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UFRN

Mestrado em Saúde Coletiva abre inscrições para processo seletivo

Foto: Cícero Oliveira/UFRN

O Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva (PPgSacol), da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa), abre, no dia 9 de março, inscrições de processo seletivo para ingresso no mestrado, com inícios das aulas no período letivo 2023.2. Os pedidos de isenção de pagamento da taxa de inscrição podem ser realizados entre os dias 24 de fevereiro e 5 de março, segundo o edital.

São oferecidas, ao todo, 28 vagas, sendo 19 para demanda de ampla concorrência, quatro destinadas ao atendimento de pessoas pretas, pardas ou indígenas ou para pessoas de origem quilombola, três voltadas para pessoas com deficiência e duas vagas complementares de capacitação interna de servidores efetivos ativos do quadro permanente da UFRN.

Para realizar a inscrição, o candidato deverá encaminhar a documentação pelo sistema eletrônico de processos seletivos da UFRN, por meio do Sigaa, com o acesso pelo Sistema Federal do gov.br, que irá direcionar ao ambiente do pedido de inscrição. Se o candidato não for cadastrado, o sistema o conduzirá para um formulário para que seja feito o cadastro. Após gerar o login, no primeiro acesso, o candidato será consultado sobre a autorização de compartilhamento de seus dados pessoais de inscrição com a UFRN e deverá clicar no botão escrito Autorizar para prosseguir com o processo.

A seleção ocorre em quatro etapas, que são: a homologação das inscrições solicitadas, a arguição com análise do plano de trabalho contemplando as atividades que serão realizadas ao longo do curso, a análise do currículo e o processo de heteroidentificação para candidatos negros, pretos e pardos. O resultado de cada etapa da seleção será inserido na área do candidato pela página eletrônica do processo seletivo, por meio do Sigaa, e no site oficial do Programa. O resultado final será divulgado com base na classificação dos candidatos, no dia 13 de junho.

O Mestrado em Saúde Coletiva busca formar profissionais na área de Saúde Coletiva com ênfase na pesquisa e no ensino, para enfrentarem as demandas sociais submetidas a eles. O PPgSacol atua em duas linhas de pesquisa: Epidemiologia e condições de vida e saúde da população e Trabalho, Educação e a produção social do processo saúde-doença.

Facisa testa equipamento para auxiliar na remoção de secreções pulmonares em bebês

Pesquisadores da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa/UFRN) realizam uma pesquisa a fim de testar um equipamento brasileiro desenvolvido para auxiliar na remoção de secreções pulmonares em bebês. A iniciativa é da Liga Acadêmica de Fisioterapia Neonatal e Pediátrica (Lafinp) da Facisa e está buscando colaboradores. O público-alvo são bebês saudáveis, com três a seis meses de idade. A participação pode ser agendada via WhatsApp, pelo contato (84) 99629-6507.

A pesquisa faz parte da dissertação de mestrado da aluna Mayara Costa, sob orientação da professora Karolinne Monteiro. Segundo a mestranda, o desenvolvedor do equipamento, Admilson Marin, buscava uma universidade que demonstrasse interesse em promover uma pesquisa para testar esse equipamento com bebês e, a partir disso, iniciou-se a parceria para o uso do Expector® na Facisa.

Antes de ser iniciado o teste, cuja duração aproximada é de 45 minutos, o bebê vai passar por uma avaliação acerca de seu estado de saúde. Em caso de infecções respiratórias, a família receberá orientações dos cuidados necessários a serem tomados. Mayara Costa explica que durante o processo o acompanhante fica sentado confortavelmente, enquanto o bebê permanece no canguru cerca de 15 minutos.

“Nesse momento será observado apenas o comportamento do bebê e algumas perguntas serão feitas ao responsável sobre o conforto durante o uso do equipamento. Após os 15 minutos no Expector®, o bebê será removido de lá e avaliado novamente deitado sobre a maca. Nenhuma das avaliações é invasiva, todas são realizadas por observação desses parâmetros”, explica a mestranda.

O Expector® é responsável por mobilizar e remover secreções dos pulmões dos bebês. O equipamento também já é utilizado na versão colete, sendo destinado para adultos. Já para o público materno-infantil, a versão apresenta o formato de canguru, funcionando por meio de mini motores que ficam presentes no corpo do acessório e que vibram com uma frequência de até 3.300 variações por minuto, gerando o deslocamento da secreção até que ela saia dos pulmões.

Mayara Costa ainda ressalta que o uso desse equipamento poderá contribuir, no futuro, para a prevenção de infecções respiratórias, principalmente nas crianças que já possuem alguma condição crônica responsável pelo acúmulo de secreção pulmonar. Ela também explica que o Expector® pode auxiliar quando o bebê passa por uma infecção respiratória que resulta no acúmulo de secreção no pulmão, permitindo então o uso tanto no caso de internamentos, bem como no ambiente domiciliar, sem necessitar da presença contínua do terapeuta durante os cuidados.

A aluna explica que inicialmente estão testando a viabilidade e o conforto do uso do equipamento em bebês saudáveis. Segundo ela, após a obtenção dos resultados desses testes iniciais, eles serão divulgados e, caso mostrem que é confortável para o bebê e seu responsável, um novo estudo será desenhado para avaliar a resposta em bebês com alguma doença respiratória.

Por Ana Paula Nóbrega da Agecom/UFRN

UFRN e Governo do Estado firmam parcerias

Parcerias entre a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e o Governo do Estado foram firmadas nesta quinta-feira, 22, em solenidade na Escola de Governo. O reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo, assinou convênios para a operação e manutenção da rede do governo atendida pela Infovia Potiguar, além da destinação de vagas para servidores estaduais no Mestrado Profissional em Gestão Pública. Na ocasião, ainda houve o anúncio de novo convênio com o Programa de Residência em Tecnologia da Informação (TI) e o lançamento da Biblioteca Virtual Luiz Felipe Fernandes Freire, que reúne produções científicas de diversas instituições, inclusive a UFRN.

A Infovia Potiguar é uma rede de dados de alta velocidade, construída com fibras ópticas, que inicialmente irá conectar nove municípios potiguares: Mossoró, Currais Novos, Caicó, Santa Cruz, Ipanguaçu/Açu, Ceará-Mirim, João Câmara, São Gonçalo do Amarante e Pau dos Ferros. A gestão dessa rede será compartilhada por instituições parceiras, entre elas a UFRN, por meio do Núcleo de Redes Avançadas (NuRA – POP-RN). A segunda fase, já em construção, irá interligar Santa Cruz a São José de Mipibu, construindo as redes de Nova Cruz e Canguaretama. Após a chegada de recursos adicionais, mais 10 cidades serão atendidas.

“Esse é um dos projetos de maior importância para o desenvolvimento socioeconômico do Estado”, destacou o reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo, que também ressaltou a importância da parceria para a capacitação profissional, por meio do Mestrado Profissional em Gestão Pública, cujas vagas para servidores estaduais serão ofertadas em 2023. Por sua vez, o convênio com o Programa de Residência em TI, que já possibilitou avanços na estrutura da rede da folha de pagamento do Estado, será renovado para que os residentes utilizem um sistema de inteligência na gestão dessa rede.

A solenidade contou com a presença da governadora do Estado, Fátima Bezerra, do reitor do Instituto Federal do RN, José Arnóbio de Araújo Filho, além de secretários e outros representantes do governo estadual.

Evento da Facisa discute os avanços científicos na socialização familiar

O curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa/UFRN) promove evento com objetivo de discutir os avanços científicos relacionados ao contexto social da família. A ação, intitulada 1° Conferência de socialização familiar e desenvolvimento psicológico e social de crianças e adolescentes, acontece nesta quarta-feira, 21, a partir das 14h, no auditório da Facisa. Para participar, os interessados podem se inscrever gratuitamente acessando o Sigaa.

Com a temática La investigación sobre familia y bienestar de los hijos: nuevos avances científicos, o evento conta com a participação de Óscar Garcia, professor do Departamento de Psicologia do Desenvolvimento e da Educação da Universidade de Valência, na Espanha. A ação é destinada à comunidade acadêmica da Facisa e aberta a docentes e graduandos de qualquer instituição de ensino superior.

Pablo Queiroz, docente do curso de Psicologia da Facisa e coordenador do evento, esclarece que a ideia da ação surgiu da parceria com Óscar Garcia e Fernando Garcia, professores da Universidade de Valência. “Fui convidado a apresentar uma conferência ligada a temáticas relacionadas à família e à sociedade digital e, a partir dessa experiência, observamos que havia a possibilidade de o professor Óscar vir ao Brasil e apresentar essa conferência como forma de permitir essa troca de experiências e conhecimentos”, destaca.

Durante o evento, as pesquisas apontam, por exemplo, quais famílias usam mais as punições físicas e quais usam mais os castigos verbais. As pesquisas buscam também relacionar indicadores de desenvolvimento psicológico e social com questões relacionadas a autoestima e autoconceito. De acordo com o professor Pablo Queiroz, essa conferência se torna importante porque pode ser aplicada em diferentes âmbitos da área da Psicologia, nos aspectos clínicos ou em outros campos.

“Acredito que essa conferência proporciona um benefício para todos os participantes, visto que a nossa expectativa é para que esse conhecimento possa transformar as práticas em diferentes níveis. A partir do nosso debate, as pessoas podem ver que essa ação é importante tanto para o contexto profissional como o do pensamento, na posição de pessoa que está inserida numa família e que pode refletir os efeitos dessa ações”, explica o professor Pablo Queiroz.

O docente ainda pontua que o evento é uma maneira de fortalecer a internacionalização na UFRN, consolidando as publicações e as parcerias internacionais. “Além dessas participações, levamos também em consideração a relação do desenvolvimento da Psicologia com a área da saúde como forma de levantar as bandeiras dessas formas de socialização familiar relacionada à saúde mental”, complementa.

Por Ana Paula Nóbrega de Agecom/UFRN

Facisa promove a 6ª edição do Natal na Praça

A Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa/UFRN) celebra os festejos de final de ano juntamente com toda a comunidade acadêmica durante a 6° Edição do Natal na Praça. A ação acontece nesta quarta-feira, 14, a partir das 18h, no largo da Facisa. Para adquirir a senha de entrada, os interessados devem doar 1kg de alimento não perecível ou um item de higiene pessoal.

O momento é aberto ao público interno e externo da Facisa e contará com sorteios de brindes, bem como a apresentação de atrações musicais, conduzidas pela Banda de Música Mestre de João Roberto Paz e União e pelo grupo Pagode entre Amigos. Além desses momentos, haverá também um jantar compartilhado, em que os participantes podem levar um prato para ajudar na integração da mesa do jantar.

Vanessa Pinheiro, secretária de direção da Facisa, e Gláucio Tavares, bibliotecário da Facisa, integrantes da comissão do evento, explicam que o Natal na Praça está sendo retomado após dois anos sem realização em virtude da pandemia da covid-19. Segundo conta, a ação busca proporcionar uma maior integração entre os membros da comunidade acadêmica e com a sociedade residente do município de Santa Cruz.

“Estamos na 6ª edição do evento, que se iniciou no ano de 2015, por meio de um movimento estudantil e da gestão da Facisa na época, unindo estudantes, professores, técnicos, terceirizados e a comunidade vizinha. É um momento de confraternização da comunidade, além de que apresenta um caráter solidário, uma vez que arrecadaremos os alimentos e os itens de higiene pessoal para posteriormente distribuir entre as instituições e famílias carentes do município”, complementam os organizadores da ação.

Vanessa Pinheiro ainda esclarece que este ano espera a mesma adesão que ocorreu nos anos anteriores, com boa participação do público. “Nosso evento se estende até as 22h, garantindo aos participantes ótimos momentos de descontração. Para ajudar com os sorteios dos brindes, tivemos auxílio do comércio local, além das instituições parceiras, como a Caixa Assistencial Universitária do Rio Grande do Norte (Caurn), da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Adurn) e do Sistema de Cooperativas do Crédito do Brasil (Sicoob)”, completa.

Matéria de Ana Paula Nóbrega de Agecom/UFRN

Identificar o recalque: aparelho criado na UFRN facilita identificação de problema na construção civil

Uma solução para o monitoramento automático das diferenças de deslocamentos verticais entre duas edificações baseado no processamento digital de imagens. Trata-se de mais uma nova tecnologia desenvolvida na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com depósito de pedido de patente realizado no mês de agosto. Denominado Dispositivo para cálculo de recalque relativo ou RedeRecalque, o novo produto é formado por um apontador laser instrumentado e um sistema embarcado para captação e processamento de imagens. A invenção contou com a participação dos cientistas Allan de Medeiros Martins, Samaherni Morais Dias e Kurios Iuri Pinheiro de Melo Queiroz, todos professores do Departamento de Engenharia Elétrica da Instituição.

Esses deslocamentos descendentes na construção civil são também chamados de recalques, ocorrem em virtude do carregamento natural da estrutura e são bastante comuns. Contudo, devem se manter dentro de um intervalo admissível especificado no projeto das fundações, pois, caso contrário, pode ocorrer o comprometimento do prédio. Um exemplo é quando um pilar “afunda” em uma medida destoante em relação a outro pilar, podendo causar danos como trincas e ranhuras e, em casos mais extremos, até o colapso parcial ou total da estrutura. Para além disso, a segurança dos trabalhadores envolvidos na obra pode ser afetada.

Atualmente, essa medição da diferença é marcada pela imprecisão e utiliza o teodolito, instrumento capaz de medir angulação de objetos diversos, desde edifícios e torres até mesmo plantas, com uso disseminado em áreas como meteorologia e navegação. Na construção civil, usualmente cabe a um topógrafo operá-lo. O profissional faz, manualmente, a anotação dos ângulos e necessita sempre de alguém o auxiliando para conseguir realizar a medição e o alinhamento dos ângulos durante o levantamento – o que implica lentidão no processo. Além disso, um outro ponto fraco é que o aparelho não realiza a leitura de distâncias.

“A nossa invenção diminui erros de medição que poderiam comprometer a construção e permite a medição continuada, gerando um acompanhamento do recalque que não é possível com o método tradicional”, explica Allan de Medeiros Martins. Uma curiosidade que contorna o desenvolvimento da tecnologia é que uma pesquisa em astrofísica é a raiz do algoritmo utilizado no sistema da RedeRecalque, já que o mesmo “sistema de cálculos” é usado para medir, com exatidão, a posição das estrelas e buscar planetas fora do Sistema Solar. “Isso caracteriza uma importantíssima ligação entre ciência pura, a Astrofísica, e aplicações de engenharia, provando a importância dos estudos teóricos que constantemente levam a aplicações práticas em áreas, a princípio, bem distintas”, ressalta Samaherni Morais Dias.

Cotitular da UFRN no pedido de patente e especializada em fundações especiais para obras, a empresa FundaSolos já utiliza o sistema em medições. A aferição é realizada observando-se os deslocamentos verticais de um ponto luminoso projetado na edificação monitorada em relação à primeira posição registrada pelos equipamentos. O sistema é composto por quatro partes: um sensor fotoelétrico, responsável por captar as imagens do ponto luminoso, uma unidade central de processamento, um sistema de comunicação para receber e enviar dados e um conjunto de sensores capazes de medir a pose tridimensional do sensor.

O RedeRecalque dispensa o uso de lentes óticas e filtros físicos utilizados na maioria das invenções, já que o sensor fotoelétrico é posicionado ao lado de uma área de interesse na superfície da edificação monitorada, em que o ponto luminoso é projetado. Kurios Iuri Pinheiro de Melo Queiroz pontua ainda que, adicionalmente, a invenção corrige o efeito negativo de vibrações mecânicas que possam surgir no laser, procedimento não observado nas demais invenções. “As duas características citadas são implementadas por meio de software na etapa de processamento digital das imagens”, acrescenta.

O projeto que resultou na descoberta científica foi desenvolvido pelo Laboratório de Automação, Controle e Instrumentação (Laci), do Departamento de Engenharia Elétrica do Centro de Tecnologia. Nele, os três inventores desenvolveram algoritmos, sensor, transmissor e elaboraram estratégias de produção.

Vitrine Tecnológica

A UFRN mantém uma vitrine tecnológica com todos os pedidos de patentes e as concessões já realizadas, bem como com os programas de computador que receberam registro do Inpi. A lista está disponível para acesso e consulta no site da Agência de Inovação (Agir), mesmo local em que os interessados obtêm informações a respeito do processo de licenciamento.

Dentro da Universidade, a Agência é a unidade responsável pela proteção e gestão dos ativos de propriedade intelectual, como patentes e programas de computador. As notificações de invenção, passo inicial de todo o processo, são feitas por meio do Sigaa, na aba “pesquisa”. A equipe da unidade oferece suporte para análise preliminar do pedido, auxilia na escrita do depósito, indica necessidade de possíveis alterações e realiza os trâmites burocráticos, como pagamentos das taxas.

Foto: Cícero Oliveira

UFRN é classificada entre as melhores universidades do mundo

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está, mais uma vez, entre as melhores universidades do mundo, conforme o Times Higher Education World University Rankings 2023. A instituição está inserida entre as 1.201-1.500 na classificação geral e ocupa a 21ª posição entre todas as instituições brasileiras, o que corresponde a 20 posições à frente da colocação atingida no ranking anterior. Entre as universidades federais do Brasil, a UFRN saltou de 27ª em 2022 para a 13ª posição em 2023 – a melhor conquistada nos últimos cinco anos.

O ranking britânico inclui universidades em 104 países e regiões, com a classificação realizada a partir da análise de 13 indicadores de desempenho nas áreas de ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectivas internacionais. Cada universidade recebe um perfil detalhado, a fim de ajudar alunos, professores e gestores na tomada de decisões. Na avaliação de 2023, a UFRN teve como destaques os pilares de pesquisa e citações internacionais de trabalhos realizados na instituição.

De acordo com o reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo, as melhorias nos resultados alcançados nos últimos anos estão associadas ao compromisso pela oferta de educação com qualidade na instituição, onde existe uma política de qualidade acadêmica dos cursos. “É importante ressaltar que esses resultados somente foram possíveis por meio do compromisso de toda a comunidade universitária, envolvendo estudantes, docentes e técnicos”, destaca.

Facisa promove grupo online para manejo da ansiedade

A Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa/UFRN) promove grupo online e gratuito com objetivo de proporcionar um espaço de troca de experiências acerca da ansiedade. A ação, destinada especialmente a graduandos da Facisa e do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), do campus Santa Cruz, inicia-se na próxima sexta-feira, 21, via Google Meet. Interessados podem se inscrever preenchendo este formulário.

No total serão promovidos seis encontros, a serem realizados todas as sextas-feiras a partir das 15h. Por meio de debates e diálogos, o grupo tem como objetivo promover o aprendizado acerca de estratégias para enfrentar problemas relacionados à ansiedade. O grupo possibilitará aos alunos a discussão de maneiras para descobrir as causas da ansiedade, bem como estratégias para lidar com essa questão de um modo mais prático.

A psicóloga da Clínica-Escola de Psicologia da Facisa, Érika Vanessa, esclarece que “o grupo foi pensado como uma ação de promoção e prevenção da saúde mental para os discentes. Ainda segundo a sua perspectiva, a ação possibilita o compartilhamento de vivências com outras pessoas que passam por situações semelhantes, e isso proporciona que cada integrante descubra seus limites e suas diferenças individuais”, complementa.

De acordo com Érika Vanessa, uma das principais queixas de sofrimento psíquico dos alunos está relacionada à ansiedade. “Intensa carga horária de estudos, nível de exigência da formação, necessidade de lidar com responsabilidade de uma maior independência e expectativa sobre o êxito acadêmico são exemplos de fatores responsáveis pelo sofrimento psíquico nos discentes e que são comprovados em pesquisas acadêmicas”, conclui.

O grupo é organizado com o apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proae) e pelo Serviço Escola de Psicologia Aplicada (Sepa) da Facisa. Em caso de dúvidas ou para mais informações, os interessados podem contatar o Perfil da Facisa no Instagram.

FACISA busca voluntárias para pesquisa sobre demandas na gestação

Durante a gravidez, grande parte das mulheres se sente em um processo complexo, marcado, principalmente, por incertezas e inseguranças. Pensando nisso, o projeto Gestar & Cuidar, da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa/UFRN), iniciou uma pesquisa no intuito de compreender as demandas biológicas, psicológicas e sociais que afetam a vida feminina durante a gestação.

Para participar da pesquisa é necessário ser mulher na faixa etária entre 18 a 34 anos e estar grávida de feto único. Gestantes de qualquer localidade do Brasil que tenham acesso à internet, como também a aparelhos eletrônicos que realizam videochamadas podem contribuir com as respostas. As interessadas em colaborar devem responder a este questionário até dia 13 de agosto. As voluntárias levam em média 10 minutos para responder a todas as perguntas.

De acordo com Vanessa Sousa, docente e coordenadora do projeto, após a obtenção das respostas elaboradas no formulário, a pesquisa vai servir para a realização de rodas de conversas com as gestantes. Esse momento visa a coleta de informações sobre as principais demandas biopsicossociais que estejam relacionadas à gravidez, segundo a percepção das participantes. “Temos por finalidade montar um instrumento de avaliação multidimensional, baseado na Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade, Saúde e Gravidez (CIF) para essas mulheres que estão passando por esse processo”, pontua.

O Projeto, totalmente gratuito, desenvolve suas atividades desde 2018. A ideia surgiu a partir da necessidade de informar tanto as gestantes quanto os acompanhantes acerca de assuntos relacionados não só à gestação como também ao parto, pós-parto, cuidados com o bebê e direitos da mulher grávida. Pela colaboração de voluntários dos cursos da saúde da Facisa, são realizadas rodas de conversas e dinâmicas interativas com apoio interprofissional para sanar dúvidas dos participantes.

Vanessa lembra que a gestação é um período da vida em que ocorrem inúmeras mudanças que não estão relacionadas apenas aos aspectos biológicos da mulher, mas também aos emocionais e sociais. Segundo ela, tendo em vista que a gestante deve ser protagonista do período gravídico, é importante que os profissionais de saúde sejam sensíveis a essas demandas biopsicossociais relatadas para que, nessa fase, a gestante possa receber orientações, bem como assistência global.

FACISA faz seleção para mestrado em Ciências da Reabilitação

Foto: Cícero Oliveira/UFRN

O Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação (PPGCREAB), vinculado à Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa) da UFRN, está com inscrições abertas para mestrado. Interessados podem solicitar a inscrição no processo seletivo até o dia 19 de agosto. Todos os documentos necessários listados no edital devem ser enviados via Sigaa.

O programa possui duas linhas de pesquisa. A primeira, Reabilitação Neurológica, investiga diferentes modelos de avaliação e reabilitação ligados à área, englobando o estudo do aprendizado e o controle motor nessas condições. É responsável por analisar os mecanismos de adaptação do sistema neurológico, avaliando e intervindo na neurologia infantil, adulta e idosa. Já a segunda linha de pesquisa – Intervenção no Sistema Musculoesquelético e Cardiorrespiratório – observa os métodos e recursos utilizados na avaliação e intervenção relacionados a esses sistemas, em indivíduos com ou sem disfunções orgânicas.

No total, são ofertadas 14 vagas, sendo destinadas para as Ciências da Reabilitação, ou para profissionais da área da saúde. O candidato com deficiência e a candidata lactante que possuírem necessidades especiais para a realização das provas, deverão preencher o requerimento de atendimento especial disponibilizado na página eletrônica do Programa. É preciso anexar o formulário de solicitação de inscrição, o requerimento de atendimento especial e o atestado médico com a descrição de necessidade especial.

O processo seletivo apresenta quatro etapas: homologação das inscrições solicitadas; prova escrita, sendo realizada presencialmente no município de Santa Cruz, na sede da Facisa; análise e defesa oral do anteprojeto de pesquisa desenvolvido pelos candidatos; e verificação dos currículos Lattes. Os resultados de cada etapa estarão disponíveis na página oficial do Programa. Mais informações constam no edital, e em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato com a coordenação de pós-graduação pelo e-mail ppgcreab@facisa.ufrn.br.

Facisa promove seminário de psicologia perinatal

Foto: Cícero Oliveira

A psicologia perinatal atua no processo de compreensão dos fenômenos psicológicos que estão em torno do nascimento e do período após o parto. Essa área lida com a parentalidade e a perinatalidade, promovendo o acolhimento, autoconhecimento e equilíbrio emocional das mães no pós-parto. Pensando nisso, a Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa) realiza o 1° Seminário de Psicologia Perinatal do Trairí: Cuidado materno no ciclo gravídico-puerperal.

O evento foi idealizado com o objetivo de ampliar discussões acerca do cuidado e da assistência materna e infantil às gestantes da região do Trairí no ciclo gravídico-puerperal, estágio que se inicia na gravidez e vai até o parto. Na iniciativa, são evidenciados debates referentes às necessidades das mães de áreas rurais e interioranas, as quais têm menos acesso aos cuidados de saúde mental, como afirma Sebastião Elan, professor de Psicologia e coordenador da ação.

“O acesso é bem menor até à assistência qualificada a uma gestação que seria de alto risco”, defende Sebastião. Ele explica que, mesmo com a proposta de interiorização, a assistência médica é dificultada para as mães da região e, por isso, precisam se deslocar para o município de Natal. No seminário, também se procura entender como está acontecendo o amparo e cuidado com as mães da região, juntando informações que motivem uma atuação ainda maior no local.

O puerpério, por ser o período do início do parto até a volta às condições de pré-gravidez, é o momento mais importante de ser dado o apoio à mãe, tendo em vista a vulnerabilidade acentuada da mulher nessa etapa, como aponta o professor. Nesse sentido, as intervenções são realizadas como uma forma de combater transtornos que possam ser desenvolvidos no momento de sensibilidade. “É quando o bebê nasce, que o foco sai da mãe para o filho e, por exemplo, às vezes ela não tem o apoio social, o da família, o do companheiro”, argumenta.

No evento, serão feitos debates sobre temas da psicologia perinatal, com a possibilidade de tirar dúvidas com os ministrantes. O seminário é destinado não só aos discentes e profissionais de saúde, mas também à comunidade externa. Com inscrições feitas pelo Sigaa até o dia do evento, no dia 21, a ação acontece das 7h30 às 17h, no auditório da Facisa.

A programação completa está disponível no Sigaa.

Facisa oferece acolhimento psicológico em Santa Cruz

Com caráter emergencial e singular, o acolhimento psicológico busca auxiliar pacientes em questões emocionais que causam danos e impactam negativamente a saúde mental. Por intermédio da escuta e orientação, neste ano o suporte permanece sendo contemplado pela Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa/UFRN), localizada em Santa Cruz (RN), que, apenas em 2021, realizou 483 atendimentos individuais a um público de aproximadamente 62 pessoas. O trabalho é feito pelo Serviço Escola de Psicologia Aplicada (Sepa/Facisa), responsável por desempenhar um importante papel na formação continuada de profissionais e alunos do campo da psicologia.

O acolhimento, aponta a psicóloga Melanie Moura Medina Gurgel, atuante no Sepa, funciona como uma porta de entrada aos indivíduos que buscam o primeiro contato com o serviço de psicologia. “Nele os interessados poderão falar sobre o que os trouxe ao serviço e, a partir dessa escuta inicial, que pode levar mais de um encontro, dar seguimento ou não ao atendimento psicoterapêutico. Além de tratar de transtornos e sofrimentos psicológicos, a psicoterapia pode ter função emancipatória, de desenvolvimento, promoção da saúde e autoconhecimento, de modo que o diagnóstico pode variar conforme o caso e as demandas apresentadas”, esclarece.

A expectativa é de que neste ano o Sepa continue contribuindo com a saúde da população local e possibilite atendimentos presenciais aos que não conseguiram alcançá-los na modalidade online. Ligado à Clínica Integrada da Facisa, o projeto integra pesquisa, ensino e extensão com o objetivo de disponibilizar à comunidade interna e externa o acesso a variadas modalidades de intervenção psicológica. No estudo discente, o espaço permite articular a formação dos graduandos em psicologia com metodologias que fomentam o desenvolvimento de competências na área e, consequentemente, promovem maior qualificação no acolhimento dos pacientes locais.

Estão dentro das ações da clínica os projetos de plantão psicológico, orientação profissional, grupos terapêuticos, avaliação psicológica e consultoria organizacional. A escolha das atividades depende das necessidades de aprendizagem observadas nos graduandos em psicologia e das demandas relatadas pela população de Santa Cruz (RN). Além disso, o serviço contempla salas de atendimento coletivo e individual aos públicos infantil e adulto.

As vagas para atendimento são limitadas, considerando a capacidade de espaços e o número de estagiários e profissionais ligados ao Sepa, e seguem o período de 11 a 13 de abril, na sequência, acontece também entre os dias 18 a 20 do mesmo mês. Para usufruir do serviço, é necessário ter a partir de 16 anos de idade e comparecer presencialmente no Anexo I da Facisa, onde funcionava a antiga escola municipal Miguel Lula de Farias, para realização do agendamento.

Pesquisa revela que menos jovens têm interesse em registrar título de eleitor

Foto: Cícero Oliveira – Agecom/UFRN

Entre os dias 14 e 18 de março, na Semana do Jovem Eleitor, aconteceu a campanha #RolêDasEleições com a finalidade de incentivar pessoas com 16 e 17 anos a registrar o título de eleitor. Até o dia 4 de maio é preciso que os eleitores regularizem a situação no cartório eleitoral. No caso dos jovens, é necessário tirar o título antes, mas o engajamento das pessoas dessa faixa etária foi o mais baixo da história.

Segundo análise do Observatório do Nordeste para Análise Sociodemográfica (ONAS), do Departamento de Demografia e Ciências Atuariais (DDCA) da UFRN, foram percebidas modificações na estrutura etária no Brasil, incluindo o Rio Grande do Norte, revelando a diminuição na quantidade de jovens no país. Chamada de transição demográfica, esse processo acontece a partir do momento em que ocorre uma baixa nas taxas de mortalidade, seguida pela queda nas de natalidade. “Além disso, o Brasil se encontra numa etapa de queda acentuada da natalidade”, completa o professor Ricardo Ojima, responsável pela pesquisa.

Uma das consequências disso é o estreitamento da base da pirâmide, ou seja, a faixa etária mais jovem foi afetada e diminuiu ao longo dos anos. A divulgação dos gráficos da pirâmide etária do Rio Grande do Norte em 1970, em comparação com a de 2010, expõe que houve uma menor participação infantil, isto é, a queda das taxas de natalidade no estado ocorre a mais de uma década. Na pesquisa, é possível expor ainda que, desde 2010, houve uma maior participação feminina nas eleições.

Ao comparar o período entre 1991 e 2010, fica mais claro como essa modificação ocorre. Em 1991, a quantidade de jovens com 16 e 17 anos no Rio Grande do Norte era de 107,8 mil pessoas. Em 2000, esse número chegou a 122,4 mil, mas em 2010 já caiu para 119,6 mil. Por fim, as projeções mais recentes apontam para que esse grupo de jovens seja hoje de cerca de 108 mil pessoas. Com o crescimento da distância entre as curvas observadas no gráfico da pesquisa é possível analisar que a realização de registros eleitorais caiu entre 2000 e 2022. Enquanto em 2000 o volume chegou a 77,7 mil, em 2022 a queda foi para somente 15,7 mil registros.

O professor afirma ainda que a redução da quantidade de pessoas da faixa etária resultante do processo da transição demográfica não explica por completo a queda nos registros eleitorais de jovens. Sendo a menor participação na história do estado, somente 13% dos jovens de sexo masculino e 16% do feminino mostraram interesse em realizar o registro do título eleitoral. Em 1991, no momento após a consolidação do voto facultativo para as pessoas de 16 e 17 anos, foi observada a participação de adolescentes por volta de 70% no RN.

Apesar de pouco notável, o dado é um sinal do futuro da participação e abstenção política dos potiguares. Como visto no primeiro turno de 2018, por volta de 17,1% de pessoas aptas deixaram de votar. Em 2020, o número subiu para 17,5%. O demógrafo alerta que mesmo com o incentivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há cada vez menos a participação dos jovens nas decisões políticas, com explicações que podem ir de falta de interesse a protesto, envolvendo contextos educacionais, sociais e até econômicos.

UFRN retoma as aulas presenciais no dia 28 de março

Estudantes devem seguir orientações do Protocolo de Biossegurança da UFRN – Foto: Cícero Oliveira

Chegar à Universidade, passar na cantina, bater papo com os amigos, ir à sala de aula e aproveitar mais um dia de aprendizado. Esse dia a dia, que antes parecia comum, nunca foi tão valorizado atualmente, após dois anos de ensino remoto em decorrência da pandemia da covid-19. No dia 17 de março de 2020, as salas de aulas se fecharam, as pessoas foram para casa e, muitas delas, ainda não voltaram a pisar nos campi da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Outras ingressaram na instituição durante a pandemia e, apesar de já serem veteranas, são consideradas calouras quando o assunto é conhecer o campus universitário. Diante dessa realidade, o dia 28 de março traz uma grande expectativa, quando a comunidade estará “De volta à UF” com atividades presenciais.

Entre os estudantes que esperam ansiosos está Luiz Henrique Araújo Dantas, que se formou em Ciências e Tecnologia durante o período remoto, e neste ano ingressa no curso de Engenharia da Computação. Acostumado ao movimento do campus universitário antes da pandemia, o aluno relata que a falta de pessoas lhe causou estranheza quando visitou o local durante as atividades remotas, para demandas ligadas ao estágio na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). “A partir do dia 28 eu poderei ver a transição de um campus deserto para um campus com mais pessoas, além de contar com a companhia dos meus amigos”, comemora.

Ester de Brito, por sua vez, é aluna do curso de Pedagogia desde 2021 e nunca havia conhecido a UFRN até o dia 8 de março, quando visitou o campus central para conceder esta entrevista. Sua primeira experiência presencial contou, obviamente, com o momento inicial de se perder entre as ruas da instituição, além da comum admiração pela beleza da UFRN. “Aqui é lindo”, dizia a universitária, que não escondia a curiosidade de explorar todos os cantos e a empolgação para conhecer pessoalmente o prédio do Centro de Educação, onde assistirá às aulas a partir do dia 28. Natural do município potiguar de Caiçara do Norte, Ester, atualmente, mora com os tios, em São Gonçalo do Amarante, para ficar mais perto da Universidade.

AÇÕES PARA O RETORNO PRESENCIAL

Com a suspensão das atividades presenciais na UFRN, foi dado início ao planejamento para o novo contexto de pandemia. Para tanto, de forma gradual e segura, as atividades presenciais foram retomando, o que exigiu diversas medidas até chegar à aprovação do retorno 100% presencial para o dia 28 de março, conforme decisão dos Colegiados Superiores. Uma iniciativa foi o Protocolo de Biossegurança – documento elaborado por técnicos da segurança do trabalho e aprovado pelo Comitê Covid-19 da UFRN. Outra ação fundamental para o retorno, aprovada por unanimidade pelos Colegiados Superiores, foi a exigência da comprovação do esquema vacinal contra a covid-19.

Em diálogo com a comunidade universitária, também houve o fortalecimento das ações de permanência estudantil durante o ensino remoto, com a oferta dos auxílios instrumental e de inclusão digital, e para a retomada presencial, a exemplo da criação do auxílio para aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs). Outro esforço que tem sido realizado é a reabertura do Restaurante Universitário (RU). Até que os trâmites logísticos sejam concluídos, os estudantes em vulnerabilidade socioeconômica continuarão recebendo auxílio alimentação. Nas Residências Universitárias, para evitar aglomeração, nos próximos meses, a ocupação máxima será de 60%. Os alunos que não forem contemplados com a possibilidade de residir nesses espaços receberão auxílio moradia, por meio de seleção em edital.

A garantia do transporte circular no campus central é outra pauta constante nas reuniões da gestão universitária com os órgãos responsáveis pela mobilidade pública da cidade. Nessa perspectiva, no dia 4 de março deste ano, a Reitoria enviou ofício para a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), informando o retorno das aulas e demais atividades de forma presencial e ressaltando a necessidade do transporte circular gratuito para a comunidade universitária.

Um espaço de grande circulação é a Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), que estará aberta das 7h30 às 22h, no início do ano letivo. Adequando-se ao novo protocolo de limpeza, os espaços serão abertos gradativamente, começando pelas áreas de acervo, seguidas pelos serviços de visitas e treinamentos, que serão agendados. Ao longo do mês de abril, há ainda a previsão de abertura das salas de estudo.

As cantinas, quiosques e copiadoras também fazem parte do cotidiano dos universitários, por esse motivo, a UFRN realizou licitação e convocou os novos cessionários para assinatura dos contratos. Espera-se que esses espaços estejam em funcionamento no retorno presencial, para o qual também foi planejada a aquisição dos produtos de limpeza exigidos no Protocolo de Biossegurança.

NAS SALAS DE AULA

Os Centros, Institutos e Unidades Acadêmicas são responsáveis por preparar as principais estruturas frequentadas pelos estudantes, como as salas de aulas e os laboratórios, por exemplo.

Na Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa), em Santa Cruz, as atividades práticas dos componentes curriculares acontecem de forma presencial desde o mês de janeiro de 2021, seguindo as orientações do Protocolo de Biossegurança da UFRN. Além disso, foram estabelecidos protocolos e novos fluxos para o enfrentamento da pandemia de covid-19 junto aos setores, entre eles a clínica integrada, o setor de aulas, a biblioteca e o almoxarifado. Para 2022.1, foram reiterados os procedimentos em vigor na Facisa, como a manutenção e preparação dos espaços adequados para realização das aulas e outras atividades nos Blocos I e II e no anexo Miguel Lula de Farias.

“Hoje, mesmo com as irreparáveis vidas perdidas, estamos voltando para um novo recomeço. Nossos reencontros serão marcados por desafios que serão superados, ou ao menos, minimizados, com o nosso acolhimento, união e perseverança na arte de se reinventar para cumprir nossa missão de educar e transformar vidas. Cada vez mais convictos de que estamos em uma instituição pública, gratuita, de qualidade, socialmente referenciada, que avançou em sua missão de ser inclusiva e é o despertar de inúmeros sonhos e, com eles, novos desafios para juntos trilharmos em 2022”, destaca Klayton Sousa, vice-diretor da Facisa.

Propesq e Ebserh divulgam bolsas de iniciação científica para inovação

As Superintendências do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC) e do Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB) da Rede Ebserh, em parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) da UFRN, realizam seleção para pesquisadores interessados em desenvolver projetos que visem contribuir para a inovação nos hospitais universitários.

A submissão de projetos e planos de trabalho, atualização do currículo Lattes e área Qualis/Capes podem ser feitas até o dia 3 de abril. O resultado preliminar está previsto para ser divulgado no dia 18 de abril e o resultado final em 29 de abril. Para mais esclarecimentos, a Propesq disponibiliza o e-mail contato@propesq.ufrn.br.

Para se inscrever no edital, o pesquisador deve submeter um novo projeto de pesquisa pelo Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa), indicar uma unidade hospitalar onde será executada a pesquisa, solicitar cota(s) de bolsa, atualizar o Currículo Lattes (CNPq) e a área Qualis (Capes) para avaliação.

O edital nº 02/2022 – Programa de Bolsas de Iniciação Científica nos Hospitais HUOL/MEJC/HUAB – Rede Ebserh oferta 20 bolsas de iniciação científica para alunos da graduação, financiadas com recursos oriundos do CNPq e da UFRN, podendo haver complementação futura advinda de parcerias. Serão concedidas bolsas na modalidade Iniciação Científica (IC), com mensalidades no valor de R$ 400 e vigência de 1º de maio de 2022 até 30 de abril de 2023.

As bolsas destinam-se, exclusivamente, a estimular a participação de estudantes no desenvolvimento de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação que possam contribuir para a geração de tecnologias inovadoras nos Hospitais Universitários (HU) da UFRN administrados pela Ebserh.

UFRN planeja com estudantes retorno acadêmico presencial

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) vem realizando reuniões com a representação estudantil para planejar, conjuntamente, o retorno acadêmico presencial. Nesse sentido, na manhã desta quinta-feira (10), a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proae) dialogou com o Diretório Central dos Estudantes (DCE) sobre as demandas para a retomada das aulas presenciais e o orçamento do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), bem como outros encontros aconteceram também com as Pró-Reitorias de Gestão de Pessoas (Progesp) e de Graduação (Prograd).

O pró-reitor de Assuntos Estudantis, Edmilson Lopes Junior, explicou que as principais demandas dos alunos foram relativas à criação ou ao ajuste de auxílios ofertados pela assistência estudantil. Nessa perspectiva, o DCE também está realizando a “Consulta Estudantil – Retorno Presencial na UFRN”, que pode ser respondida por meio de um formulário on-line.

Já a pró-reitora de Graduação, Maria das Vitórias de Sá, contou que, nos encontros com os estudantes, foram apresentadas questões operacionais sobre as aulas presenciais. A gestora relatou que a Prograd fez a exposição sobre as normativas do retorno acadêmico presencial, momento em que os estudantes esclareceram dúvidas.

De acordo com a pró-reitora de Gestão de Pessoas, Mirian Dantas dos Santos, os alunos fazem parte do Grupo de Acompanhamento do Retorno das Atividades Presenciais e participaram, ativamente, da construção da proposta de resolução sobre o “Passaporte Vacinal”. Nessa perspectiva, a comunidade universitária pode realizar, até o dia 25 de fevereiro, os procedimentos relativos à comprovação do esquema vacinal contra a covid-19, para acesso às dependências físicas da instituição de ensino. A exigência da documentação entra em vigor a partir do início do ano letivo de 2022, em 28 de março.

Pesquisa da UFC e UFRN alerta para o risco de deslizamentos em falésias do litoral nordestino

Rico em belezas naturais, o litoral do Nordeste é destino turístico de milhares de pessoas que, todos os anos, escolhem essa região do País por suas belas praias e clima de verão praticamente o ano inteiro. Nesse cenário, uma formação natural encanta por sua imponência e diversidade de tons: as falésias. Para investigar o risco de desabamento e propor medidas de segurança aos turistas que visitam essas formas de relevo, uma parceria entre a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) deu origem ao projeto Falésias.

Com financiamento do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), o projeto Falésias desenvolveu suas ações de março a novembro de 2021, com o objetivo de elaborar um diagnóstico e apontar ações mitigadoras de riscos nas falésias de Pipa, no município de Tibau do Sul, e Barra de Tabatinga, em Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte. A iniciativa contou com uma equipe de geógrafos, geólogos, engenheiro civil, além de estudantes de graduação, que atuaram na coleta de dados e imagens em alta resolução por meio de tecnologias como drones, radares e scanners. Nesse processo foram consideradas as particularidades geológicas e geomorfológicas, bem como as dinâmicas costeira, territorial, ambiental e cultural.

No início deste ano foi divulgado o relatório final do projeto que detectou situações preocupantes nos municípios estudados: foram encontradas alterações como fraturas, voçorocas (erosão causada pela chuva), formação de reentrâncias, e cicatrizes de colapso de blocos, representando, assim, um grande risco tanto para pessoas ou veículos que transitem no topo quanto para banhistas que passeiam próximo à base das falésias analisadas.

Uma situação crítica foi encontrada em Barra de Tabatinga, onde um intenso processo de voçorocamento, com 15 ocorrências em menos de 100 m², ameaça a destruição de parte da RN-063, devido à proximidade da rodovia com a borda da escarpa. Vale lembrar ainda que, na Praia de Pipa, uma das contempladas pelo projeto, parte da falésia desabou em janeiro deste ano, não tendo deixado feridos. O trecho, entre a Praia do Centro e a Baía dos Golfinhos, foi o mesmo em que, em 2020, morreu uma família inteira após um deslizamento. De acordo com os pesquisadores, o promontório da Baía dos Golfinhos configura atualmente zona de risco elevado por apresentar cicatrizes de colapso, fratura de desplacamento, reentrância erosional e, em sua base, blocos recém-colapsados.

“A ocupação da borda do Tabuleiro, nas proximidades da falésia, além de aumentar a instabilidade da área, gera uma zona de risco duplo. Tanto para quem está em cima, ter sua construção destruída pela erosão, quanto para quem transita pela praia”, destaca o Prof. Rubson Pinheiro, do Curso de Geografia da UFC e um dos coordenadores do Projeto Falésias, ao falar sobre o processo erosivo nesses paredões litorâneos.

Além das construções urbanas, outros fatores de impacto são tráfego de veículos, drenagem pluvial inadequada de rodovias e até mesmo consequências diretas do aquecimento global. “Temos um contexto de elevação do nível do mar associado a praias estreitas. Assim, nas marés altas, as ondas incidem diretamente na base das falésias acelerando sua erosão”, acrescenta o professor. Segundo o relatório da pesquisa, atualmente 60% da costa norte-riograndense, um total de 245 quilômetros, sofre erosão ou ação de processos erosivos.

TURISMO – Outro elemento que tem repercutido na erosão das falésias é o fluxo turístico desordenado. Com um grande trânsito de veículos nessas praias, que estacionam na borda das escarpas, ou de banhistas, que posam para fotos ao lado de placas de aviso de perigo, acidentes, inclusive fatais, são iminentes. “De imediato, é preciso estabelecer restrições e disseminar a cultura do risco entre os turistas. Como medida emergencial, estamos orientando a Defesa Civil a colocar placas nos lugares mais críticos, e as Prefeituras, para colocar guardas municipais orientando os turistas”, relata o docente.

Rubson alerta ainda que, no Ceará, o contexto não difere, sendo necessária uma avaliação de riscos de acidentes nas falésias do nosso litoral. “As falésias do Ceará, sobretudo Beberibe, Morro Branco, Canoa Quebrada e Icapuí, seguem um contexto semelhante e também apresentam riscos”, enfatiza.

Para o pesquisador, a elaboração de políticas públicas de segurança para os turistas nas praias cearenses é indispensável. “Os bugueiros transitam com os turistas na margem da falésia desconsiderando completamente os riscos de colapso de blocos. Não existe nenhuma placa, folder informativo, ou qualquer outra indicação que oriente o turista para sua segurança. É urgente a necessidade de um mapeamento e classificação de riscos associados a essas áreas para, então, definir políticas públicas que regulamentem uma política de segurança para os turistas”, afirma.

Fonte: Prof. Rubson Pinheiro, do Curso de Geografia da UFC e pesquisador do projeto Falésias – e-mail: geografia@ufc.br

UFRN participa de estudo internacional sobre pesadelos em pacientes com Covid-19

Publicado pela revista Nature and Science of Sleep, da editora científica britânica DovePress, o artigo “Nightmares in People with COVID-19: Did Coronavirus Infect Our Dreams?” (“Pesadelos em pessoas com COVID-19: o Coronavírus infectou nossos sonhos?”) é resultado do trabalho de 22 cientistas vinculados a 26 instituições em 13 países. O estudo investigou especificamente os sonhos de pacientes com COVID-19, por meio da aplicação de questionários. O Brasil – único país da América Latina a integrar a pesquisa – é representado pela UFRN através do Departamento de Psicologia, com a estudante de iniciação científica Tainá Macedo, e do Instituto do Cérebro, com o pós-doutorando Sérgio Arthuro.

“Vários artigos já mostraram que tanto o sono como os sonhos se alteraram na pandemia. Com relação ao sono, houve piora na qualidade, aumento de despertares, insônia etc.. Com relação aos sonhos, vários trabalhos encontraram um aumento na lembrança dos sonhos. Encontrou-se também aumento de sonhos relacionados a estresse e ansiedade, que podem ter a ver ou não com a pandemia, direta ou indiretamente. No entanto, todos esses trabalhos são relacionados com a pandemia. E não especificamente com as pessoas que pegaram COVID”, explica Sérgio,um dos autores do artigo e responsável pela coleta de dados no Brasil.

O trabalho foi o primeiro a observar um aumento significativo de pesadelos especificamente nas pessoas infectadas pelo COVID, quando comparadas aquelas que não foram contaminadas. “Também identificamos que os sintomas de ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) foram maiores nos participantes com COVID-19 do que nos controles; e que os escores de qualidade de vida, saúde, e bem-estar foram significativamente maiores nos controles do que os participantes com COVID-19. Dessa forma, podemos concluir que nosso trabalho mostra que houve um aumento de pesadelos naqueles que relataram ter tido COVID-19. Isso sugere que quanto mais as pessoas foram afetadas pelo COVID-19, maior o impacto na atividade dos sonhos e na qualidade de vida”, conclui Sérgio.

Jean Paul Prates e Fernando Mineiro se reúnem na FACISA para apresentar recursos para a região

Foto: Divulgação/FACISA

O senador Jean Paul Prates (PT) e o secretário de projetos do Governo do RN, Fernando Mineiro (PT), junto com o reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o professor José Daniel Diniz Melo visitaram a Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (FACISA) para confirmar a disponibilidade do recurso orçamentário obtido através de emenda parlamentar do senador para construir e equipar a Clínica Escola de Enfermagem. O volume dos recursos são no total de R$ 1 milhão.

A Clínica Escola de Enfermagem é parte integrante do Curso de Graduação em Enfermagem da FACISA/UFRN, vinculada à Clínica Integrada da FACISA, com estrutura e funcionamento voltados para o desenvolvimento de atividades de suporte ao ensino, pesquisa e extensão na área da Enfermagem.

Os atendimentos são nas áreas de enfermagem dermatológica, de doenças crônicas como hipertensão arterial e diabetes, demanda espontânea para orientações e encaminhamentos, assistência de enfermagem em grupo, por meio da educação em saúde. Além da consulta de enfermagem, a Clínica oferece também outros procedimentos.

A construção da Clínica Escola de Enfermagem da FACISA impacta positivamente na qualidade do ensino dos cursos da unidade e representa uma conquista não apenas para a comunidade acadêmica mas também para o município de Santa Cruz e a região do Trairi.

Foto: Divulgação/FACISA

Foto: Divulgação/FACISA

POLO ESTADUAL DA SAÚDE

O senador falou da importância de investir nas universidades, que fazem parte da economia da cidade. “Não podemos viver apenas de turismo, mesmo turismo religioso que teve um grande crescimento no movimento da cidade. Essa situação aqui pereniza o desenvolvimento, porque são estudantes, professores e profissionais que ficam morando na cidade. Essas pessoas agitam a economia da cidade, moram e consomem durante o dia, consomem vários serviços. Então este crescimento se deve a essa perenização e é outra faceta que Santa Cruz precisa valorizar mais”, disse o senador.

Jean defende que Santa Cruz busque se tornar um polo estadual, com mais cursos na área da saúde e investimentos para ampliar os serviços.

Com informações da assessoria

UFRN abre inscrições para vagas residuais com ingresso em 2022.1

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio do Núcleo Permanente de Concursos (Comperve), abre inscrições a partir desta segunda-feira, 20, para o processo seletivo para Reocupação de Vagas Residuais com ingresso nos cursos de graduação no período letivo de 2022.1. As vagas são para os Campi de Natal, Macaíba, Caicó, Currais Novos e Santa Cruz. Estão sendo disponibilizadas 747 vagas. As inscrições podem ser feitas na página da Comperve até 9 de janeiro de 2022. A taxa de inscrição é de R$ 30.

Para se inscrever, o interessado precisa acessar a página da Comperve, na qual estão disponíveis o Edital e o Formulário de Inscrição. Em seguida, deve enviar, eletronicamente, o Formulário de Inscrição. O próximo passo é imprimir a Guia de Recolhimento da União (GRU), para poder efetuar o pagamento da taxa de inscrição, que deve ser feita até o dia 10 de janeiro de 2022, no local indicado na GRU.

O processo seletivo se destina a candidatos que têm ou tiveram vínculo com curso de graduação em Instituição de Ensino Superior. As vagas residuais são geradas por cancelamentos de curso, conforme o Regulamento dos Cursos Regulares de Graduação da UFRN. As vagas ofertadas são para os cursos nas áreas de Ciências da Vida e da Saúde – Campus Natal, Macaíba e em Santa Cruz, e de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas – para o Campus Natal, Currais Novos e Caicó, e de Ciências Exatas e Tecnológicas – para o Campus Natal, Caicó e Macaíba.

A seleção dos candidatos será realizada em duas etapas: Avaliação do Resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), de caráter eliminatório e classificatório, sendo os candidatos classificados de acordo com as notas obtidas no Exame; e Avaliação Institucional e Acadêmica, de caráter classificatório, sendo atribuída aos candidatos pontuação, de acordo com o Anexo II do Edital (tabela de pontuação – avaliação institucional e acadêmica).

Podem participar do processo seletivo para reocupação de vagas residuais os candidatos com vínculo ativo em curso de graduação: na UFRN – em curso distinto daquele que tenha vínculo ativo (atual); em outra Instituição de Ensino Superior – para o mesmo curso daquele que o candidato tem vínculo ativo (vínculo atual); candidatos portadores de diploma de curso de graduação – desde que a inscrição seja para curso distinto do que o candidato tenha concluído; estudantes de graduação da UFRN que tiveram seu curso cancelado – por abandono de curso, por decurso de prazo máximo ou por insuficiência de desempenho acadêmico – no período posterior a 2016.2.

Todas as informações sobre o processo seletivo de reocupação de vagas residuais da UFRN podem ser consultadas no edital. O resultado final deve ser divulgado no dia 16 de fevereiro de 2022, na página da Comperve.