Coronel André Azevedo

Comandante da PM do RN destaca ação policial em Alcaçuz

Utilizando uma imagem aérea de Alcaçuz, o comandante-geral da PM, Coronel André Azevedo, explicou como se deu a ação da polícia nos dias de conflito entre facções na maior penitenciária do estado.

“Nós agimos pautados pela técnica de gerenciamento de crise. Se tivéssemos entrado na penitenciária naquele dia em que as facções se enfrentaram pela segunda vez, nós teríamos tido certamente um número grande de mortos, inclusive de homens nossos. No entanto, agimos na hora certa e só tivemos uma morte comprovada. Esta foi a atuação da Polícia Militar, com base na técnica, na inteligência, e conseguimos preservar vidas e cumprir a lei”, salientou o comandante.

O Coronel André Azevedo destacou ainda a retirada, pelos agentes de segurança, de 18 caçambas carregadas de metralhas, armas brancas e materiais cortantes feitos artesanalmente pelos próprios presos. Em razão do estado de deterioração do presídio, os presos têm utilizado restos de material de construção como armas.


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Comandante da PM nega “paredão humano” em Alcaçuz: “polícia, se abrir as mãos, morreu”

Sétimo dia de rebelião, e o comandante-geral da Polícia Militar do RN, coronel André Azevedo, divergiu das palavras do governador Robinson Faria. Em entrevista ao Portal G1, nesta sexta-feira (20), que não havia intenção da corporação de fazer um “paredão humano” para separar facções criminosas na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta.

“Paredão humano, ele [governador] já se desculpou. Ele recebeu uma informação não técnica. Não existe. Lá existe arma de fogo. Polícia, se abrir as mãos, morreu”, disse o comandante. “Nós para entrarmos temos que fazer uma operação complexa, planejada, que envolve muitos materiais, equipamentos armas”, disse.

A afirmação do “paredão humano” foi feita pelo governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), em entrevista ao canal Globo News.

O comandante ainda falou que será formada uma barreira física para separar as facções, e disse que é ilusão imaginar evitar armas nos presídios. “São 5 pavilhões, cerca de 1,4 mil presos. Imaginar que 100 ou 150 homens da polícia entrem e retiram as armas é ilusão. Cada pedaço de ferro é uma arma. A gente recolhe mil. Vamos sair daqui, no mês seguinte tem mais mil. É um esforço jogado fora. Hoje, o sistema prisional, que é a cargo da Sejuc [Secretaria do Estado de Justiça e Cidadania], não é da polícia, eles perderam o controle do sistema prisional”, afirmou.


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