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Luiz Inácio Lula da Silva

Lula diz que começou a obra da transposição

Muito se discute nos últimos dias a paternidade da obra da Transposição do Rio São Francisco, e como a obra começou no Governo Lula, o ex-presidente tomou para si a “autoria” desse projeto.

Em sua rede social, Lula afirmou: “A transposição do Rio São Francisco está sendo concluída. Eu só espero que o Bolsonaro, que está fazendo viagem para inaugurar o pedacinho que ele concluiu, que ele tenha a coragem de dizer “eu estou inaugurando aqui, mas quem começou essa obra foi o presidente Lula”.

Os sites do Partido dos Trabalhadores focaram e apresentar dados sobre a obra. Segundo o site do ex-presidente Lula, o seu governo e da ex-presidente Dilma Rousseff fizeram 88% das obras, o Governo de Michel Temer mais 5%, e Jair Bolsonaro apenas 7%.

“Em maio de 2016, mês do golpe contra Dilma, a obra ocorria 24 horas por dia, com 9 mil trabalhadores e 3 mil equipamentos”, informa o site.

“Todo o Nordeste sabe que a transposição [do são Francisco] deixou de ser conversa e se tornou realidade no Governo de Luiz Inácio Lula da Silva”, aponta o deputado estadual Francisco do PT, líder do governo de Fátima Bezerra na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em artigo publicado no site do PT. No texto, ele lembra que o projeto original tem quase 200 anos, mas tornou-se realidade, de fato, com Lula, após a passagem de 34 presidentes.

“Lula começou, Dilma continuou e os dois juntos fizeram mais de 90% de uma obra gigantesca que, nos dias atuais, conta com 477 km de canais em dois eixos (leste e norte), contendo 4 túneis de 23 km de extensão, 14 aquedutos, 27 reservatórios, 9 estações de bombeamento, 9 subestações de 230 kv, 270 km de linhas de transmissão e 6 ramais interligados”, explica o deputado.

Pesquisa Ipespe: Lula tem 44% e Bolsonaro 24%

Mais uma pesquisa nacional, dessa vez da Ipespe, divulgada nesta quinta-feira (27), que mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança com 44%, contra 24% do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Confira os números:

PRIMEIRO TURNO

Intenção de voto espontânea para presidente

  • Lula (PT) – 35%
  • Jair Bolsonaro (PL) – 23%
  • Sergio Moro (Podemos) – 4%
  • Ciro Gomes (PDT) – 4%
  • João Doria (PSDB) – 1%
  • Simone Tebet (MDB) – 0%
  • Rodrigo Pacheco (PSD) – 0%
  • Branco/nulo/não vai votar – 6%
  • Indecisos – 26%

Intenção de voto estimulada para presidente – cenário COM Sergio Moro (Podemos)

  • Lula (PT) – 44%
  • Jair Bolsonaro (PL) – 24%
  • Sergio Moro (Podemos) – 8%
  • Ciro Gomes (PDT) – 8%
  • João Doria (PSDB) – 2%
  • Simone Tebet (MDB) – 1%
  • Rodrigo Pacheco (PSD) – 1%
  • Alessandro Vieira (Cidadania) – 1%
  • Felipe d’Avila (Novo) – 0%
  • Branco/nulo/não vai votar – 8%
  • Indecisos – 4%

Intenção de voto estimulada para presidente – cenário SEM Sergio Moro (Podemos)

  • Lula (PT) – 44%
  • Jair Bolsonaro (PL) – 26%
  • Ciro Gomes (PDT) – 9%
  • João Doria (PSDB) – 4%
  • Simone Tebet (MDB) – 1%
  • Rodrigo Pacheco (PSD) – 1%
  • Alessandro Vieira (Cidadania) – 1%
  • Felipe d’Avila (Novo) – 1%
  • Branco/nulo/não vai votar – 10%
  • Indecisos – 4%

SEGUNDO TURNO

A Ipespe apresentou sete cenários de segundo turno entre os quatro primeiros colocados na pesquisa.

Cenário 1

  • Lula (PT) – 54%
  • Jair Bolsonaro (PL) – 30%
  • Branco/nulo/não vai votar/indecisos – 16%

Cenário 2

  • Lula (PT) – 50%
  • Sergio Moro (Podemos) – 31%
  • Branco/nulo/não vai votar/indecisos – 19%

Cenário 3

  • Lula (PT) – 51%
  • Ciro Gomes (PDT) – 25%
  • Branco/nulo/não vai votar/indecisos – 24%

Cenário 4

  • Lula (PT) – 52%
  • João Doria (PSDB) – 19%
  • Branco/nulo/não vai votar/indecisos – 29%

Cenário 5

  • Ciro Gomes (PDT) – 45%
  • Jair Bolsonaro (PL) – 33%
  • Branco/nulo/não vai votar/indecisos – 22%

Cenário 6

  • João Doria (PSDB) – 42%
  • Jair Bolsonaro (PL) – 33%
  • Branco/nulo/não vai votar/indecisos – 25%

Cenário 7

  • Sergio Moro (Podemos) – 35%
  • Jair Bolsonaro (PL) – 28%
  • Branco/nulo/não vai votar/indecisos – 37%

A pesquisa teve 1.000 entrevistados de todas as regiões do país, pelo telefone, entre os dias 24 e 25 de janeiro de 2022.

A margem de erro máximo estimada é de 3.2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,5%.

ModalMais: Lula tem 36,9% e Bolsonaro 31,4%

A ModalMais, em parceria com a Futura, divulga nesta quarta-feira (26) a sua nova edição da pesquisa sobre as eleições presidenciais de 2022.

Na intenção espontânea, Lula teria 33,4% e Jair Bolsonaro 30,3%. Na sequência, Moro com 3,6%, Ciro Gomes 2,6%.

Já na estimulada (quando são apresentados os nomes), com vários candidatos, fica assim:

  • Lula – 36,9%
  • Bolsonaro – 31,4%
  • Moro – 8,5%
  • Ciro – 5,6%
  • Dória – 2,4%
  • Janones – 1,8%
  • Boulos – 0,8%
  • Pacheco – 0,6%
  • Simone – 0,5%
  • Rebelo – 0,2%
  • Péricles – 0,2%
  • Alessandro – 0,1%
  • D’Ávila – 0,1%
  • Indecisos – 5,6%
  • Branco/Nulo – 5,1%

Quando analisado a segunda opção de voto, Ciro Gomes e Sérgio Moro são os preferidos, respectivamente com 15% e 12,5%.

SEGUNDO TURNO

Nas simulações do segundo turno, Lula vence Bolsonaro por 50,4% a 37,8%.

Bolsonaro vence Moro por 36,9% a 33,7%, empatados no limite da margem de erro.

Bolsonaro com Ciro Gomes tem um empate técnico 40,6% a 39,1%.

Lula vence Ciro Gomes com 48,4% a 21,4%.

Lula também vence Sérgio Moro, com cenário de 48,6% a 28,8%.

O duelo da direita, Bolsonaro e Dória, o atual presidente vence com 41,6% a 29,6%.

Lula também vence Dória, com 50,5% a 14,8%.

REJEIÇÃO

O presidente Jair Bolsonaro tem a maior rejeição, com 47,3%, seguido de Lula com 37,1%, Dória 23,1%, Moro 18,3% e Ciro 16,5%, entre os principais nomes da corrida eleitoral.

A pesquisa foi realizada entre 17e 21 janeiro de 2022, sendo 2.000 entrevistas, por telefone, com margem de erro de 2,2 pontos. A confiabilidade é de 95%.

Alckmin não tem ‘a menor chance’ de ser vice de Lula pelo PSD, diz Kassab

O presidente nacional do PSD e ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, descartou a possibilidade de o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (sem partido) se candidatar a vice-presidente por seu partido em chapa encabeçada pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano.

Em entrevista ao Correio Braziliense, Kassab admitiu que sonhava com o ex-governador disputando o governo de SP pelo PSD.

“O Geraldo Alckmin iniciou dizendo que seria candidato a governador, e nós acolhemos a sua candidatura”, afirmou Kassab. “Em um determinado momento, ele nos procurou, desistindo de ser candidato a governador, o que eu entendo. Não existe nenhuma mágoa, nenhuma restrição à conduta.”

Sobre as pretensões nacionais do ex-tucano, Kassab disse ter a impressão de “que é um desejo de alguns, de ambas as partes”. Mas, se depender dele, Alckmin não será o vice de Lula por seu partido.

Questionado pelo Correio se Alckmin “não tem vaga no PSD para ser candidato a vice” de Lula, Kassab respondeu que “a franqueza é muito importante”.

“Nós não vamos deixar uma pessoa do gabarito de Geraldo Alckmin se filiar sonhando com algo que possa não acontecer”, afirmou. “Ele é muito qualificado, mas não vejo a menor chance de ele ser vice do Lula pelo PSD”.

Além do partido de Kassab, Alckmin vem flertando com outras legendas, como PV, Solidariedade e PSB.

E se Alckmin voltar atrás?

Kassab admitiu que, se o ex-governador voltar atrás e “tiver um projeto definido”, ainda poderia aceitá-lo no PSD para disputar o governo de São Paulo, mas fez uma ressalva.

“Se já tivermos candidato a essa altura, fica difícil, mas impossível nunca é”, afirmou. Para disputar o governo do estado, o PSD estuda tanto nomes internos quanto a filiação de políticos de outras legendas.

Pacheco presidente?

Para disputar a Presidência da República, Kassab aposta no presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, recém filiado ao partido. Na pesquisa Ipespe divulgada na sexta-feira (14), o pré-candidato aparece com apenas 1% das intenções de voto.

“Na minha campanha eleitoral para prefeito de São Paulo, no mês de junho eu tinha 3%, e eu ganhei as eleições do Geraldo Alckmin e da Marta Suplicy”, pondera Kassab.

Do portal Uol

Lula quer picolé de chuchu?

Eu sempre digo: ” a política é aerodinâmica”. Cabe dizer isso agora da aliança entre Lula e Alckmin, na possível chapa entre os dois políticos para 2022. Para concretizar isso, o ex-governador deixa o PSDB.

Na campanha de 2002, para o governo de São Paulo, o colunista José Simão chamou o ex-tucano de “picolé de chuchu”, se referindo ao estilo insosso e sem graça do então candidato. O “apelido” seguiu Alckmin por toda sua carreira política e foi sempre tema de discurso de seus adversários.

Adversário de Lula em 2006, na eleição presidencial, Alckmin obteve 39.968.369 votos no primeiro turno e 37.543.178 votos no segundo turno. Depois de anos na rivalidade entre tucanos e petistas, Alckmin pode ser o vice na chapa de Lula, mas eleições de 2022.

Faz parte do jogo da política, adversários não são eternos, eleitores fazem “papel de besta” quando caem nessa conversa.

Lula deixa a prisão

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou a prisão em Curitiba após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (8). A prisão de Lula durou 580 dias, desde 7 de abril de 2018.

O ex-presidente disse que “o alimento da democracia que eu precisava para resistir à canalhice que lado podre do Estado brasileiro, da Justiça, do Ministério Público, da Polícia Federal e da Receita Federal”. Já buscando a polarização com o Bolsonaro, Lula criticou o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato no Paraná, e o ex-juiz da operação, Sérgio Moro, atual ministro da Justiça.

Lula falou da “vontade de provar que este país pode ser muito melhor na hora em que tiver um governo que não minta tanto quanto o Bolsonaro pelo Twitter”.

O ex-presidente foi condenado em duas instâncias no caso do famoso tríplex no Guarujá, resultado da Operação Lava Jato, com a pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias. Ele continua a responder o processo, mas recorre da condenação em liberdade.

Foto: Joka Madruga/Agência PT

Juiz determina saída de Lula da prisão após decisão do STF

O juiz Danilo Pereira Jr., da 12ª Vara Criminal Federal de Curitiba, aceitou nesta sexta-feira (8) o pedido da defesa do ex-presidente do República Luiz Inácio Lula da Silva e o autorizou a deixar a prisão.

Condenado em duas instâncias no caso do triplex, Lula ficou 1 ano e 7 meses preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) de Curitiba. Agora, ele terá o direito de recorrer em liberdade e só vai voltar a cumprir a pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias após o trânsito em julgado.

Os advogados pediram a soltura do petista depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a prisão após condenação em segunda instância. A defesa disse que espera agora a “nulidade de todo o processo, com o reconhecimento da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro”.

Informações do G1 Paraná

Foto: Joka Madruga/Agência PT

Lula tem registro da candidatura negado pelo TSE

Por 6 a 1, ministros do Tribunal Superior Eleitoral decidem que ex-presidente Lula não pode ser candidato. Lula foi condenado em 2ª instância e está preso em Curitiba. Lula não pode fazer campanha como candidato, inclusive na propaganda de rádio e TV.

Votaram por negar o registro, Luís Roberto Barroso, o relator do caso, Mussi, Og Fernandes, Admar Gonzaga, Tarcisio Vieira e Rosa Weber. Apenas Fachin foi o único a divergir.

Lula tem até às 17h da sexta-feira para se entregar, determina Moro

O juiz federal Sérgio Moro determinou nesta quinta-feira (5) a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em duas instâncias da Justiça no caso do triplex em Guarujá (SP). A pena definida pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) é de 12 anos e 1 mês de prisão, com início em regime fechado.

Lula tem até as 17h desta sexta-feira (6) para se apresentar voluntariamente à sede da Polícia Federal em Curitiba, determinou Moro. O juiz vetou o uso de algemas “em qualquer hipótese”. “Relativamente ao condenado e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concedo-lhe, em atenção à dignidade do cargo que ocupou, a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba até as 17:00 do dia 06/04/2018, quando deverá ser cumprido o mandado de prisão”, diz o despacho.

A defesa tentou evitar a prisão de Lula com um habeas corpus preventivo no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo que a pena fosse cumprida somente após o trânsito em julgado – ou seja, após encerradas todas as possibilidades de recurso aos tribunais superiores. O habeas corpus, porém, foi negado na quinta-feira (5) pelo STF, por 6 votos a 5.

Com informações do Portal G1

Mesmo com a condenação, Lula é líder na pesquisa eleitoral Consult/98FM

Tanto na pesquisa espontânea (sem nomes apresentados) ou estimulada (nomes apresentados) eleição para Presidente da República no RN tem a pré-candidatura do ex-presidente Lula na liderança das intenções de voto.

Se a eleição fosse hoje seria mais ou menos assim, conforme a Consult pesquisou:

NÃO SABE – 44.88%
NENHUM – 22.47%
LULA – 22.47%
JAIR BOLSONARO – 8.29%
CIRO GOMES – 0.88%
MARINA SILVA – 0.35%
DILMA – 0.12%
ZÉ MARIA – 0.12%
ÁLVARO DIAS – 0.12%
MICHEL TEMER – 0.12%
JOAO DORIA – 0.06%
GERALDO ALCKMIN – 0.06%
LUCIANO HUCK – 0.06%

No cenário estimulado, Lula lidera com maior vantagem, confira:

O que decidiu o TRF 4? Lula pode ser candidato a Presidente?

O Portal G1 elencou argumentos dos desembargadores e do advogado do ex-presidente Lula, confira:

  1. Lula recebeu propina da empreiteira OAS na forma de um apartamento triplex no Guarujá;
  2. a propina foi oriunda de um esquema de corrupção na Petrobras;
  3. o dinheiro saiu de uma conta da OAS que abastecia o PT em troca de favorecimento da empresa em contratos na Petrobras;
  4. embora não tenha havido transferência formal para Lula, o imóvel foi reservado para ele, o que configura tentativa de ocultar o patrimônio (lavagem de dinheiro);
  5. embora possa não ter havido “ato de ofício”, na forma de contrapartida à empresa, somente a aceitação da promessa de receber vantagem indevida mediante o poder de conceder o benefício à empreiteira já configura corrupção;
  6. os fatos investigados na Operação Lava Jato revelam práticas de compra de apoio político de partidos idênticas às do escândalo do mensalão;
  7. o juiz Sérgio Moro – cuja imparcialidade é contestada pela defesa – era apto para julgar o caso.

A defesa do ex-presidente nega as acusações:

  1. diz que ele não é dono do apartamento;
  2. que não há provas de que dinheiro obtido pela OAS em contratos com a Petrobras foi usado no apartamento;
  3. que, de acordo com essa tese, Moro, responsável pela Lava Jato, não poderia ter julgado o caso;
  4. que o juiz age de forma parcial;
  5. que Lula é alvo de perseguição política.

O que acontece após o julgamento:

  1. Lula não será preso de imediato; eventual prisão só depois de esgotados os recursos ao tribunal;
  2. Defesa pode recorrer ao STJ e ao STF para tentar reverter condenação, a depender do último voto no TRF-4;
  3. PT poderá registrar candidatura de Lula a presidente;
  4. candidatura poderá ser mantida enquanto houver recursos pendentes contra a condenação;
  5. TSE é que decidirá se ele ficará inelegível.

O processo tem origem no Ministério Público Federal, dentro da operação Lava Jato, quando o ex-presidente teria recebido suposta vantagem no valor de R$ 2,2 milhões, com favorecimento da empresa OAS dentro de contratos da Petrobras. Uma dessas vantagens é o famoso apartamento tríplex no Guarujá, no litoral paulista.

TRF 4 condena ex-presidente Lula

Até o momento, dois dos três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) votaram pela manutenção da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O julgamento ocorre nesta quarta-feira (24), na sede do Tribunal, em Porto Alegre. Em questão, o centro do julgamento é o caso de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex em Guarujá (SP).

Com 2 a 0, restando apenas um último desembargador para votar, Lula já foi condenado matematicamente, restando apenas a confirmação ao final do julgamento.

Além de condenar Lula, o desembargadores ampliaram a pena de 9 para 12 anos e 1 mês de prisão, com início em regime fechado. O cumprimento da pena se inicia após o esgotamento de recursos que sejam possíveis no âmbito do próprio TRF-4.

Também são julgados no mesmo processo: Léo Pinheiro (presidente afastado da OAS), Paulo Okamotto (presidente do Instituto Lula), Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Paulo Roberto Gordilho, Fabio Hori Yonamine, Roberto Moreira Ferreira (diretores da OAS).

Para evitar “traumas”, Moro não prende o ex-presidente Lula

Em uma decisão que marcou esta quarta-feira (12), o juiz Sérgio Moro condenou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não pediu a sua prisão. Ao condenar Lula a nove anos e seis meses pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o juiz federal Sérgio Moro poderia ter decretado a prisão do petista, mas não tomou a medida. Moro alegou ‘prudência’ e a necessidade de se evitar ‘certos traumas’.

“Aliando esse comportamento com os episódios de orientação a terceiros para destruição de provas, até caberia cogitar a decretação da prisão preventiva do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entretanto, considerando que a prisão cautelar de um ex-Presidente da República não deixa de envolver certos traumas, a prudência recomenda que se aguarde o julgamento pela Corte de Apelação antes de se extrair as consequências próprias da condenação. Assim, poderá o ex-Presidente Luiz apresentar a sua apelação em liberdade”, decidiu Moro.

A denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal afirma que o ex-presidente Lula recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012. num suposto esquema que envolve um triplex no Guarujá, no Solaris, e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, de 2011 a 2016. Quanto ao armazenamento do acervo presidencial, por falta de provas, o juiz absolveu Lula e outros envolvidos no caso.

Além de Lula, estão envolvidos no processo o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro (corrupção ativa e lavagem de dinheiro), arquiteto e ex-executivo da OAS, Paulo Gordilho (lavagem de dinheiro), presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto (lavagem de dinheiro), ex-executivo Agenor Franklin Magalhães Medeiros (corrupção ativa), ex-presidente de investimentos da OAS, Fábio Hori Yonamine (lavagem de dinheiro) e Roberto Moreira Ferreira, ligado à OAS (lavagem de dinheiro).

Anna Ruth entrevista ex-presidente Lula nesta manhã

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será entrevistado daqui a pouco na 94 FM, Rádio Cidade de Natal, pela jornalista Anna Ruth Dantas.

O principal nome na corrida presidencial para 2018 será a “atração” do jornal comandado por Anna Ruth, numa das primeiras entrevista do ex-presidente na mídia potiguar. Lula fala após a enxurrada de delações da operação Lava Jato, que colocam o principal nome do PT como o chefe do esquema que desviou bilhões e bilhões de recursos públicos.

Acompanhe pelo site: www.radiocidadedenatal.com.br.

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