões de reais advindos do Governo Federal, além da questão do tempo para finalizar a obra.

De acordo com o Secretário Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Ivan Júnior, “mesmo que tenhamos chuva no ano de 2018, será difícil encher todos os reservatórios. Então, a situação é bastante preocupante”. Em relação à transposição do São Francisco, ele informou que “no trecho do Piranhas, a previsão já mudou de dezembro para o segundo semestre do ano que vem. E a parte do Apodi não tem previsão nem de licitar”.

O secretário citou alguns investimentos do Governo do Estado para resolver a questão e ressaltou que este é o 6º ano consecutivo (e o pior de todos) de seca, o que aumenta o desafio de enfrentá-la. “Além disso, não há tempo para concluir as obras, mesmo que o Governo Federal libere os recursos hoje. Então, é muito importante a conscientização do uso racional da água, não só agora, mas de hoje em diante”, ressaltou o secretário.

Os deputados estaduais Hermano Morais (PMDB) e Larissa Rosado (PSB), também presentes na reunião, expuseram sua preocupação e solidariedade, colocando-se à disposição para ajudar a resolver a situação.

As sugestões de solução para o problema foram desde a execução dos projetos já elaborados pela Caern, passando pela procura de novos poços, até a cobrança de recursos do Ministério da Integração Nacional.

Garibaldi diz que “Temer estará sensível aos municípios”

O senador Garibaldi Alves Filho esteve presente na reunião da bancada federal com prefeitos do Rio Grande do Norte, nesta segunda-feira (23), em Natal, para tratar da crise orçamentária que afeta os municípios. Ao todo, 135 dos 167 prefeitos do RN estiveram presentes no encontro que teve como objetivo cobrar da bancada ações junto ao Governo Federal.

Para o senador Garibaldi, a crise orçamentária é uma realidade nacional e no RN se torna ainda mais agravante devido a condição econômica que se encontra o estado, associado ao desastre natural trazido pela seca. Ele se comprometeu, assim como todos os demais senadores e deputados federais, em levar os pleitos ao presidente Michel Temer o quanto antes. “A situação é desesperadora ao ponto do prefeito não ter condições, dentro de alguns meses, de conseguir sair na rua. A arrecadação caiu e o FPM foi reduzido drasticamente. Não adianta ficar discutindo um problema que não é de hoje, nem exclusividade do RN. Vamos apresentar a carta ao presidente Temer, que eu tenho certeza que estará sensível ao problema. Viabilizar ainda uma comissão de prefeitos e uma audiência pública com a participação de outros estados para somar as ideias”, disse o senador.

Os prefeitos cobram um recurso um recurso emergencial da ordem de R$ 4 bilhões de reais, além da revisão do pacto federativo. Estiveram presentes na reunião com os prefeitos, os senadores José Agripino e Fátima Bezerra; os deputados federais Walter Alves, o líder da bancada Felipe Maia, Fábio Faria, Beto Rosado, Zenaide Maia, Rafael Mota e Antônio Jácome. O deputado Rogério Marinho não esteve presente, entretanto enviou um representante para ouvir as demandas.

MP, Sinte e Secretaria de Educação tem reunião para tratar da eleição dos gestores

A gestão democrática nas escolas municipais de Santa Cruz foi o tema de uma audiência na tarde desta segunda-feira (23), na sede da Promotoria de Justiça da Comarca de Santa Cruz. Participaram da reunião a coordenadora local do Sinte/RN, Cristianne Medeiros, a secretária de educação de Santa Cruz, Suelange Bulhões, e as assessorias jurídicas da cada parte, além do promotor, o Sr. Ricardo José da Costa Lima.

O SINTE Santa Cruz reivindicou o cumprimento da Lei nº 647/2013, que estabelece as regras para a gestão escolar, com eleição dos diretores e vice-diretores. A cobrança se deu pela unificação das eleições ferir o tempo de mandato de uma parte dos diretores, que teriam seus mandatos reduzidos.

Para o leitor entender, a eleição dos gestores escolares municipais ocorreu em dois grupos, sendo que todos tem mandato de três anos. Um grupo terá o encerramento das funções em março de 2018, e outro em dezembro de 2018. Com a unificação, o segundo grupo perderia quase um ano do mandato, o que representa um forte e grave descumprimento da lei das eleições escolares.

A Secretaria de Educação se comprometeu em anular o edital 001/2017, que deflagra o processo de eleição desses gestores, e prorrogar os mandatos que terminam em março de 2018. A unificação das eleições em todas as escolas acontecerá em outubro de 2018, com previsão para início dos mandatos em janeiro de 2019.

O município ficou comprometido de encaminhar a documentação que anula o edital 001/2017, no prazo de 5 dias.

Piso do magistério tem menor reajuste da sua história

Desde a sua criação, em 2008 e implantação em 2009, o piso nacional do magistério não tinha registrado uma queda tão acentuada em seu reajuste. O valor anuciado pelo CNTE é de R$ 2.412,00, correspondendo a 4,69% em relação ao atual que tem o valor de R$ 2.298,00. Esse é o menor valor que um professor pode receber, correspondente a 200 horas aula.

O valor ainda poderá ser alterado, caso o MEC mude o valor estimado do custo aluno, principal fonte do cálculo para definição do piso do magistério. O reajuste é menor que em 2017, quando o MEC anunciou 7,64%.

Para os especialistas, o impacto da economia é uma das principais causas pela queda no reajuste, que deverá também trazer dificuldades para Estados e Municípios.

Divórcio completa 40 anos no Brasil

Por Mário Luis Delgado, publicado no Jornal O Mossoroense

Em 2017, o divórcio completa 40 anos no Brasil. A influência do cristianismo fez com que o divórcio estivesse banido da maioria dos ordenamentos jurídicos ocidentais, situação que perdurou, pelo menos entre nós, até 1977, com o advento da Emenda Constitucional do Divórcio (EC 9/77) e da Lei do Divórcio (Lei 6.515/77).

O caminho até o divórcio foi extremamente árduo, uma verdadeira “batalha”, na célebre expressão consagrada na obra de Arruda Câmara. Os principais combatentes dessa batalha sempre foram os setores ligados à Igreja Católica. Nas trincheiras divorcistas não se pode deixar de fazer alusão ao deputado e senador fluminense Nelson Carneiro.

Hoje, é difícil acreditar, mas se dizia que o divórcio “dissolvia a família”, “reduzia a natalidade”, “aumentava o aborto e a criminalidade infantil”, “comprometia a educação dos filhos, pela ruína da autoridade paterna e da piedade filial”. O divórcio era sintoma da decadência e do egoísmo social, dizia o padre Leonel Franca, em obra que se tornou famosa nos anos 1950.

Até 1977, o casamento era indissolúvel no Brasil, mantendo a legislação brasileira de então os resquícios coloniais das Ordenações do Reino, as quais, impregnadas pelo Direito Canônico, consideravam o casamento um sacramento, sem possibilidade de dissolução.

Há 40 anos, com a Emenda Constitucional 9, de 1977, de autoria do senador Nelson Carneiro, foi finalmente instituído o divórcio, porém com restrições que dificultavam a sua utilização, o que amenizou a ira de setores mais conservadores da sociedade, especialmente aqueles ligados à Igreja Católica. A dissolução do casamento só era possível após prévia separação judicial por mais de três anos ou prévia separação de fato por mais de cinco anos, desde que iniciada antes da data em que promulgada a emenda. O divórcio só poderia ser requerido uma única vez.

A EC 9/1977 permitiu a aprovação, no mesmo ano, da Lei 6.515, de 26 de dezembro de 1977, a chamada Lei do Divórcio, que disciplinou a matéria no âmbito da legislação civil e processual civil, promovendo as necessárias alterações no Código Civil de 1916 e no CPC de 1973.

A Lei 6.515/77 acrescentou o divórcio entre as causas pelas quais se dissolvem a sociedade conjugal e o casamento (artigo 2º), substituindo o desquite pela separação judicial (artigos 41 a 48). Estava regulamentado, assim, no Brasil, o chamado sistema dualista: a separação judicial põe termo à sociedade conjugal, ao passo que o divórcio dissolve o próprio vínculo matrimonial. Fazia-se a distinção entre terminar e dissolver o casamento. O casamento terminava com a separação judicial, mas só se dissolvia com o divórcio.

Quarenta anos depois, verifica-se que nem o casamento como instituição nem a família brasileira foram abalados ou enfraquecidos pelo permissivo legal, posto à disposição de todos, de livremente dissolverem o vínculo conjugal.

Isso me fez lembrar um texto do biólogo Fernando Reinach sobre a importância das queimadas na renovação e fortalecimento das florestas. Aludindo aos grandes incêndios florestais ocorridos recentemente nos EUA, o autor os relaciona com o movimento ambientalista e com a ideia de se manter as florestas intocadas e imutáveis, com normas rígidas de manejo, a ponto de até os incêndios naturais serem banidos. Com isso, se pretendeu tornar estático um ambiente dinâmico.

A contenção “de quei­ma­das na­tu­rais fez com que a ca­ma­da de fo­lhas mor­tas au­men­tas­se, e quan­do as quei­ma­das acon­te­ci­am eram in­con­tro­lá­veis. Es­ses in­cên­di­os flo­res­tais pas­sa­ram a ma­tar ár­vo­res que nor­mal­men­te so­bre­vi­vem às quei­ma­das fre­quen­tes e fra­cas, que ocor­rem quan­do a quan­ti­da­de de ma­té­ria mor­ta no so­lo é me­nor. Qu­ei­ma­das fa­zem par­te da vi­da de uma flo­res­ta sau­dá­vel”.

E conclui afirmando que “fo­gos, erup­ções vul­câ­ni­cas, ala­ga­men­tos e morte parecem não so­men­te fa­zer par­te da vi­da da flo­resta, mas são necessários para sua saú­de. Ten­tar man­ter in­to­ca­do e imu­tá­vel um ecos­sis­te­ma é o mes­mo que su­fo­car sua vi­ta­li­da­de. Con­ser­var não po­de ser mais sinô­nimo de imu­ta­bi­li­da­de”.

Assim também se verifica com os casamentos e demais relacionamentos conjugais. Mantê-los intocados e indissolúveis por restrição da lei seria o mesmo que lhes sufocar a respiração, lhes retirar o ar que respiram, impedindo a sua renovação e rejuvenescimento, sugando-lhes a vitalidade. O direito fundamental ao divórcio garante a regeneração da conjugalidade.

Em um passado não tão distante, de monopólio do casamento, como forma de constituição de família, e de proibição do divórcio, muitos relacionamentos se petrificavam em um estado de infelicidade imutável e perpétuo. A indissolubilidade retirava dos parceiros conjugais não apenas a liberdade de recomeçar uma nova vida afetiva, mas também o interesse em reconstruir e transformar um relacionamento que se iniciou sob a promessa (inviável) de perdurar até o resto da vida.

O direito de se divorciar constitui um direito fundamental, emanação da liberdade no âmbito das relações de família. No Brasil, desde o advento da Emenda Constitucional 66/2010, o direito ao divórcio também deixou de ser um direito subjetivo comum, ainda que dotado de fundamentalidade, para se transformar em um direito potestativo, contra o qual nem o outro cônjuge nem o Estado-juiz podem se opor.

A facilidade atual de dissolução dos vínculos conjugais, antes de enfraquecê-los, garante o seu vigor, tornando a conjugalidade mais hígida em substância, marcada agora por uma intensidade plena de afetos, que substitui uma longevidade forçada e vazia.

A dissolubilidade, ainda que em potência, conscientiza os cônjuges sobre a importância do papel de cada um na manutenção, consolidação e fortalecimento dos laços afetivos, sabedores de que o afeto que os une constituirá, sempre e sempre, um “construído”, e jamais um “dado”. Os relacionamentos conjugais são ontologicamente finitos e sua longevidade depende da base afetiva que se constrói e que se renova no dia a dia da convivência.

Nem sempre isso é possível. Acidentes acontecem. Vulcões entram em erupção. O outono derruba as folhas, e o verão provoca as queimadas, mas um novo relacionamento haverá de emergir em substituição ao que foi soterrado pelas cinzas do tempo e da rotina. E como a floresta soterrada pela erupção do Mount St. He­lens, um vul­cão ador­me­ci­do no meio de uma das flo­res­tas mais an­ti­gas dos Es­ta­dos Uni­dos, “se­men­tes so­ter­ra­das ger­mi­na­ram e per­fu­ra­ram a ca­ma­da de cin­zas. Uma ve­ge­ta­ção ri­ca e di­ver­sa atraiu no­vas es­pé­ci­es de in­se­tos e ma­mí­fe­ros. As ár­vo­res co­me­ça­ram a vol­tar. O que im­pres­si­o­nou os eco­lo­gis­tas é que a bi­o­di­ver­si­da­de des­sa flo­res­ta jo­vem é mui­to mai­or que a en­con­tra­da nas flo­res­tas com mais de180 anos na vi­zi­nhan­ça. Aos pou­cos, os eco­lo­gis­tas es­tão con­cluin­do que es­se no­vo es­ta­do da flo­res­ta, um ver­da­dei­ro re­ju­ve­nes­ci­men­to, é in­dis­pen­sá­vel pa­ra a ma­nu­ten­ção de uma flo­res­ta di­ver­sa, ri­ca e sa­dia”.

Parece que os casamentos são como as florestas e o divórcio, como uma espécie de queimada natural, vem cumprindo o seu papel de contribuir, ora para a reconstrução, ora para o renascimento fortalecido dos vínculos conjugais.

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Mário Luis Delgado é advogado, professor da Faculdade Autônoma de Direito de São Paulo (Fadisp), presidente da Comissão de Assuntos Legislativos do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFam), diretor de Assuntos Legislativos do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp) e membro da Academia Brasileira de Direito Civil (ABDC) e do Instituto de Direito Comparado Luso-Brasileiro (IDCLB). Tem doutorado em Direito Civil pela Universidade de São Paulo e mestrado em Direito Civil Comparado pela PUC-SP.

Aplicativo que facilita vida de médicos e pacientes vira referência

O aplicativo Bomédico, idealizado pela empresa potiguar Global Gapps Markerting para facilitar a vida de médicos e pacientes no agendamento de consultas, virou referência no mercado potiguar e já está em expansão pelo Nordeste. O diretor da empresa e um dos idealizadores do app, Rilton Campos, em entrevista a Meio Dia RN, da 98 FM, revelou que em menos de um mês de operação, mais de 50 médicos de diversas especialidades, além de diversos profissionais da área da saúde como odontologistas, nutricionistas e fisioterapeuta já estão cadastrados.

Rilton também destacou que o aplicativo já trouxe resultados positivos para dezenas de pacientes em agendamentos diários. “Nós invertemos o processo. Na nossa plataforma o médico passa a oferecer a sua agenda. Isso permite que o cliente baixe o aplicativo gratuitamente e possa localizar imediatamente aquele profissional que ele quer naquele dia com alguns filtros como localidade, especialidade, subespecialidade e gênero”, completou ao ao afirmar que o aplicativo já está chegando na Paraíba, Ceará e Alagoas.

Ele explicou que o aplicativo foi criado exatamente dentro do contexto de preencher as lacunas dos problemas de longas esperas para consultas. “Normalmente no processo temos que fazer várias ligações para encontrar um médico e, muitas vezes, para uma ou duas semanas depois. Agora, a gente pode pegar o aplicativo e já marcar pro mesmo dia o médico que você quer”, disse.

O aplicativo faz parte de uma plataforma de agendamento e gerenciamento de consultas que tem por objetivo promover uma maior agilidade na marcação, no gerenciamento das consultas e no relacionamento com os pacientes, reduzindo o tempo de espera nas consultas. Entre os benefícios diretos para os médicos estão: a disponibilidade da agenda, aumento na participação do mercado, criação de um canal de relacionamento direto com os pacientes (via atendente), preenchimento e organização da agenda, aumento do número de atendimentos e a redução dos custos administrativos.

Por assessoria

Oposição pede fatiamento da 2ª denúncia contra Temer

A oposição entra com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para tentar novamente com que a Câmara dos Deputados analise de forma fatiada a 2ª denúncia contra o presidente Michel Temer.

Os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha também estão incluídos no processo aberto pela Procuradoria-Geral da República.

A ação é do deputado federal Rubens Pereira Jr, do PC do B do Maranhão.

O parlamentar quer quatro votações no Plenário da Câmara, uma para cada acusação, que são duas contra Temer e duas contra os ministros.

A base aliada diz que a denúncia foi enviada pela PGR em um processo só e é assim que deve ser votada na Casa.

Do BandNews FM

FERMURN reúne bancada federal para discutir crise nos municípios

Os dez parlamentares federais do Rio Grande do Norte compareceram ao encontro com prefeitos promovido na manhã desta segunda-feira (23) pela Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte – FEMURN. Os deputados e senadores do RN se comprometem a solicitar ajuda financeira para os municípios ao Presidente da República, Michel Temer, durante o encontro ocorrido na sede da Fiern, em Natal. 135 prefeitos participaram do encontro.

Na reunião, a FEMURN solicitou apoio dos parlamentares para a liberação do novo Apoio Financeiro aos Municípios (AFM), através de Medida Provisória (MP) editada pelo Governo Federal, que deverá ajudar as prefeituras a fechar as contas em 2017. Federações de todos os estados brasileiros têm mobilizado suas bancadas desde a semana passada com o intuito de que a solicitação chegue ao Presidente Temer e as verbas sejam liberadas.

A importância do novo pacto federativo e da reforma tributária, garantindo direitos e responsabilidades dos entes federados e fortalecendo as finanças dos municípios, também foi debatida no encontro.

Um anjo fascista de ouro

Outro dia, para não dizer há uma semana, o Blog polemizou com uma matéria esclarecedora, o que não agradou alguns grupos políticos. Bastou pouco tempo para algumas publicações nas redes sociais, algumas classificavam essa página como fascista, que de acordo com o dicionário online de português se trata de um movimento que “baseia-se no despotismo, na violência, na censura para suprimir a oposição, caracterizado por um governo antidemocrático ou ditatorial”.

Ao falar de fascismo, o Blog prefere lembrar de fatos da história recente de Santa Cruz, quando certas pessoas articulavam recursos da Fundação José Augusto para espetáculos teatrais no município, e concordavam em pagamento de valores como um palco de R$ 13.000,00 para um palco bem simples (sem contar iluminação e cenário), e o que mais chama atenção é o valor pago a um personagem. Um anjo, que tinha a ponta de suas asas iluminadas e cheio de efeitos, bem como uma coreografia invejável, custou aos cofres públicos valores que poderiam pagar a dezenas e dezenas de salários mínimos, na época.

Parece que vale citar Paulo Freire, que dizia: “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. Parece que aqueles que taxam os outros como fascistas não se distanciam tanto dos “adjetivos” que usam para os outros. Poderíamos dizer que são “anjos fascistas de ouro”.

Justiça determina soltura de Carlos Nuzman

A realidade brasileira parece inacreditável a cada momento, ainda mais quando a sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determina soltura, nesta quinta-feira (19), do ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) Carlos Arthur Nuzman, preso em operação da Polícia Federal sob suspeitas de corrupção nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Nuzman é acusado de intermediar o pagamento de propinas para que o Rio de Janeiro fosse escolhido a sede dos Jogos Olímpicos de 2016, a defesa nega e diz que ex-presidente do Comitê Olímpico “nega as acusações e afirma que os fatos são injustamente imputados.

A decisão teve votação unânime, com todos os 4 votos favoráveis, e 1 impedimento, (Maria Thereza de Assis Moura, Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz e Nefi Cordeiro) a soltura e estabelecendo medidas cautelares como: entrega do passaporte, proibição de deixar o Brasil e proibição de contato com outros investigados.

As chantagens de Robinson Faria

Inacreditável é ver a chantagem que o executivo estadual faz na Assembleia Legislativa, em divulgações pela mídia potiguar. As manchetes anunciam: “Sem empréstimo de R$ 698 milhões, governo do RN não tem recursos para pagar salários”.

É verdade, passamos por uma crise econômica e política, mas o Governo do Estado não apresentou um comportamento digno de respeito com os recursos público. Projetos assistencialistas, projetos de promoção pessoal, ações paliativas e o gasto ineficiente dos impostos dos contribuintes, além, claro, de delapidar o fundo previdenciário.

Boa parte desas ações contaram com o voto dos deputados estaduais. A própria Assembleia Legislativa, que o Governo do RN procura sempre jogar a responsabilidade sobre momentos de grande tensão, já vislumbra um horizonte de pressões para aprovação. E como sabemos nos bastidores… tem muita articulação para essa aprovação. Nada melhor que um bate papo de gabinete para tudo sair conforme o combinado.

Até quando o Governador Robinson Faria vai brincar de governar?

Seria muito bom que aqueles que vão até as redes sociais agradecer pelas ações do “Governador da Segurança” respondessem a esse outros questionamentos.

Afinal, perguntar não ofende!

Inveja e falta de autoridade

Por François Silvestre, do Portal no Ar

O Governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (lá tem Governo!), disse que seu estado está fazendo inveja a muitos Estados mais ricos. É verdade.

Inveja dos mais ricos e despeito de vizinhos, caso do Rio Grande do Norte, miseravelmente mais pobre de governo do que de finanças.
Agora mesmo, dá na mídia que o governador daqui viajou e encarregou seu vice a mais um serviço sujo; qual seja, encaminhar projeto de Lei penalizando servidores públicos.

Esse governo não tem autoridade moral nem política para tratar de servidores públicos. Seria a raposa legislando sobre as galinhas.
E o vice-governador, portanto substituto da inutilidade, presta-se ao papel do rastejo.

Viva a Paraíba!

Governo solicita à bancada potiguar emendas ao OGU no valor de R$ 772 milhões

O Governo do Estado solicita a bancada federal potiguar a inclusão de emendas parlamentares ao Orçamento Geral da União (OGU) para uma lista de pedidos dos “projetos Robinson Faria”. Os parlamentares federais podem apresentar emendas individuais e coletivas destinando recursos para obras e ações sociais. Cada parlamentar pode apresentar até 25 emendas de execução obrigatória pela União.

Na área da segurança o Governo solicita emendas no valor de R$ 145 milhões para construção e reforma de unidades prisionais, apoio à estruturação, reaparelhamento, modernização organizacional e tecnológica das instituições de segurança pública e equipamentos. Para a saúde, a administração estadual reivindica aos senadores e deputados alocação de recursos no valor de R$ 60 milhões para estruturação de unidades de atenção especializada em saúde e aparelhamento e reforma de unidades de atendimento à população.

Em resposta às necessidades de abastecimento de água e para preparar o Estado para receber as águas da transposição do Rio São Francisco, a solicitação é de R$ 352 milhões. Deste valor, R$ 150 milhões serão destinados à conclusão da Barragem de Oiticica, localizada no município de Jucurutu. Serão R$ 60 milhões para a implantação de sistemas de esgotamento sanitário em municípios na área de abrangência do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) com projetos já elaborados. Outros R$ 47 milhões serão destinados à implantação de sistemas de abastecimento de água na área de abrangência do Projeto de Integração do São Francisco, também com projetos já elaborados. Mais R$ 95 milhões serão utilizados para a conclusão do saneamento nas zonas norte, sul e oeste, em Natal.

O turismo tem três importantes projetos para execução em 2018. Para isso o Governo solicita à bancada federal R$ 40 milhões, que serão assim investidos: R$ 10 milhões para infraestrutura turística em Cunhaú, R$ 10 milhões para infraestrutura turística no santuário de Uruaçu e R$ 20 milhões para o teleférico em Martins, cidade serrana na região Oeste.

Para a educação, o Governo do Estado solicita recursos complementares para apoio ao transporte escolar na educação básica no valor de R$ 15 milhões e para expansão e reestruturação de escolas de ensino básico, educação profissional e tecnológica, no total de R$ 30 milhões.

Na área social o Governo do Rio Grande do Norte quer o apoio dos deputados e senadores para segurança alimentar e promoção dos direitos humanos e cidadania, no montante de R$ 15 milhões, e para reforma e ampliação de casas do estudante, no valor de R$ 11,5 milhões.

Na área de transporte é pedida a alocação de recursos no montante de R$ 119 milhões, sendo R$ 43 milhões para implantação do contorno viário de São Gonçalo do Amarante, incluindo a ponte sobre o Rio Jundiaí para integrar a RN-160 às BR’s 226 e 304, R$ 10 milhões para implantação de seis quilômetros de pavimentação do trecho rodoviários de Serra de São Bento à divisa com a Paraíba, R$ 12 milhões para a rodovia São Gonçalo do Amarante/ZPE/acesso ao aeroporto, R$ 15 milhões para construção de ponte sobre o rio Divisa ligando a praia de Barra do Cunhaú a praia de Barra de Sibaúma, R$ 34 milhões para pavimentação da Estrada da Produção ligando São Tomé a Cerro Corá e R$ 5 milhões para pavimentação do trecho rodoviária ligando a praia de Rio do Fogo à praia de Touros que dá acesso ao resort Vila Galé.

As indicações do Governo do Estado totalizam R$ 772 milhões e 500 mil. “Priorizamos estes investimentos por que são os mais urgentes e estruturantes para o nosso Estado. O nosso Governo faz a sua parte, temos várias obras, ações sociais, projetos em andamento e a serem executados, que precisam ter continuidade e serem concluídos. Confio na responsabilidade e no espírito público dos nossos senadores e deputados federais” afirmou o governador Robinson Faria.

Justiça derruba liminar que impedia requisição de exames por enfermeiros

Em meio a tantas crises, o judiciário poderia complicar mais um segmento, a saúde pública. O impedimento de várias atividades dos profissionais de enfermagem seria um principal ponto, ainda mais em um país em que observamos as unidades básicas de saúde com um número maior desses profissionais, e em plena atividade.

O que decidiu o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região foi não acatar o recurso contra a liminar da 20ª Vara Cível do Distrito Federal, que impedia a requisição de exames por enfermeiros, prejudicando o atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A liminar está suspensa até o julgamento do mérito do processo.

Recurso da Advocacia-Geral da União apontou que a liminar baseou-se em “premissas equivocadas” e representou “indevida ingerência do Poder Judiciário na execução da política pública de Atenção Básica do Sistema Único de Saúde”, gerando “grave lesão à ordem público-administrativa e à saúde pública”.

A solicitação de exames de rotina e complementares é realidade consolidada no Brasil desde 1997, quando foi editada a Resolução Cofen 195/97 (em vigor). A consulta de Enfermagem, o diagnóstico de Enfermagem e a prescrição de medicamentos em protocolos são competências dos enfermeiros estabelecidas na Lei 7.498/1986, regulamentada pelo Decreto 94.406/1987 e pela Portaria MS 2.436/2017.

A restrição imposta pela decisão liminar afetou o atendimento a milhares brasileiros, atrasando ou inviabilizando exames essenciais, inclusive pré-natais, além de interromper protocolos da Estratégia de Saúde da Família, prejudicando programas como o acompanhamento de diabéticos e hipertensos (“hiperdia”), tuberculose, hanseníase, DST/Aids, dentre outros.

Leia a íntegra da decisão do TRF da 1ª Região.

Com informações do Cofen

TCE/RN condena desembargadores envolvidos em corrupção no setor de precatórios

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) condenou os desembargadores aposentados Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz, a ex-chefe do setor de precatórios do Tribunal de Justiça do RN, Carla Ubarana, e mais 8 pessoas por dano ao erário no valor de R$ 14,1 milhões, em decorrência de irregularidades ocorridas na gestão de precatórios da Corte de Justiça.
A sessão extraordinária realizada nesta quarta-feira (18) deu continuidade ao julgamento iniciado no dia 31 de janeiro. Naquela ocasião, o relator, conselheiro Paulo Roberto Chaves Alves, votou por responsabilizar Carla Ubarana e George Leal pelos desvios ocorridos no setor de precatórios do TJRN entre os anos de 2007 e 2012, além da empresa Glex Empreendimentos.  O conselheiro Carlos Thompson Costa Fernandes pediu vistas ao processo e apresentou nesta quarta-feira um voto divergente, mantendo a responsabilização de Carla Ubarana, George Leal e da Glex Empreendimentos, mas condenando também os desembargadores aposentados Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz e mais 6 pessoas.
Os conselheiros Renato Costa Dias, Maria Adélia Sales e o conselheiro em substituição Antonio Ed Souza Santana acompanharam o entendimento do conselheiro Carlos Thompson Costa Fernandes. O conselheiro Francisco Potiguar Cavalcanti Júnior votou em consonância com o relator. Com o resultado, Carla Ubarana, George Leal, Rafael Godeiro, Osvaldo Cruz, João Batista Pinheiro Cabral, Wilza Dantas Targino, Carlos Alberto Fasanaro Júnior, Cláudia Sueli Silva de Oliveira, Carlos Eduardo Palhares e Tânia Maria da Silva foram condenados por dano ao erário e estão impedidos de ocupar cargo público em comissão ou função de confiança.
A condenação implica o ressarcimento, de forma solidária e na medida da quantidade de atos praticados por cada um, aos cofres públicos dos valores desviados do setor de precatórios do TJRN. Carla Ubarana e George Leal foram condenados ao ressarcimento de R$ 14,1 milhões. Rafael Godeiro terá de devolver R$ 5,4 milhões e Osvaldo Cruz, R$ 3 milhões. Além deles, Wilza Dantas (R$ 6,2 milhões), João Batista Pinheiro Cabral (R$ 3,5 milhões), Carlos Fasanaro (R$ 8,2 milhões), Carlos Eduardo Palhares (R$ 2,2 milhões), Cláudia Sueli Silva (R$ 1,3 milhões) e Tânia Maria da Silva (R$ 330 mil) terão de devolver dinheiro aos cofres públicos. Eles terão de pagar também multas que variam de 3% a 35% dos valores devolvidos.
De acordo com o voto do conselheiro Carlos Thompson Costa Fernandes, os desembargadores aposentados Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz assinaram cheques, ofícios e guias de pagamentos que foram usadas por Carla Ubarana para desviar recursos públicos do setor de precatórios do TJRN e foram, portanto, “no mínimo negligentes em suas condutas”. “Não se espera que um emprego ou cargo público, notadamente o mais alto posto do Poder Judiciário estadual, seja exercido por alguém que não tenha o cuidado necessário na prática de atos de sua competência, que os assine sem os conferir, que autorize pagamentos a quem não seja credor dos valores, mormente quando ordene levantamentos de dinheiro público”.
João Batista Pinheiro Cabral, Wilza Dantas, Carlos Eduardo Palhares, Carlos Fasanaro, Cláudia Sueli Silva e Tânia Maria da Silva também foram responsabilizados por negligência. Já em relação a Carla Ubarana e George Legal ficou caracterizado “dolo, ou seja, vontade deliberada de lesar o erário”.
Veja abaixo a tabela com os valores a serem ressarcidos e a íntegra do voto do conselheiro Carlos Thompson

Responsável

Valor a ser ressarcido ao erário (R$), não atualizado

Multa em percentual do dano respectivo

Valor nominal da multa (R$), não atualizado

1

Carla de Paiva Ubarana Araújo Leal

14.195.702,82

10%

1.419.570,28

2

George Luís de Araújo Leal

14.195.702,82

8%

1.135.656,23

3

Glex Empreendimentos e Serviços Exclusivos Ltda.

1.317.433,25

35%

461.101,64

4

Rafael Godeiro Sobrinho

5.458.826,16

12%

655.059,14

5

João Batista Pinheiro Cabral

3.518.019,35

14%

492.522,70

6

Wilza Dantas Targino

6.219.659,51

6%

373.179,57

7

Osvaldo Soares da Cruz

3.063.430,47

10%

306.343,05

8

Carlos Alberto Fasanaro Júnior

8.243.361,05

3%

247.300,83

9

Cláudia Sueli Silva de Oliveira

1.364.492,16

10,50%

143.271,68

10

Carlos Eduardo Cabral Palhares de Carvalho

2.220.291,24

2,50%

55.507,28

11

Tânia Maria da Silva

330.180,08

8%

26.414,41

Seminário do Turismo deixa Teatro Candinha Bezerra lotado

Com o objetivo de fortalecer o turismo, a Prefeitura de Santa Cruz promoveu, nesta terça-feira (17), a quarta edição do seminário de turismo do município, com o tema: “Turismo como Fator de Desenvolvimento e Social”. O seminário deu ênfase ao turismo, inovação e empreendedorismo.

Com o Teatro Candinha Bezerra lotado, a programação teve a apresentação do Inventário Turistico local, a palestra Paróquia Empreendedora, com o Padre Adalmiran, pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Farias de Brito/CE e a palestra “Tocando Negócios – Empreendedorismo, Poesia e Música”, com José Amazan Silva, músico nordestino com destaque no cenário nacional e que, em 2003, iniciou as atividades como empresário montando a fábrica de acordeons Leticce, a única fábrica profissional de acordeons do Brasil.

O público do evento foi formado por empresários, técnicos e estudantes de turismo, autoridades locais, entre elas, o Deputado Tomba Farias (PSB), o diretor técnico do Sebrae/RN, João Hélio, o pároco local, Padre Vicente Fernandes, vereadores, secretários, além de pessoas interessadas pelo tema.

Para promover o seminário, a Prefeitura de Santa Cruz contou com as parcerias com o escritório local do Sebrae/RN, Paróquia de Santa Rita, UFRN e UERN.

Para a Prefeitura de Santa Cruz, o seminário atingiu os seus objetivos e superou todas as expectativas. Foi sucesso absoluto.

ASSECOM/PMSC

Apoiadores de Robinson Faria em silêncio?

Uma coisa que não é muito observada recentemente, em Santa Cruz, é a posição de alguns aliados de Robinson Faria sobre os atrasos dos salários dos servidores públicos estaduais. Muitos foram até o caixa eletrônico e só saíram de lá com um extrato bancário informado a falta do depósito dos seus salários.

Não foi observado nas redes sociais quaisquer agradecimento ou crítica ao Sr. Governador, em viagem pela Europa, por este inconveniente aos servidores, que terão mais alguns dias de muito sufoco e dificuldades financeiras para cobrir as contas em atrasos.

Um silêncio sepulcral reina em Santa Cruz…

Aécio e a vitimização política

Antes da votação do Plenário, o senador Aécio Neves enviou uma carta aos parlamentares. Ele pediu o apoio dos colegas e disse estar sofrendo uma “trama ardilosamente construída”. Aécio escreveu:

“Talvez você possa imaginar a minha indignação diante da violência a que fui submetido e o sofrimento causado a mim, à minha família e a tantos mineiros e brasileiros que me conhecem de perto em mais de trinta anos na vida pública”.

Esse é mais um capítulo da vitimização política do senador Aécio Neves.