Servidores inativos do estado dizem que 13º não foi pago

Da Tribuna do Norte

O décimo-terceiro salário de 2017, que deveria estar disponível para os servidores estaduais neste sábado (29), não caiu na conta dos servidores inativos. A informação foi confirmada por diversos servidores nas áreas da saúde, segurança e administração direta do Estado. De acordo com a diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado (Sinsp), Janeayre Souto, a expectativa é de que, como o dinheiro foi pago na sexta-feira (28) pelo Governo, ele caísse no meio do dia no sábado ou então somente na segunda-feira (31).

Na última quinta-feira (27), o governador Robinson Faria havia prometido pagar, até o dia 28, aos servidores na ativa. Para os aposentados, seria disponibilizado o valor de R$ 5 mil. Na manhã deste sábado, no entanto, servidores de diversas categorias afirmaram não terem recebido o dinheiro. Muitos, como é o caso do policial civil aposentado João Maria Rabelo, de 54 anos, estão apreensivos com a possibilidade do dinheiro não vir.

“Fui policial civil por 32 anos, e nunca vi uma situação como essa”, relatou à equipe de reportagem. Assim como ele, sua esposa, Mirani Rabelo, de 52 anos, também é aposentada da polícia. Nenhum dos dois recebeu o 13º salário de 2017, o de 2018 e permanecem sem notícias a respeito de quando vão receber o salário de dezembro. “Todo dinheiro que entra já vai direto para pagar as contas. Não sobra absolutamente nada, porque todas elas vêm com juros em função dos atrasos. Os bancos não querem saber se o Estado está atrasando ou pagando em dia”, relata o policial.

Algumas categorias, como é o caso dos médicos, optaram por continuar a paralisação parcial que vem fazendo em solidariedade aos aposentados. De acordo com o diretor do Sindicato dos Médicos (Sinmed), Geraldo Ferreira, os médicos aposentados da rede estadual não tiveram o dinheiro depositado em suas contas na manhã de sábado. Dessa forma, os procedimentos eletivos continuam suspensos, e os serviços de urgência e emergência, assim como os atendimentos, também foram resolvidos. “Os médicos estão indo aos hospitais, mas vão reduzir os atendimentos”, explica.

A categoria tem uma assembleia marcada para o dia 2 de janeiro, quando devem fazer um balanço geral sobre quem recebeu ou deixou de receber o salário prometido pelo Governo, além da continuidade do movimento de paralisação.

Essa não é a única categoria que está mobilizando assembleias gerais para o começo do ano: o sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), também convocou uma assembleia para o dia 2. O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde), chamou a categoria para se reunir na próxima sexta-feira (4). Já os agentes penitenciários, que na última sexta-feira (28) optaram por não paralisar as atividades no momento, também devem se reunir no próximo dia 6 para decidir sob a possibilidade de paralisação e greve.