Papa Francisco

Fratelli Tutti: Acompanhe ao vivo a assinatura da nova encíclica do Papa

Os fiéis têm um encontro marcado com o Papa Francisco neste sábado, 3 de outubro.

A Rádio Vaticano/Vatican News transmitirá a missa presidida pelo Pontífice junto ao túmulo de São Francisco, na cidade de Assis, ao vivo a partir 14h55 locais (09h55 no horário de Brasília).

Será possível acompanhar a cerimônia através do nosso site vaticannews.va/pt e do nosso canal no YouTube e no Facebook, com comentários em português.

Devido à situação sanitária, é desejo do Santo Padre que a visita a Assis se realize de forma privada, sem a participação dos fiéis.

Ao final da cerimônia, o Papa assinará sua nova encíclica, “Fratelli tutti”, sobre a fraternidade e a amizade social.

Concluído o evento, o Santo Padre regressará ao Vaticano.

Do Vatican News


r87

Papa Francisco: “Vocês sabem como as ditaduras fazem para destruir uma pessoa?”

O Papa Francisco fez esta semana um lembrete crucial na polarização ideológica que vivemos. Como destruir instituições ou pessoas? Começando a falar mal delas. Foi à “comunicação caluniosa” que o Papa Francisco dedicou uma de suas homilias na Casa Santa Marta.

A sua reflexão parte da história de Nabot, narrada na Primeira Leitura, do Livro dos Reis.

O rei Acab deseja a vinha de Nabot e lhe oferece dinheiro. Aquele terreno, porém, faz parte da herança dos seus pais e Nabot rejeita a proposta. Então Acab fica chateado, “como as crianças quando não conseguem o que querem“.

Sua cruel esposa, Jezabel, aconselha o rei a acusar Nabot de falsidade, matá-lo e assim tomar posse da sua vinha. Nabot – notou o Papa – é um “mártir da fidelidade à herança” que tinha recebido de seus pais: uma herança que ia além da vinha, porque era “uma herança do coração”.

Os mártires condenados com as calúnias
Para Francisco, a história de Nabot é paradigmática da história de Jesus, de Santo Estêvão e de todos os mártires que foram condenados num cenário de calúnias. Mas é também paradigmática do modo de proceder de tantas pessoas, de “tantos chefes de Estado ou de governo”: começa-se com uma mentira para “depois destruir uma pessoa, uma situação, com aquela calúnia”.

Como as ditaduras adulteram a comunicação

“Também hoje, em muitos países, é usado este método: destruir a livre comunicação”. O Papa mencionou um exemplo: se existe uma legislação sobre a mídia, cancela-se aquela legislação e se concede todo o aparato da comunicação a uma empresa, a uma sociedade que faz calúnia, diz falsidades, enfraquece a vida democrática. Depois vêm os juízes para julgar as instituições enfraquecidas, as pessoas destruídas, e condená-las. Assim vai adiante uma ditadura. As ditaduras, todas, começaram assim, adulterando a comunicação para colocá-la nas mãos de uma pessoa sem escrúpulos, de um governo sem escrúpulos.

A sedução dos escândalos

“Também na vida cotidiana é assim. Se quero destruir uma pessoa, começo com a comunicação: falar mal, caluniar, dizer escândalos”. E comunicar escândalos, prosseguiu o Papa Francisco, é um fato que gera enorme sedução. Seduz-se com os escândalos. As boas notícias não são sedutoras: “Sim, que bonito o que fizeram!” Mas passa… Já um escândalo: “Mas você viu? Viu só? Você viu o que o Fulano fez? Aquela situação… Mas assim não dá, não tem como!” E assim a comunicação cresce – e aquela pessoa, aquela instituição, aquele país acaba na ruína. No fim das contas, não se julgam as pessoas: julgam-se as ruínas das pessoas ou das instituições, porque elas não podem se defender.

A perseguição promovida pelas ditaduras

“A sedução do escândalo na comunicação destrói“, como aconteceu com Nabot, que só queria ser fiel à herança dos seus antepassados, sem vendê-la. Neste sentido, também é exemplar a história de Santo Estêvão, que faz um longo discurso para se defender, mas aqueles que o acusavam preferem apedrejá-lo em vez de ouvir a verdade. “Este é o drama da avidez humana”, afirma o Papa.

Muitas pessoas, muitos países foram destruídos por ditaduras malignas e caluniosas. Pensemos, por exemplo, nas ditaduras do século passado ou na perseguição contra os judeus, sugeriu o Papa, que, recentemente, desmascarou a brutalidade do regime comunista soviético. Uma comunicação caluniosa contra os judeus e eles acabavam em Auschwitz, porque, dizia-se, “eles não mereciam viver“. É um horror, mas um horror que acontece hoje: nas pequenas sociedades, nas pessoas e em muitos países. O primeiro passo é se apropriar da comunicação e, depois da destruição, vem o julgamento e a morte.

Reler a história de Nabot

O Apóstolo Tiago fala precisamente da “capacidade destrutiva da comunicação malvada“, recordou o Papa, que, ao encerrar a homilia, exortou os fiéis a relerem a história de Nabot no capítulo 21 do Primeiro Livro dos Reis e a pensarem em “tantas pessoas destruídas, em tantos países destruídos, em tantas ditaduras com ‘luvas brancas’” que destruíram sociedades inteiras.

Com informações de Vatican News e Aleteia


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Mártires de Cunhaú e Uruaçu serão canonizados em 15 de outubro

De acordo com a Rádio Vaticano, o Papa Francisco presidiu, nesta quinta-feira (20/04), o Consistório Ordinário Público realizado na Sala do Consistório, no Vaticano, em que foram definidas as datas de novas canonizações. Os protomártires do Brasil serão canonizados pelo Papa Francisco, em 15 de outubro próximo, na Basílica de São Pedro.

Os futuros santos são: André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, sacerdotes diocesanos, e Mateus Moreira e seus vinte e sete companheiros leigos, que em 1645, no Rio Grande do Norte, derramaram seu sangue por amor a Cristo. Conhecidos como mártires de Cunhaú e Uruaçu foram beatificados no ano 2000.

Em 16 de julho de 1645, o Pe. André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por 200 soldados holandeses e índios potiguares. Os fiéis estavam participando da missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú – no município de Canguaretama (RN). Em 03 de outubro de 1645, três meses depois, houve o massacre de Uruaçú. Padre Ambrósio Francisco Ferro foi torturado e o camponês Mateus Moreira, morto. Os invasores calvinistas não admitiam a prática da religião católica.

Na entrevista concedida a Cristiane Murray, o Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, fala sobre o exemplo que os protomártires dão hoje para a humanidade, confira o áudio:


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