Copa do Mundo

Brasil terá Sérvia, Suíça e Camarões no grupo G da Copa 2022

A seleção brasileira estréia na Copa do Mundo em dia 24 de novembro, pelo grupo G, contra a seleção da Sérvia.

Assim como em 2018, o Brasil caiu em grupo que repete Sérvia e Suíça. O último jogo do Brasil no grupo será contra Camarões.

O sorteio aconteceu na tarde desta sexta-feira (1º), em Doha, no Catar.

Como ficou cada grupo:

  • GRUPO A: Catar, Equador, Senegal, Holanda
  • GRUPO B: Inglaterra, Irã, Estados Unidos, País de Gales/Escócia/Ucrânia
  • GRUPO C: Argentina, Arábia Saudita, México, Polônia
  • GRUPO D: França, Peru/Emirados Árabes/Austrália, Dinamarca, Tunísia
  • GRUPO E: Espanha, Costa Rica/Nova Zelândia, Alemanha, Japão
  • GRUPO F: Bélgica, Canadá, Marrocos, Croácia
  • GRUPO G: Brasil, Sérvia, Suíça, Camarões
  • GRUPO H: Portugal, Gana, Uruguai, Coreia do Sul

Os jogos do Brasil serão em:

  • Brasil x Sérvia (24 de novembro)
  • Brasil x Suíça (28 de novembro)
  • Camarões x Brasil (2 de dezembro)

alrn-hoz

A culpa não é do futebol…

Uma interessante matéria sobre tanto mimimi de abordar a política pão e circo, ou ainda que a Copa esconde as verdades sobre o país. “Textão” em rede social para denunciar o caos cotidiano sob um forte discurso de protesto, que depois é jogado na lama diante da urna eletrônica.

Sobre isso e muito mais um bom texto para refletir:

Como pesquisador do futebol, estudante do Mestrado em Antropologia na Universidade Federal da Paraíba, eu fico triste ao ver que o esporte é sempre o primeiro alvo e a primeira vítima em momentos de tensões extremas como o atual.

As frases são sempre as mesmas:

– O mundo se acabando e o povo pensando em futebol.
– Daqui a pouco o jogo começa e o povo esquece de tudo.
– O Brasil pegando fogo e o povo gritando gol.

Pensamento simplista. Tolo. Minimizador.

Primeiro de tudo, o futebol é indiscutivelmente um dos maiores mobilizadores dos povos mundo afora.

Potencial aglutinador incrível.

Espaço de sociabilidades, de demarcação de territórios, de definição de identidades.

O futebol já foi protagonista de algumas ações políticas inegavelmente incríveis. Histórias em que o esporte se posiciona, toma partido, se apresenta como resistência, quebra a ordem vigente. Provoca o caos transformador típico das revoluções.

Dentro de campo e nas arquibancadas.

Sempre foi assim.

No Brasil e fora dele.

Achar que o torcedor de futebol está necessariamente alheio ao que acontece em seu entorno apenas porque acompanha futebol é de um preconceito raso. De uma debilidade absurda. De uma ignorância medonha.

E é claro que tem muito brasileiro que não está nem aí com os incêndios diários que acontecem em Brasília e nas esferas políticas brasileiras.

Mas a culpa é de um país que pouco dá importância à educação. Em que as instituições políticas estão falidas. Em que a corrupção é endêmica.

A culpa, meus amigos, acredite, não é do futebol.

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***Texto de Phelipe Caldas, que é jornalista (investigativo) formado pela Universidade Federal da Paraíba e autor do livro “Academias de Bambu – boemia e intelectualidade nas mesas de bar”. Neste espaço, escreve sobre os bastidores do esporte – paraibano ou não.


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