A “matança dos maus” não evitou a “matança dos bons”

A segunda década desse século XXI não começou bem para Santa Cruz, a cidade começou a ter avanços dos números macabros da violência. A princípio muitos diziam que não haveria problema algum, afinal se tratava da matança dos criminosos contra os criminosos.

Quase sete anos depois do avalanche de mortes e fatos trágicos pelo Trairi, além do aumento do consumo de drogas, a realidade é bem diferente da calmaria que os moderados faziam questão de anunciar. “Ah, é guerra de bandidos”, diziam na época. Quando os primeiros “cidadãos de bem” começaram a entrar na estatística, logo teve mobilização e preocupação com os altos índices de homicídio, assaltos e outros.

Novamente, agora a nível nacional, voltam a comemorar a matança dos presos na região Norte. A matança começa dentro dos presídios, gera uma crise e termina com a matança de pessoas de bem.

A violência como grande exemplo de solução dos problemas não vai gerar uma sociedade melhor. Aquele velho clichê, violência gera violência. Mais uma vez não iremos aprender com os erros do passado?