O presidente da Assembleia Legislativa do RN, o deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB), tem sofrido uma grande pressão de parte da oposição potiguar para confirmar uma pré-candidatura ao Governo do Estado.
Ezequiel tem permanecido em silêncio sobre o assunto, também não comunicou nenhum rompimento para alguns aliados.
A oposição esperava, mesmo que de forma republicana, Ezequiel Ferreira fosse para o “evento das águas”, em Jardim de Piranhas, na visita presidencial. Nem sinal dele e de boa parte dos deputados do PSDB.
O silêncio de Ezequiel é avaliado por muitos como um possível rompimento com a Governadora Fátima Bezerra, e seu nome sendo lançado para o executivo. Já outros acreditam que é apenas um “não educado” para estes convites, e seu projeto é a Assembleia Legislativa mais uma vez.
E quem vai responder? Só o próprio Ezequiel. Mas, lembrando que não responder convite também é resposta.
Se viva estivesse, a ex-governadora Wilma de Faria completaria 77 anos, e celebrando uma carreira política, pois nunca deixou de participar ativamente.
Wilma foi um marco na história política do RN. A primeira mulher a governar a capital, Natal, também primeira no estado. Por três vezes foi prefeita de Natal, onde deixou um legado, e duas vezes governou o RN, talvez a última grande gestão com marcas fortes e eficientes na economia potiguar.
Como qualquer governante, Wilma teve suas falhas e seus erros, também teve derrotas numa carreira política que derrotou gigantes das oligarquias, como Garibaldi Filho e José Agripino, que juntos protagonizaram os maiores duelos entre os anos 1990 e 2000.
No dia de seu nascimento, o RN relembra seu nome e sua história. Santa Cruz também, pois desde que pisou na cidade enquanto primeira-dama, deixou um legado importante. Junto com Tomba Farias, fizeram uma parceria que fez a terra de Santa Rita viver seus anos de ouro. Entre 2003 e 2008, o município celebrou os principais convênios para grandes projetos, como saneamento básico, calçamento, habitação, construção do Complexo Vila de Todos e Central do Cidadão, parte de recursos para o Santuário de Santa Rita de Cássia e muitas outras obras.
A parceria construída com Tomba Farias, Iberê Ferreira e Fernando Bezerra, trouxe para Santa Cruz e o Trairi muitos recursos que credenciou o grupo para as maiores vitórias nas urnas no período.
Na festa de Santa Rita, principalmente na procissão, dia 22 de maio, a ex-governadora sempre fez questão de participar, era uma presença certa, independente de ser ano político ou de ocupar cargo público.
Esse reconhecimento do trabalho de Wilma pelos santa-cruzenses sempre foi reconhecido nas urnas, pois mesmo perdendo eleições, ainda tinha um saldo muito positivo com votações expressivas.
Seus jingles e publicidade da campanha eleitoral eram inconfundíveis. Mesmo sendo Wilma com “W”, o marketing era Vilma com “V”, rimando com “V” da vitória, também expressado no gesto dos dedos da mão simbolizando a letra. “É Vilma a guerreira do povo, o “V” da vitória voltou”, cantavam seus eleitores no jingle de 2010, quando se candidatou ao Senado Federal.
Falando em Senado, foi o último patamar que faltou para ela colocar em seu currículo. Perdeu em 2010 para a dupla Garibaldi e Agripino, e em 2014 foi derrotada por Fátima Bezerra.
Wilma encerrou sua carreira política ao final da sua vida, pois sua atividade era intensa, enquanto teve disposição e saúde não deixou de fazer política. Essa história chegou ao fim em 2017, quando perdeu a luta para o câncer.
Na foto: Gean Paraibano e sua esposa, juntos com o deputado Coronel Azevedo em um evento político.
O ex-vereador Gean Paraibano pode ser um dos nomes do PSC para as eleições 2022. Sua pré-candidatura seria para deputado estadual, no planejamento de ampliar o número de vagas da legenda na Assembleia Legislativa.
Gean já estaria com a pré-candidatura confirmada pelo partido, liderado pelo deputado Coronel Azevedo no RN, e alinhado com a reeleição do presidente Jair Bolsonaro.
Ele foi candidato a prefeito de Santa Cruz, nas eleições municipais de 2020, e obteve 3.631 votos, ou seja 20,31% dos votos válidos, ficando na segunda colocação.
Em pronunciamento na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Tomba Farias (PSDB) apontou as contradições da hoje governadora Fátima Bezerra (PT) e pediu que ela apresente propostas dignas para atender as reivindicações dos professores da rede estadual de ensino e dos policiais civis do RN. “Ser oposição é muito fácil hoje. Ficar esperando os erros das pessoas para criticar. Tem um vídeo da governadora, que questionava a então governadora Wilma de Faria porque não fazia acordo com os policiais civis e militares”, lembra.
O parlamentar destacou que o discurso atual da governadora é totalmente diferente do que ela dizia quando era parlamentar de oposição. “Hoje, Fátima se depara com esse problema e não faz acordo com os policiais civis. Eu faço um apelo para que Fátima sente na mesa e não tire os direitos adquiridos pelos policiais civis”, enfatizou.
Tomba Farias também destacou que Fátima Bezerra “sempre cobrou muito dos governantes” o cumprimento do piso salarial dos professores, mas que hoje não apresenta uma proposta digna para que os professores e sindicato aceitem um acordo que seja viável.
“Professora Fátima, sente e negocie com a categoria. Aí sim, a gente vai bater palmas se Vossa Excelência adotar o mesmo discurso de quando era senadora, deputada federal e estadual”, assinalou.
O parlamentar também ressaltou que o prefeito petista de Currais Novos, Odon Júnior, também não pagou, no ano passado, o piso dos professores integralmente, deixando a categoria com um déficit de cerca de 5% com relação ao que valor original do piso da categoria.
Durante o último sábado (12) um trecho de uma entrevista antiga do cantor Rogério Skylab viralizou nas redes sociais. O cantor estava no Flow Podcast, e alertava os apresentadores, Monark e Igor Coelho, sobre o que era falado no programa.
Rebatendo Monark, Skylab afirmou que a entrevista não poderia se tratar de uma “conversa de botequim”, termo que o apresentador do programa costuma usar para definir as discussões que acontecem ali. Skylab contra-argumentou dizendo que milhões de pessoas estariam assistindo ao conteúdo.
“A gente não pode ser apenas dois moleques idiotas?”, questionou Monark durante a conversa. “Aqui não é um botequim, porque tem uma multidão vendo lá fora. Isso aqui, querendo ou não, você sendo formado ou não, isso aqui é um programa jornalístico”, respondeu o cantor.
Skylab afirmou que tudo o que era falado no programa teria um peso, e um dos apresentadores rebateu afirmando ter opiniões diferentes, defendendo a liberdade de expressão da sociedade.
Há um ano o Rogério Skylab alertava para a falta de compromisso de Monark ao microfone. "Aqui não é um botequim, tem uma multidão vendo". Flow viria a ser um dos mais endinheirados do Brasil, e dos mais problemáticos também. pic.twitter.com/HJYssStbRD
Jair Bolsonaro e seus ministros rechaçam publicamente as pesquisas eleitorais, mas nem todas. Os levantamentos que apresentam números favoráveis ao presidente são sempre citados como a evidência de que as coisas para o lado de Bolsonaro estão mudando e que a reação, rumo à vitória, já começou.
Nos últimos meses, as pesquisas que indicam abismos de 20% a 26% entre Lula e Bolsonaro, no primeiro turno – como Datafolha, Ipec (antigo Ibope), Ideia Big Data, Quaest e Ipespe, por exemplo –, são sempre questionadas e consideradas falsas ou manipuladas.
Já outras, que mostram Bolsonaro reagindo e com diferenças menores entre os dois primeiros colocados, como Paraná Pesquisas, PoderData e Futura/Modal, são sempre mencionadas e levadas a sério. Além, claro, da Brasmarket, que apresentou, no começo de dezembro, números completamente diferentes de todos os outros, com Bolsonaro com 34,8% e Lula com 19% num primeiro turno.
Agora é a pesquisa PoderData, que foi realizada com recursos próprios, por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 3.000 entrevistas em 238 cidades nas 27 unidades da Federação de 31 de janeiro a 1º de fevereiro de 2022. O registro no TSE é BR-09445/2022. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Muito se discute nos últimos dias a paternidade da obra da Transposição do Rio São Francisco, e como a obra começou no Governo Lula, o ex-presidente tomou para si a “autoria” desse projeto.
Em sua rede social, Lula afirmou: “A transposição do Rio São Francisco está sendo concluída. Eu só espero que o Bolsonaro, que está fazendo viagem para inaugurar o pedacinho que ele concluiu, que ele tenha a coragem de dizer “eu estou inaugurando aqui, mas quem começou essa obra foi o presidente Lula”.
Os sites do Partido dos Trabalhadores focaram e apresentar dados sobre a obra. Segundo o site do ex-presidente Lula, o seu governo e da ex-presidente Dilma Rousseff fizeram 88% das obras, o Governo de Michel Temer mais 5%, e Jair Bolsonaro apenas 7%.
“Em maio de 2016, mês do golpe contra Dilma, a obra ocorria 24 horas por dia, com 9 mil trabalhadores e 3 mil equipamentos”, informa o site.
“Todo o Nordeste sabe que a transposição [do são Francisco] deixou de ser conversa e se tornou realidade no Governo de Luiz Inácio Lula da Silva”, aponta o deputado estadual Francisco do PT, líder do governo de Fátima Bezerra na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em artigo publicado no site do PT. No texto, ele lembra que o projeto original tem quase 200 anos, mas tornou-se realidade, de fato, com Lula, após a passagem de 34 presidentes.
“Lula começou, Dilma continuou e os dois juntos fizeram mais de 90% de uma obra gigantesca que, nos dias atuais, conta com 477 km de canais em dois eixos (leste e norte), contendo 4 túneis de 23 km de extensão, 14 aquedutos, 27 reservatórios, 9 estações de bombeamento, 9 subestações de 230 kv, 270 km de linhas de transmissão e 6 ramais interligados”, explica o deputado.
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH) repudia a informação veiculada pelo presidente Jair Bolsonaro e seu assessor, o ministro Rogério Marinho, sobre o andamento das obras da Barragem de Oiticica, localizada em Jucurutu.
As informações divulgadas no vídeo são inverdades e mostram, tanto da parte do presidente da República quanto do seu assessor, o total desconhecimento sobre as questões relacionadas ao Complexo Oiticica, especialmente, sobre os contextos sociais existentes. Ignorar a necessidade humana, ou considerar que a vulnerabilidade dessas famílias da comunidade Carnaúba Torta é algo menor, e que por conta dessas pessoas outras centenas seriam penalizadas, revela a ausência de sensibilidade que deve ser premissa não apenas de um gestor, mas de qualquer ser humano. Para o Governo do RN, essas obras vão além do concreto e da água a ser armazenada, pois são tratadas como parte de uma política pública na qual todos e todas são importantes.
A transferência das famílias pertencentes à comunidade de Carnaúba Torta faz parte de um compromisso assumido, por orientação da governadora Fátima Bezerra, que é de somente fechar a barragem quando todas essas famílias estiverem realocadas, com segurança e dignidade.
As casas já estão concluídas e serão entregues às famílias, que em breve poderão começar uma nova fase das suas vidas na agrovila de Jucurutu.
O Governo do RN, em nenhum momento, faz uso político de empreendimentos, especialmente do Complexo Oiticica, que garantirá segurança hídrica e desenvolvimento econômico para a população da região do Seridó.
A atual gestão estadual reforça que a execução das obras do Complexo Oiticica é de responsabilidade do Governo do Rio Grande do Norte, que age com celeridade na construção das obras físicas e sociais do projeto, e quem coube readequar projetos recheados de erros e vícios de construção para que o investimento pudesse levar, de fato, desenvolvimento à região.
É fato que o ministro Rogério Marinho, imbuído de interesses politiqueiros, perdido em meio à enorme rejeição que o povo potiguar tem pelas atitudes irresponsáveis do presidente da República — entre elas o desprezo à vida — encontrou nas obras de recursos hídricos tocadas ou planejadas pelo Governo do Rio Grande do Norte uma maneira de tentar se destacar além dos escândalos que o acompanham historicamente.
Com esse objetivo, Marinho fez questão de desfazer convênios federais já assinados com o Governo do RN e referentes a projetos importantes, planejados pelo governo estadual. Desconstruindo, como é de sua característica, o bom entendimento que foi construído através do seu antecessor no Ministério do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto.
Na sua sanha sectarista, Marinho impôs ao estado que entregasse à sua pasta o Projeto Seridó (300 km de adutoras que levariam água para 23 cidades), obrigou o Rio Grande do Norte a também entregar ao governo Federal a obra da barragem de Passagem das Traíras, que hoje encontra-se paralisada. Não satisfeito, retirou 32 milhões de reais relativos aos convênios que seriam destinados à instalação de dessalinizadores.
A água que o ministro do Desenvolvimento Regional e o presidente da República fizeram questão de destacar que estava sendo desperdiçada, pelo fato da parede da barragem de Oiticica não estar concluída, tem o mesmo valor que aquela do açude Passagem das Traíras, onde o ministro assumiu a obra e prometeu concluir em tempo recorde. A obra está parada, o inverno chegou, e lá em Passagem das Traíras nenhuma água ficou.
>>
Entenda a questão…
Em vídeo publicado nas redes sociais, o Presidente Jair Bolsonaro e o Ministro Rogério Marinho acusaram a governadora Fátima Bezerra de fazer a população de um distrito de “massa de manobra” para atrapalhar a conclusão da Barragem de Oiticica, confira:
A administração das prefeituras pelo Brasil não é uma tarefa fácil, além do jogo político para manter a governabilidade, é preciso muita articulação para conseguir recursos para diversas ações, e muitas vezes até recursos órdinários para o dia a dia dos municípios.
Na visita do presidente Jair Bolsonaro a Caicó, Jucurutu e Jardim de Piranhas, não faltaram prefeitos, vereadores e lideranças que apoiam Fátima Bezerra. O grande responsável por essa reunião “coercitiva voluntária” foi o Ministro Rogério Marinho, que tem se comprometido em enviar recursos para o municípios, numa época em que “dinheiro não está caindo do céu”.
O blog conversou com algumas dessas pessoas, que além de participar de um evento histórico sobre a transposição, também estavam lá pelos deputados federais. E quem danado é besta de perder recursos?
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, já anunciou em seu discurso na cerimônia de conclusão da Transposição do Rio São Francisco, em Jardim de Piranhas, que “quem esperar briga com Rogério Marinho vai quebrar a cara”.
“Nos vamos nos unir e vamos derrotar aqueles que esperam isso”, disse Fábio.
Ele não poupou críticas à governadora Fátima Bezerra, a quem acusou de plantar mentiras contra o Governo Federal.
Fábio anunciou que eles irão sentar para definir como será o projeto para 2022. Ele falou tudo com os aplausos do presidente.
Nesta quarta-feira (9), as águas do Velho Chico finalmente chegam ao Rio Grande do Norte. O presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, participam agora do evento de chegada simbólica das águas, na cidade de Jardim de Piranhas (RN).
“Foi este Governo que deu operacionalidade ao Projeto São Francisco. Quando assumimos, apenas 31,54% das estruturas do Eixo Norte tinham condições de operar e as águas sequer haviam saído do estado originário, Pernambuco. Fomos nós que garantimos os investimentos e as condições para que elas chegassem ao Ceará e ao Rio Grande do Norte. Muito do que havia sido construído, estava praticamente abandonado, sem uso, se deteriorando”, afirma o ministro Rogério Marinho. “Não medimos esforços para resolver problemas, corrigir erros estruturais, recuperar e retomar obras. E hoje, podemos dizer que 100% dos dois eixos (Norte e Leste) estão operacionais e que as águas do São Francisco finalmente chegaram aonde já deveriam estar há muito tempo”, completa.
Quando todas as obras complementares estiverem concluídas, mais de 16,47 milhões de brasileiros, de 565 municípios de sete estados nordestinos, serão beneficiados pelas águas do Rio São Francisco.
“Para nós, é um acontecimento extraordinário e justifica tudo o que foi feito. Todo o trabalho, todo o esforço e todo o suor coletivo, porque esta é uma ação do Estado brasileiro, é fruto da determinação, da priorização dada pelo presidente Bolsonaro, que não mediu esforços para dar a condição de chegarmos a esse momento. Um momento em que nós, literalmente, abraçamos o Nordeste brasileiro, com ações efetivas de mudanças estruturais”, destaca Marinho.
Em terras potiguares, o Governo Federal deu início ao Sistema Seridó, que vai abastecer cerca de 280 mil pessoas em 24 municípios potiguares. Já estão sendo produzidos o projeto executivo e estudos complementares necessários para o começo das obras. A estimativa é de que sejam investidos cerca de R$ 280,6 milhões para a construção de mais de 330 quilômetros de canais adutores, estações de bombeamento e de tratamento e pontos de captação de água.
JUCURUTU
Antes do evento de chegada das águas, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Rogério Marinho visitam as obras da Barragem de Oiticica, em Jucurutu, cujas obras começaram em 1952. Porta de entrada das águas do Rio São Francisco no Rio Grande do Norte, a estrutura está praticamente pronta e vai atender cerca de 330 mil pessoas de oito cidade potiguares, além de contribuir com o controle das cheias na região e permitir uma ampliação de até 10 mil hectares da área irrigada da Bacia de Piranhas-Açu. O Governo Federal já disponibilizou cerca de R$ 300 milhões para a estrutura desde 2019.
Durante a agenda, também será assinada ordem de serviço para a segunda etapa da obra de pavimentação em Jucurutu, interligando a sede do município ao distrito de Serra de João do Vale. Com investimentos de R$ 6,9 milhões, serão executados serviços de terraplanagem, drenagem e obras de arte corrente, sinalização, pavimentação e interseção com a BR-226/RN.
Nesta terça-feira (8), o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, visitam os estados Pernambuco, Ceará e Paraíba, para acompanhar a chegada das águas do São Francisco.
Em Pernambuco, a estrutura é composta por um conjunto de motobombas, válvulas e acessórios interligados capazes de garantir um volume contínuo de adução de água. A partir da EBI-3, a água segue o trajeto por canais e reservatórios até o Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
No local, também está prevista visita ao Núcleo de Controle Operacional (NCO), que é responsável por concentrar, processar e controlar as redes de Tecnologias de Informação, as estações de bombeamento, subestações, estruturas de controle e tomadas de água dos dois eixos do Projeto São Francisco (Norte e Leste). A instalação do NCO teve início em 2014 e foi concluída em maio de 2021.
No Ceará, foi realizada a visita à Barragem de Jati, estrutura que possui 56 metros de altura e capacidade de acumular até 28 milhões de metros cúbicos de água. O acionamento para enchimento da barragem aconteceu em junho de 2020, possibilitando que a água seguisse para outras regiões do estado, entre elas a Região Metropolitana de Fortaleza.
Durante a visita, será realizada a liberação de água da estrutura até o Cinturão de Águas do Ceará (CAC). O empreendimento não recebe água do São Francisco desde maio de 2021, devido a serviços de manutenção e substituição de equipamentos para modernização da estrutura.
Na Paraíba, a comitiva irá a São José de Piranhas, onde será realizada visita ao último trecho do Eixo Norte da transposição do Rio São Francisco, entre as Barragens Caiçara e Engenheiro Avidos. O trecho foi inaugurado pelo Governo Federal em outubro de 2021, após investimentos de quase R$ 50 milhões, e permitiu a passagem das águas do Velho Chico para terras potiguares.
Chegada das águasno RN
Na quarta-feira (9), às 11h, também será realizado, em Jardim de Piranhas (RN), o evento de chegada das águas do São Francisco ao Rio Grande do Norte, com o presidente Jair Bolsonaro. Mais cedo, a comitiva do Governo Federal vistoria as obras da Barragem de Oiticica, que estão sendo executadas pelo governo do estado com recursos federais.
A Barragem de Oiticica é a porta de entrada das águas do São Francisco no Rio Grande do Norte. A estrutura está em fase final de construção e vai garantir o abastecimento de 330 mil pessoas em oito cidade potiguares. Desde 2019, cerca de R$ 300 milhões foram disponibilizados pelo Governo Federal para realização da obra.
O advogado Navde Rafael participou do programa Repórter 87, na Rádio Comunitária Santa Rita FM e Blog do Wallace, na noite desta segunda-feira (07). Ele é o avogado de defesa do o publicitário que sugeriu em redes sociais que alguém deveria aproveitar a estadia de Bolsonaro no município para envenená-lo. O autor do comentário foi identificado como Bismarck Victor Diniz.
“Quem será que vai fazer o serviço de colocar veneno? Faz falta alguma. É até um serviço de bem pra sociedade”, escreveu Bismarck na publicação que deu origem ao caso. A Polícia Federal esteve na residência de um morador de Caicó (RN) nesta segunda-feira, 7, para buscar esclarecimentos sobre ameaças ao presidente Jair Bolsonaro (PL). As publicações foram feitas neste domingo e, logo, prints foram veiculados em grupos de WhatsApp.
A abertura do ano legislativo da Câmara Municipal de Santa Cruz está prevista para o próximo dia 15 de fevereiro, às 17h, com a mensagem do Prefeito Ivanildinho Ferreira. Por enquanto, a leitura deverá ser presencial e com público limitado no espaço interno, para autoridades.
Na mensagem do executivo ao lesgilativo, Ivanildinho vai apresentar um resumo de suas ações em 2021, bem como o planejamento para a gestão em 2022.
O instituto Seta também trouxe as intenções de votos para o Senado Federal, confira os cenários:
Cenário 1
Carlos Eduardo – 20,7%
Fábio Faria – 15,4%
Rogério Marinho – 10,6%
Jean Paul Prates – 8,2%
Robério Paulino – 1,8%
Indecisos – 17,3%
Brancos/Nulos – 26,1%
Cenário 2
Fábio Faria – 21,1%
Jean Paul Prates – 13,5%
Indecisos – 25,8%
Brancos/Nulos – 39,6%
Cenário 3
Carlos Eduardo – 23,6%
Rogério Marinho – 14,8%
Brancos/Nulos – 38,2%
Indecisos – 23,4%
Cenário 4
Fábio Faria – 21,6%
Rogério Marinho – 15,1%
Brancos/Nulos – 38,2%
Indecisos – 25,1
Cenário 5
Carlos Eduardo – 25,2%
Fábio Faria – 18,4%
Indecisos – 21,3%
Branco/Nulo – 35,1%
Cenário 6
Rogério Marinho – 18,9%
Jean Paul Prates – 11,8%
Branco/Nulo – 43,2%
Indecisos – 26,2%
Para a realização do estudo do instituto Seta, divulgado pelo Blog do BG, foram entrevistados 1600 eleitores de todas as regiões do Rio Grande do Norte. Os resultados foram calculados com margem de erro de 2,5% para mais ou para menos e com interalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo RN-06152/2022.
O blog do BG divulgou uma pesquisa do instituto Seta nesta segunda-feira (7), com os números da corrida eleitoral para o Governo do Estado nas eleições desse ano.
Eis os números:
Cenário 1
Fátima Bezerra – 37,1%
Álvaro Dias com 14,4%
Styvenson Valentim – 10%
Haroldo Azevedo – 2,8%
Brancos/Nulos – 22,4%
Indecisos – 9,6%
Cenário 2
Fátima Bezerra – 38,1%%
Styvenson Valentim – 13,3%
Ezequiel Ferreira – 10,1%
Brancos/Nulos – 28,7%
Indecisos – 9,8%
Rejeição
Fátima Bezerra – 27,3%
Álvaro Dias – 10,4%
Styvenson Valentim – 7,9%
Brenno Queiroga – 5,6%
Haroldo Azevedo – 3,8%
Ezequiel Ferreira – 3,3%
Clorisa Linhares – 2,8%
Foram entrevistados 1600 eleitores de todas as regiões do Rio Grande do Norte. Os resultados foram calculados com margem de erro de 2,5% para mais ou para menos e com interalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo RN-06152/2022.
Mais uma vez o assunto sobre a desistência de um dos ministros potiguares Rogério Marinho (MDR) e Fábio Faria (Comunicações) voltou a ser comentado na mídia.
De acordo com o Portal Metrópoles, a baixa popularidade de Jair Bolsonaro e sua dificuldade de crescer começaram a fazer ministros de seu governo repensar se de fato vão disputar cargos majoritários, como de senador.
Neste grupo, estão, por exemplo, Fábio Faria, do Ministério das Comunicações, e Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional. Os dois políticos do Rio Grande do Norte já sabiam que teriam dificuldade de disputar juntos ao mesmo cargo, e avaliavam quem iria concorrer ao quê. Agora, os dois consideram a possibilidade de disputar a Câmara. Faria é deputado federal e Marinho foi derrotado em 2018, também para a vaga de deputado federal.
Tereza Cristina, da Agricultura, também avalia com cuidado o cenário no Mato Grosso do Sul. A ministra, atualmente no DEM, ainda estuda qual será seu destino partidário, e até algumas semanas atrás estava certa de que tentaria se eleger senadora, mas agora considera se o mais seguro não seria novamente tentar uma vaga na Câmara — ela, a exemplo de Faria, também é deputada.
O ministro da Justiça, Anderson Torres, até outro dia secretário de Segurança do DF, também está revendo os planos de se candidatar ao Senado. Embora ele ainda considere que números a serem divulgados de sua gestão teriam o efeito de catapultar seu nome nas pesquisas, Torres foi aconselhado a não entrar num embate com Flávia Arruda, ministra da Secretaria de Governo que está bem colocada em intenções de voto.
Marcelo Queiroga também desistiu dos planos de concorrer ao Senado pela Paraíba. Avaliou que seria mal recebida sua saída do Ministério da Saúde em março, quando a pandemia ainda estará longe de ser debelada. Vai lançar o filho, Antônio Queiroga, o Queiroguinha, a deputado federal no estado.
“É possível sim uma aliança que tenha Fátima Bezerra candidata à reeleição e eu ao Senado”. Quem confirma é o ex-prefeito Carlos Eduardo (PDT), que concedeu entrevista na manhã de sábado para falar sobre a tendência de que ele seja escolhido como candidato na chapa majoritária para este ano. Ele explica porque negou um convite para disputar o governo pela oposição, que classifica como “desarrumada”; fala sobre o fato de ter votado em Bolsonaro em 2018; e diz em que pé se encontram as negociações visando a aliança PT/PDT no RN.
Como está sua relação com a governadora Fátima Bezerra? O secretário do gabinete civil, Raimundo Alves, designado por ela para conversar com os partidos, já esteve conosco algumas vezes. A governadora Fátima Bezerra está construindo pontes junto à Social democracia, ao centro político, no sentido de ampliar suas chances eleitorais e a governabilidade. Eu quero dizer o seguinte: o Rio Grande do Norte é um Estado diferente daquele de 2018, quando disputamos a eleição. O Rio Grande do Norte rodava no negativo. Estava já há algum tempo numa grave crise fiscal, afundado em dívidas. Os servidores tinham quatro folhas salariais em atraso. A minha avaliação é que ela (Fátima) nesses quatro anos – que completa este ano – conseguiu resolver esses problemas. E contou com a ajuda de Virgínia Ferreira, que foi secretária de planejamento da Prefeitura na minha gestão. O Estado hoje resolveu a crise fiscal e o Estado já passa a ter capacidade de investimento para levar a efeito políticas públicas.
Em que nível está o entendimento para o senhor ser candidato a senador na chapa de Fátima Bezerra? O que eu posso lhe dizer é que a governadora está conversando internamente com o partido dela. As conversas realmente avançaram e afirmo que é realmente uma aliança política tendo ela como candidata à reeleição e eu como candidato ao Senado.
Da sua parte já está tudo certo? É. Nós estamos num processo de consulta interna. Mas as coisas evoluíram muito. E eu digo a você que hoje é possível sim – repito – fazer a aliança política na qual ela seja candidata à reeleição e eu ao Senado.
O senhor foi convidado para ser candidato a governador numa chapa de oposição a Fátima? Eu sempre pratiquei o diálogo. Mas sempre encontrei muitas dificuldades na oposição porque eles sempre ignoraram a minha candidatura, apesar de todas as pesquisas demonstrarem que a minha candidatura era a mais competitiva para enfrentar Fátima Bezerra. Nunca é demais rememorar os fatos: eles lançaram primeiro a candidatura do deputado estadual Tomba Farias e me parece que houve a desistência dele. Depois lançaram com toda pompa e circunstância a candidatura do deputado federal Benes Leocádio. Numa terceira fase lançaram também a de Ezequiel (Ferreira de Souza, presidente da Assembleia Legislativa). Como isso não prosperou, vieram à minha procura. Mas fizeram exigências que eu não me submeto.
Quais? Primeiro que eu deveria deixar o PDT e ir para um partido de direita, identificado com o governo federal. E segundo, que eu dividiria palanque com o bolsonarismo. Então, como eu disse que não mudava de partido nem ia para palanque com o bolsonarismo, a conversa não prosperou. E a conversa que prosperou foi com a governadora Fátima Bezerra.
Na eleição passada, na reta final, o senhor defendeu o bolsonarismo. E hoje o senhor é contrário ao bolsonarismo. O que mudou? Eu, na realidade, apoiei Bolsonaro e votei no segundo turno. No primeiro turno votei em Ciro Gomes. No segundo turno votei em Bolsonaro. Mas me arrependi. Cometi um erro. Até porque a linha do meu partido sempre foi de oposição ao Bolsonaro. Quem não cometeu erros? Eu cometi. Há uma frustração grande e eu já fiz essa autocrítica, há muito tempo.
Como o senhor avalia a resistência dos petistas a seu nome? O que eu tenho visto de resistência, pública, é do senador Jean-Paul Prates. Fora daí eu não vi nenhuma declaração nos últimos 20 dias, contrária a essa aliança.
O senhor acredita que haverá algum problema para essa aliança no RN o fato do PT e o PDT terem candidatos à presidência? Não. Não haverá nenhum problema. Porque no Ceará, a terra de Ciro Gomes, o PDT já firmou aliança com o PT. Lá o candidato a governador será do PDT (Roberto Cláudio) e o candidato ao Senado será do PT (Camilo Santana). E em outros estados me parece que também estão em curso essas negociações sem problemas com relação às candidaturas de Lula e Ciro. Então, se na própria terra de Ciro Gomes, essa aliança já foi feita e convalidada por Ciro e Cid Gomes… Isso foi firmado inclusive com Lula, quando ele foi a Fortaleza. Estamos todos no mesmo campo de oposição ao governo Bolsonaro.
Qual a expectativa de definição dessa chapa com o senhor e a governadora? Está em curso… As consultas internas dos partidos e só este processo terminando é que vamos ter esse desfecho.
Que avaliação o senhor faz da oposição? A oposição está desarrumada. Está desunida. O bolsonarismo tem dois candidatos ao Senado. Nenhum deles quer disputar o governo, não sei porque. Eles é que podem falar sobre isso. Os tucanos estão divididos. Metade apoia o governo, a partir da presença forte do presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira de Souza. E a outra metade na oposição. Como a candidatura de Tomba não vingou. E me parece que a candidatura de Benes não vingou. E a tentativa de que eu fosse o candidato não vingou, eles estão querendo fazer um esforço sobre Ezequiel, que se aceitar isso terá enorme dificuldade. Até agora ele não falou se aceita ou não; depois de estar no governo e ter indicações a cargos comissionados, ser candidato da oposição. Até este momento a oposição, me parece, está sem prumo.
Qual sua avaliação acerca do governo Bolsonaro? Hoje, o brasileiro vive pior do que há três anos. A inflação de dois dígitos engole salários e o trabalhador tem sua pior renda desde 2012. Na educação, os jovens já nem sonham mais com a universidade. O ENEM teve, no ano passado, o menor número de inscritos desde 2005. E o principal responsável por termos mais de 620 mil mortes por covid, a maior taxa de mortos entre os 40 países mais populosos do mundo, fala por si. O presidente Bolsonaro ataca incessantemente os pilares da democracia brasileira. Bolsonaro é inimigo da democracia. É um projeto de ditador. Vivemos hoje um presidencialismo de orçamento, com o orçamento secreto, sem controle e sem transparência, onde estamos vendo emendas paroquiais da ordem de R$ 35 bilhões, uma verdadeira orquestra de horrores regida pela batuta de um dos maiores líderes do Centrão, Ciro Nogueira. A população que lide com os cortes em saúde, educação e infraestrutura, em meio a uma crise na qual não há crescimento nem emprego. Mas não falta recursos para comprar parlamentares para a defesa desse governo que está aí. O governo Bolsonaro não tem planos nem projetos, só uma ação eleitoreira em detrimento de um projeto para a coletividade. O Brasil precisa eleger um governo que dialogue com a maioria da sociedade e promova as reformas, inclusive, rediscuta a reforma trabalhista, que foi proclamada como uma reforma que ia reduzir o desemprego e o que a gente registra, pelas estatísticas, aumentou o desemprego e diminuiu a renda do trabalhador.
Qual sua avaliação com relação ao ministro Rogério Marinho, que deve ser seu adversário na eleição? Eu não sei nem se ele é candidato porque faz um ano que ele e o outro ministro, Fábio Faria, estão disputando essa condição. Então, eu agora estou tentando viabilizar essa candidatura ao Senado e depois sem preocupação com o adversário.
Prefere Fábio Faria ou Rogério Marinho como adversário? Não, eu não tenho esse privilégio não. Eu acho que eu tenho que cuidar das minhas propostas que eu vou apresentar. O adversário, acho que vou conhecer mais adiante.