Papa Francisco

Arcebispo de Natal viaja a Roma para visitar a cúria romana e o Papa Francisco

O Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, viaja nesta terça-feira, 10, a Roma. Ele, juntamente com os demais arcebispos e bispos do Regional Nordeste 2, composto pelas dioceses do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, participarão da visita ad limina Apostolorum, que significa a visita que todos os bispos, do mundo inteiro, realizam aos túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo, a cada cinco anos.

Do Brasil, os bispos fazem a peregrinação, em grupos, por regionais, e em períodos diferentes. Nesta ocasião, eles visitam os dicastérios (departamentos) da cúria romana e as basílicas papais de São Pedro, São João de Latrão, São Paulo fora dos muros e Santa Maria Maior. O ponto alto da visita é o encontro com o Papa Francisco, no último dia. A programação oficial da visita ad limina dos arcebispos e bispos do Regional Nordeste 2 será desenvolvida no período de 16 a 20 de maio.


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Papa Francisco convoca Dia de oração e jejum nesta Quarta-Feira de Cinzas (02) pela paz mundial

Foto: Reprodução/Vatican News

O Santo Padre, Papa Francisco, vem acompanhando de perto a situação envolvendo Rússia e Ucrânia e convocou os ‘crentes’ e ‘não crentes’ para uma Quarta-Feira de Cinzas diferente: um dia em oração e jejum pela paz no mundo.

“Convido a todos a fazerem no próximo 2 de março, Quarta-feira de Cinzas, um dia de jejum pela paz. Encorajo, de modo especial os crentes a se dedicarem intensamente à oração e ao jejum naquele dia. Que a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra”, disse em Audiência Geral, no Vaticano.

Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões entre os dois países não chegaram a uma conclusão. O Papa já falou da sua tristeza sobre a situação.

“Tenho uma grande tristeza em meu coração com o agravamento da situação na Ucrânia. Apesar dos esforços diplomáticos das últimas semanas, cenários cada vez mais alarmantes estão se abrindo”, disse na última semana.

Afirmando que a paz de todos no mundo está ameaçada, Francisco disse que a insensatez da violência se responde com oração:

“Jesus nos ensinou que à insistência diabólica, à diabólica insensatez da violência se responde com as armas de Deus: com a oração e o jejum”, finalizou o Pontífice.

Do Portal A12


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Papa Francisco fala sobre paternidade

Foto: Reprodução/Vatican.va

O Papa Francisco não agradou a rede mundial ao pedir que as pessoas olhassem para os órfãos, e pensassem na responsabilidade de ser pai ou mãe. As palavras do pontífice não foram bem recebidas, e boa parte da mídia, mais uma vez, distorceu a reflexão feita pelo Papa. Em sua catequese com os peregrinos na Sala Paulo VI, no Vaticano, o Papa falou sobre a figura de São José como pai adotivo de Jesus.

Segundo o Papa, pensar na paternidade hoje é algo “muito importante”. “Vivemos numa época de notável orfandade. É curioso: a nossa civilização é um pouco órfã, e sente-se esta orfandade. Ajude-nos a figura de São José a entender como se resolve o sentido de orfandade que hoje nos faz tanto mal”.

O Papa Francisco afirmou que não é suficiente pôr um filho no mundo para dizer que também somos pais ou mães. “Não se nasce pai, torna-se tal… E não se torna pai, apenas porque se colocou no mundo um filho, mas porque se cuida responsavelmente dele. Sempre que alguém assume a responsabilidade pela vida de outrem, em certo sentido exerce a paternidade a seu respeito”, disse o Sumo Pontífice.

Em seguida, o Papa afirmou que pensava, em particular, “em todos aqueles que se abrem a acolher a vida através da adoção, que é uma atitude tão generosa e positiva”.

Nesse sentido, Francisco afirmou que hoje, “também, com a orfandade, existe um determinado egoísmo”. “Há dias, falei sobre o inverno demográfico que há atualmente: as pessoas não querem ter filhos, ou apenas um e nada mais. E muitos casais não têm filhos porque não querem, ou têm só um porque não querem outros, mas têm dois cães, dois gatos… Pois é, cães e gatos ocupam o lugar dos filhos. Sim, faz rir, entendo, mas é a realidade. E esta negação da paternidade e da maternidade diminui-nos, cancela a nossa humanidade. E assim a civilização torna-se mais velha e sem humanidade, porque se perde a riqueza da paternidade e da maternidade. E a Pátria que não tem filhos sofre e – como dizia alguém um pouco humoristicamente – “e agora quem pagará os impostos para a minha reforma, que não há filhos? Quem se ocupará de mim?”: ria, mas é a verdade”, disse Francisco.

“A paternidade e a maternidade são a plenitude da vida de uma pessoa. Pensai nisto. É verdade, existe a paternidade espiritual e a maternidade espiritual para quem se consagra a Deus; mas quem vive no mundo e se casa, deve pensar em ter filhos, em dar a vida, pois serão eles que lhes fecharão os olhos, que pensarão no seu futuro. E também, se não podeis ter filhos, pensai na adoção. É um risco, sim: ter um filho é sempre um risco, quer natural quer adotivo. Mas pior é não os ter, é negar a paternidade, negar a maternidade, tanto a real como a espiritual. A um homem e a uma mulher que voluntariamente não desenvolvem o sentido da paternidade e da maternidade, falta algo principal, importante. Pensai nisto, por favor”, aconselhou.

O Papa disse esperar que as instituições “estejam sempre prontas a ajudar neste sentido da adoção”. “Controlando seriamente, mas também simplificando o procedimento necessário para que se realize o sonho de tantos pequeninos que precisam de uma família, e de tantos cônjuges que desejam entregar-se com amor”, e ainda complementou: “Rezo para que ninguém se sinta sem um vínculo de amor paterno. E quantos estão doentes de orfandade continuem em frente sem este sentimento tão negativo. Possa São José exercer a sua proteção e a sua ajuda sobre os órfãos; e que interceda pelos casais que desejam ter um filho”, finalizou.

Com informações Vatican e Aleteia


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Fratelli Tutti: Acompanhe ao vivo a assinatura da nova encíclica do Papa

Os fiéis têm um encontro marcado com o Papa Francisco neste sábado, 3 de outubro.

A Rádio Vaticano/Vatican News transmitirá a missa presidida pelo Pontífice junto ao túmulo de São Francisco, na cidade de Assis, ao vivo a partir 14h55 locais (09h55 no horário de Brasília).

Será possível acompanhar a cerimônia através do nosso site vaticannews.va/pt e do nosso canal no YouTube e no Facebook, com comentários em português.

Devido à situação sanitária, é desejo do Santo Padre que a visita a Assis se realize de forma privada, sem a participação dos fiéis.

Ao final da cerimônia, o Papa assinará sua nova encíclica, “Fratelli tutti”, sobre a fraternidade e a amizade social.

Concluído o evento, o Santo Padre regressará ao Vaticano.

Do Vatican News


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Papa Francisco: “Vocês sabem como as ditaduras fazem para destruir uma pessoa?”

O Papa Francisco fez esta semana um lembrete crucial na polarização ideológica que vivemos. Como destruir instituições ou pessoas? Começando a falar mal delas. Foi à “comunicação caluniosa” que o Papa Francisco dedicou uma de suas homilias na Casa Santa Marta.

A sua reflexão parte da história de Nabot, narrada na Primeira Leitura, do Livro dos Reis.

O rei Acab deseja a vinha de Nabot e lhe oferece dinheiro. Aquele terreno, porém, faz parte da herança dos seus pais e Nabot rejeita a proposta. Então Acab fica chateado, “como as crianças quando não conseguem o que querem“.

Sua cruel esposa, Jezabel, aconselha o rei a acusar Nabot de falsidade, matá-lo e assim tomar posse da sua vinha. Nabot – notou o Papa – é um “mártir da fidelidade à herança” que tinha recebido de seus pais: uma herança que ia além da vinha, porque era “uma herança do coração”.

Os mártires condenados com as calúnias
Para Francisco, a história de Nabot é paradigmática da história de Jesus, de Santo Estêvão e de todos os mártires que foram condenados num cenário de calúnias. Mas é também paradigmática do modo de proceder de tantas pessoas, de “tantos chefes de Estado ou de governo”: começa-se com uma mentira para “depois destruir uma pessoa, uma situação, com aquela calúnia”.

Como as ditaduras adulteram a comunicação

“Também hoje, em muitos países, é usado este método: destruir a livre comunicação”. O Papa mencionou um exemplo: se existe uma legislação sobre a mídia, cancela-se aquela legislação e se concede todo o aparato da comunicação a uma empresa, a uma sociedade que faz calúnia, diz falsidades, enfraquece a vida democrática. Depois vêm os juízes para julgar as instituições enfraquecidas, as pessoas destruídas, e condená-las. Assim vai adiante uma ditadura. As ditaduras, todas, começaram assim, adulterando a comunicação para colocá-la nas mãos de uma pessoa sem escrúpulos, de um governo sem escrúpulos.

A sedução dos escândalos

“Também na vida cotidiana é assim. Se quero destruir uma pessoa, começo com a comunicação: falar mal, caluniar, dizer escândalos”. E comunicar escândalos, prosseguiu o Papa Francisco, é um fato que gera enorme sedução. Seduz-se com os escândalos. As boas notícias não são sedutoras: “Sim, que bonito o que fizeram!” Mas passa… Já um escândalo: “Mas você viu? Viu só? Você viu o que o Fulano fez? Aquela situação… Mas assim não dá, não tem como!” E assim a comunicação cresce – e aquela pessoa, aquela instituição, aquele país acaba na ruína. No fim das contas, não se julgam as pessoas: julgam-se as ruínas das pessoas ou das instituições, porque elas não podem se defender.

A perseguição promovida pelas ditaduras

“A sedução do escândalo na comunicação destrói“, como aconteceu com Nabot, que só queria ser fiel à herança dos seus antepassados, sem vendê-la. Neste sentido, também é exemplar a história de Santo Estêvão, que faz um longo discurso para se defender, mas aqueles que o acusavam preferem apedrejá-lo em vez de ouvir a verdade. “Este é o drama da avidez humana”, afirma o Papa.

Muitas pessoas, muitos países foram destruídos por ditaduras malignas e caluniosas. Pensemos, por exemplo, nas ditaduras do século passado ou na perseguição contra os judeus, sugeriu o Papa, que, recentemente, desmascarou a brutalidade do regime comunista soviético. Uma comunicação caluniosa contra os judeus e eles acabavam em Auschwitz, porque, dizia-se, “eles não mereciam viver“. É um horror, mas um horror que acontece hoje: nas pequenas sociedades, nas pessoas e em muitos países. O primeiro passo é se apropriar da comunicação e, depois da destruição, vem o julgamento e a morte.

Reler a história de Nabot

O Apóstolo Tiago fala precisamente da “capacidade destrutiva da comunicação malvada“, recordou o Papa, que, ao encerrar a homilia, exortou os fiéis a relerem a história de Nabot no capítulo 21 do Primeiro Livro dos Reis e a pensarem em “tantas pessoas destruídas, em tantos países destruídos, em tantas ditaduras com ‘luvas brancas’” que destruíram sociedades inteiras.

Com informações de Vatican News e Aleteia


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Mártires de Cunhaú e Uruaçu serão canonizados em 15 de outubro

De acordo com a Rádio Vaticano, o Papa Francisco presidiu, nesta quinta-feira (20/04), o Consistório Ordinário Público realizado na Sala do Consistório, no Vaticano, em que foram definidas as datas de novas canonizações. Os protomártires do Brasil serão canonizados pelo Papa Francisco, em 15 de outubro próximo, na Basílica de São Pedro.

Os futuros santos são: André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, sacerdotes diocesanos, e Mateus Moreira e seus vinte e sete companheiros leigos, que em 1645, no Rio Grande do Norte, derramaram seu sangue por amor a Cristo. Conhecidos como mártires de Cunhaú e Uruaçu foram beatificados no ano 2000.

Em 16 de julho de 1645, o Pe. André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por 200 soldados holandeses e índios potiguares. Os fiéis estavam participando da missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú – no município de Canguaretama (RN). Em 03 de outubro de 1645, três meses depois, houve o massacre de Uruaçú. Padre Ambrósio Francisco Ferro foi torturado e o camponês Mateus Moreira, morto. Os invasores calvinistas não admitiam a prática da religião católica.

Na entrevista concedida a Cristiane Murray, o Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, fala sobre o exemplo que os protomártires dão hoje para a humanidade, confira o áudio:


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